12.8.16

Sobre O Aroma do Tempo, de Byung-Chul Han




«Em "O Aroma do Tempo – um ensaio filosófico sobre a Arte da Demora" são desenvolvidas ideias sobre a decisiva influência da organização do trabalho no comportamento do ser humano e na percepção do tempo.
A coacção, explícita em "Psicopolítica", encontra-se implícita nesta obra. A regulamentação comportamental por forças económicas tem o seu substrato em ideias religiosas. A coação existe sem o ser humano ter disso consciência. A optimização de processos físicos e mentais, abordada em "Psicopolítica", é desenvolvida nesta obra por diferentes prismas.
O "idiota" de "Psicopolítica" é aquele que se afasta para contemplar em "O Aroma do Tempo". Ele personifica a solução, aquele que percebe que "o tempo perde o aroma quando se despoja de qualquer estrutura de sentido, de profundidade, quando se atomiza ou aplana, se enfraquece ou se abrevia.” O "idiota" é aquele que contempla. E quem contempla dá coesão ao tempo e permite o resgate da narrativa como força criadora.» [Mário Rufino, Diário Digital, 9-8-2016]

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