«1.
Cerrando a linha ténue
da amizade, aqui me tens,
a terminar de ferrugem
a cancela que estremece
ao passar do nosso dia alegre,
sem muito mais que dizer.
É domingo entre nós. Isso ou
a murcha e solitária metáfora
que nada diz, agora já tanto faz.
Olhos avisados sobre o balcão
e os modos incertos que um
guarda‐chuva irá amparar.
Às vezes vou com calma, também
me acho trémulo em frente ao espelho
aterrador, sem grandes enganos,
rumos ou demónios de cordel.
Às vezes, é só um gesto teu.»
[p. 11 de Presa Comum, de Frederico Pedreira]
Presa Comum e outras obras de Frederico Pedreira estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/frederico-pedreira/


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