25.1.19

Sobre As Variedades da Experiência Religiosa, de William James




«O mote de William James nunca é, como se imaginaria, o de procurar justificar a fé em Deus através de um qualquer impulso biológico ou de uma concepção primária e simplista do mundo, mas antes o de, a partir de uma abordagem pragmática e empirista, procurar analisar um fenómeno ao qual não consegue aceder e que tem dificuldade em entender. Em nenhum momento, o estudo de James diminui ou menospreza a importância do fenómeno religioso. James rejeita liminarmente que explicar a origem de um fenómeno sirva para justificar o seu significado, atacando aqueles que acreditam que emoções religiosas são apenas simples variações de emoções sexuais, ou que Lutero avançou para a reforma protestante apenas para poder casar com uma freira, quando os efeitos destes ímpetos são infinitamente mais amplos do que as suas alegadas causas. Ainda que, para James, os fenómenos religiosos nasçam no nosso corpo e tenham uma justificação subconsciente, em nenhum momento propõe que esta teoria exclua a possibilidade da existência de Deus.» [João Pedro Vala, Observador, 13/1/2019. O texto completo pode ser lido aqui: https://observador.pt/2019/01/13/william-james-os-genios-religiosos-e-a-igreja/ ]

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