«A obra literária de Gonçalo M. Tavares (n. 1970) é um arquipélago de arquipélagos, por vezes designados séries, colecções, sequências de livros, etc. O maior tem actualmente dez ilhas e chama-se “O Bairro”. Na verdade, há ilhas solitárias, como que adjacentes, neste arquipélago de arquipélagos, mas tudo leva a crer que um dia deixarão de o ser. (…) Assim, o arquipélago “O Reino” era até há pouco conhecido entre leitores e estudiosos (se houver entre ambos diferenças), como a tetralogia dos “livros pretos”: “Um Homem: Klaus Klump”, “A Máquina de Joseph Valser”, “Jerusalém”, “Aprender a Rezar na Era da Técnica”. (…) Os livros de “O Reino” são máquinas de incomodar. E eis que, 13 anos depois da publicação de “Aprender a Rezar…” (2007), “O Reino” deixou finalmente de ser uma tetralogia. No mais agreste dos arquipélagos tavarianos irrompeu uma nova ilha: “O Osso do Meio”.»
[Mário Santos, «Um buraco negro», «Ípsilon», 2021-03-05: https://www.publico.pt/2021/03/03/culturaipsilon/critica/goncalo-m-tavares-buraco-negro-1951938]
«O Osso do Meio» e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/



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