«Costumava pensar que a vida era como um livro: viramos a primeira página e surge a seguinte e, virando página após página, acabamos por chegar à última.Mas a vida em nada se parece com uma história num livro. Pode haver palavras, as páginas podem estar numeradas, mas não há um enredo. Pode haver uma conclusão, mas não há um final.
Deixado para trás.
Como uma árvore cuidadosamente podada no terreno abandonado onde se demoliu uma casa em ruínas.
Como a água numa jarra depois de tirarem as flores murchas.
Deixado para trás.
Mas então o que resta de mim aqui?»
[p. 7 de Tóquio, Estação de Ueno, de Yu Miri (tradução de Inês Dias), disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/toquio-estacao-de-ueno/]


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