Carlos Vasconcelos falou com Luís Caetano sobre A Sociedade Paliativa, de Byung-Chul Han. O programa A Última Edição de 23 de Março pode ser ouvido aqui https://www.rtp.pt/play/p303/e532307/ultima-edicao
Como mostra a recente crise dos opiáceos nos EUA e o que se passa com a pandemia da Covid-19, a dor, física ou psicológica, tende a ser evitada a todo o custo. Até a dor causada pelo amor está sob suspeita.
A tolerância ao sofrimento decai rapidamente, instalando-se uma anestesia permanente. Evitam-se conflitos e controvérsias que possam levar a conflitos dolorosos.
Byung-Chul Han assume que essa é uma mudança de paradigma na nossa sociedade.
A psicologia acompanha esta evolução, assistindo-se ao desenvolvimento daquela que trata do sofrimento e da psicologia positiva ocupada com o bem-estar, a felicidade e o otimismo.
A algofobia também atinge a política, surgindo a pressão social para se chegar a acordos e mesmo a consensos. A pós-democracia está a espalhar-se enquanto democracia paliativa.
A Sociedade Paliativa e outras obras de Byung-Chul Han estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/byung-chul-han/



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