15.2.21

Sobre A Ciência e a Política como Ofício e Vocação, de Max Weber

 



«Boas razões têm levado o poder político a submeter-se ao parecer de comités científicos nas decisões sobre matérias que exigem o saber dos “especialistas”. Mas isso também tem alguns efeitos nefastos, um dos quais é o modo como se tem acentuado bastante uma visão distorcida da ciência, quando nela se investem crenças colectivas na sua capacidade salvífica. Uma leitura necessária nas circunstâncias actuais são duas conferências que Max Weber pronunciou em Munique, em 1917 e 1919: “ A Ciência como Vocação” e “A Política como Vocação” (estão ambas publicadas ela Relógio D’Água, com o título: A Ciência e a Política como Ofício e Vocação).Na primeira conferência, Weber defendeu que “as ideias de liberdade e felicidade são estranhas à ciência como vocação (ou profissão, já que a palavra alemã Beruf tem os dois significados). E rejeitou a tecnocracia como uma opção desejável, argumentando que ela, podendo ter a eficácia como característica, não tem a capacidade de exprimir aquilo que se espera do agir político: que toque o fundo não raciocinável da vida.» [António Guerreiro, Público, ípsilon, 13/2/2021]


A Ciência e a Política como Ofício e Vocação (trad. Helena Topa) e outras obras de Max Weber estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/max-weber/

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