2.2.15

Isabel Lucas sobre Elena Ferrante





«Quem é Elena Ferrante? A pergunta atravessa o mundo literário que procura saber da identidade de uma italiana que desafia classificações e se afirma como uma das mais geniais autoras da actualidade. A Relógio D’Água está a publicar a sua obra. (…) O rosto de Elena Ferrante será então o de todas as suas mulheres, mas sobretudo o de Lenù e Lila, uma o oposto da outra, em luta, nunca pacificadas. “São elas que melhor me capturam”, confessa Ferrante, consciente de que é incapaz de apagar a “polémica”, como lhe chama, ou a atenção dos media para a sua identidade. Não quer que isso ultrapasse o interesse pela literatura, mas é impossível estabelecer fronteiras. O nome Ferrante traz já implícito esse mistério. Outro território ambíguo, o que lhe dá a liberdade criativa, mas atrai os holofotes de que se quer distanciar. O que fazer? “Só me quero distanciar da história acabada”, afirma.» [Isabel Lucas, ípsilon, Público, 30-1-2015]
 
 

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