25.10.10

"A Família Golovliov" no jornal Expresso




«Obra-prima de um autor satírico que gozou de grande fama no seu tempo, "A Família Golovliov" só é considerado sátira por recusarmos a acreditar - contra a evidência, das manchetes e não só - que possa ser verdade» [Luís M. Faria; Atual, 16 de Outubro de 2010]

14.10.10

Destaques nas revistas Ler e Os Meus Livros



«O italiano Giorgio Agamben, o esloveno Slavoj Žižek , o norte-americano John Rajchman ou o alemão Peter Sloterdijk, todos cuidadosamente traduzidos e editados pela Relógio d'Água, representam parte da mais inovadora e estimulante análise crítica da cultura e da política actuais. Em todos, com maior ou menor esforço, se descobrem pistas para entendimento dos problemas e desconstrução das ilusões.»
[Filipa Melo; Ler, Outubro 2010]



«Uma obra de síntese, da autoria de um dos grandes historiadores da nossa época, onde se encontram diversos enfoques e motivos para olharmos a História como um eixo fundamental na cosntrução e equilíbrio da sociedade.»
[Os Meus Livros, Outubro 2010]









« Mais do que qualquer tempero insidioso, o inimigo público número um de M.F. K. Fischer foi, sem dúvida, a monotonia. Quer explorando a história e sociologia da alimentação quer enveredando por um registo íntimo, em que a tentação confessional é geralmente cortada pela ironia, move-a a esperança de que "o Homem se dedique a educar o paladar, para que possa avançar na idade sem ressentimentos" (pág.33). Quanta sabedoria.»
[Carla Maia de Almeida; Ler, Outubro 2010] 

Emily Dickinson nas revistas Ler e Os Meus Livros




«A solidez da perspectiva académica de ALA torna-se evidente no magnífico porsfácio, em que a tradutora, para além de contextualizar a importância desta poesia, traça o emaranhado percurso da sua fixação e publicação, ainda hoje problemática devido ao carácter aberto de muitos poemas (de que se conhecem vários manuscritos, com variantes), uma "pluralidade textual" que "continua a revelar fracturas e desvios".»

[José Mário Silva; Ler, Outubro 2010]






«A edição bilingue permite comprovar a identidade moderna desta poesia, que rompe com as regras gramaticais (sintáticas e de concordância), abole o sujeito, instaura uma pontuação fragmentária e elege a elipse e a metonímia como eixos centrais de sentido.»
[Andreia Brites; Os Meus Livros, Outubro 2010]



27.9.10

Novidades




«A linhagem que começa com Dostoievski, passa por Shchedrin e chega a Hamsun é visível. Assim considerado A Família Golovliov, um livro estranho e áspero, cujas personagens a um tempo sofrem a doença do nada e aspiram a ela, um livro que é por vezes uma ampla sátira, outras um livro de terror gótico, e outras ainda um anti-romance, torna-se cada vez mais moderno com a passagem do tempo» [James Wood]





«Turguénev tem (…) uma intuição profundamente sensível à deslumbrante complexidade das nossas almas.» [Henry James]



«Todas as criações de Turguénev, felizes e infelizes, oprimidos e opressores, são seres humanos e não feras exóticas de um bestiário ou almas danadas digladiando-se na escuridão sufocante das contradições místicas. São seres humanos, aptos a viver, aptos a sofrer, aptos a lutar, aptos a vencer, aptos a perder, no jogo interminável e inspirador de perseguir um futuro que todos os dias se afasta.» [Joseph Conrad]


«Turguénev via as tendências e atitudes políticas em função dos seres humanos, e não os seres humanos em função de tendências sociais. Actos, ideias, arte e literatura eram a expressão de indivíduos, e não de forças objectivas a que os agentes ou pensadores apenas dessem corpo.» [Isaiah Berlin]







«Estou a ler três romances de Muriel Spark, uma escritora inglesa cheia de verve, uma das poucas mulheres escritoras que gosto de ler. O seu melhor livro, penso eu, é Memento Mori, glacialmente brilhante.» [Tennessee Williams]



«Há um brilho neste romance que faz lembrar Waugh, na sua narração económica e corrida, na série de surpresas criadas por um poder de invenção contínuo, nos diálogos bem recortados, no tom controlado. O último traço é o mais notável feito de estilo de Miss Spark. Nada é forçado, acima de tudo nunca o humor.» [V.S. Naipaul]

20.9.10

Tradução de A Interpretação dos Sonhos é premiada pela União Latina

A tradução de Manuel Resende de A Interpretação dos Sonhos de Sigmund Freud, publicada pela Relógio D’Água, ganhou este ano o prémio de tradução científica e técnica em língua portuguesa, no valor de 7500 euros.

Trata-se de um prémio patrocinado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pela União Latina, que visa promover a língua portuguesa como suporte de comunicação científica e técnica.

As menções honrosas foram para três outras obras científicas, uma das quais A Origem do Homem e a Selecção Sexual, de Charles Darwin, da mesma editora, e com tradução de Susana A. M. Varela.

O prémio tem o valor de 7500 euros e será entregue na Fundação Calouste Gulbenkian, no próximo dia 25, por ocasião do Encontro Internacional de Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas num universo globalizado, que se insere nas Comemorações do Centenário da República Portuguesa.

Este galardão conta com a colaboração do Ministério da Cultura, através da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, da Associação Portuguesa de Tradutores e da Representação da Comissão Europeia em Portugal.

14.9.10

Livraria da Relógio D'Água, Assírio e Alvim e Cotovia na Fábrica do Braço de Prata


CONVITE


As editoras Assirio&Alvim, Cotovia e Relógio D’Água associam-se à Fábrica do Braço de Prata para construir uma livraria especializada em ciências humanas. Os catálogos destas três editoras independentes estarão disponíveis de forma exaustiva em uma sala comum. Todas as outras salas serão ocupadas com os livros e revistas das outras editoras de língua portuguesa (nas áreas da filosofia, antropologia, sociologia, direito, economia, linguística, psicologia, ciências cognitivas, teoria da literatura ou história). Duas salas só dedicadas a saldos e livros em segunda-mão, e duas outras para seminários e cinema, garantem que a Livraria do Braço de Prata será também um lugar para surpresas, nostalgias e invenções.


A festa de inauguração será no próximo dia 30 de Setembro, às 22h. Para além dos concertos de Daniel Schvetz e das Bandas (In)Motion e Grupo Normal, oferecemos um cocktail e, apenas para esse dia, 15 títulos com desconto de 20 por cento. A entrada é livre.


7.9.10

Emily Dickinson e Ana Luísa Amaral na Atual e no Ípsilon


«Trata-se, claro está, de uma iniciativa extremamente meritória. Alguns dos poemas de Dickinson adquirem aqui um fulgor inusitado e recordam-nos que Ana Luísa Amaral é também ela um poeta.»
[Manuel de Freitas, Atual, 21 de Agosto de 2010]

 
 
«Seria ocioso inventariar os méritos do trabalho de Ana Luísa Amaral, nele incluídos, além da magnífica tradução, o posfácio e o cuidado "editorial": cronologia, recepção de Dickinson em Portugal, bibliografia e índices. As bolandas que o espólio sofreu até ser doado em 1950 à Universidade de Harvard são minuciosamente descritas e fundamentadas no posfácio.»
[Eduardo Pitta, Ípsilon, 27 de Agosto de 2010]