30.1.15

Sobre Não Posso nem Quero, de Lydia Davis



 

«Os grandes encantos e desconcertos de ler as histórias de Lydia Davis resultam da sua enorme capacidade de dramatizar os mais pequenos episódios do quotidiano, aumentando-lhes a dimensão ao ponto de os isolar do todo, o que os torna hilariantes, ridículos, obsessivos, insignificantes ou tremendamente emotivos. Esse efeito-lupa dura o tempo exacto para não os descontextualizar, não lhes retirar sentido, só o suficiente até o absurdo ou a sordidez do insólito ficarem mais bem sublinhados e, sem que o notemos, impressos no nosso subconsciente. Em casa momento, a escritora brinca com a perspectiva num difícil jogo de equilíbrio entre uma análise mais fria, ou cerebral, e a eficácia com que convoca as emoções mais íntimas.» [Isabel Lucas, ípsilon, Público, 30-1-2015]

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