10.4.26

Sobre O Fim dos Estados Unidos da América, de Gonçalo M. Tavares

 «Tendo começado como uma sátira, “O Fim dos Estados Unidos da América” evoluiu para uma distopia, que é uma forma de épica. Parafraseando a tese de G. M. T.,  este livro é “um atlas do corpo e da imaginação”. Um guião de lugares, figuras, vozes, com um narrador menos clínico e contido do que é hábito, entregue aos devaneios, às invenções, aos delírios, às alucinações, o que não se distingue assim tanto das notícias que nos chegam quotidianamente. Como cenário de epopeia, o país vastíssimo que traz consigo uma vasta escala mitológica:


“Uma epopeia em dez metros quadrados parece desperdício

de façanha. As grandes narrações heroicas contabilizam salvações

e feitos inesquecíveis, por década, século e hectare,

e se na modernidade a exigência diminui bruscamente,

e a ela e à sua pobreza de ambições nos habituámos,

o que se faz nestes dias para se merecer homenagem e estátua,

nos Estados Unidos da América, parece excessivo para baixo,

de tão pouco exigente.”


De falta de exigência e falta de ambição ninguém acusará Gonçalo M. Tavares.»[Pedro Mexia, E, Expresso, 3/4/2026: https://expresso.pt/opiniao/2026-04-02-mau-tempo-para-epopeias-7ae303fe]


O Fim dos Estados Unidos da América e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

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