3.3.23

Sobre A Ucrânia e a Rússia — Do Divórcio Civilizado à Guerra Incivil, de Paul D’Anieri

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: A Ucrânia e a Rússia — Do Divórcio Civilizado à Guerra Incivil, de Paul D’Anieri (tradução de João Paulo Moreira)


Esta obra apresenta uma análise profunda, revista e atualizada da atual guerra na Ucrânia. Nela, Paul D’Anieri aborda as dinâmicas no interior da Ucrânia, o conflito entre a Ucrânia e a Rússia e entre a Rússia e o Ocidente alargado, que emergiu do colapso da União Soviética e resultou na invasão russa de 24 de fevereiro de 2022.

Numa sequência cronológica, o autor mostra como a separação da Ucrânia e da Rússia em 1991, na época designada por “divórcio civilizado”, levou a um dos mais violentos conflitos na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

D’Anieri considera que, nesta evolução, pesaram sobretudo três fatores, a saber: a questão da segurança, o impacto da democratização na geopolítica e os objetivos incompatíveis surgidos na Europa no pós-Guerra Fria.


“Um trabalho de enorme erudição. Uma leitura obrigatória para qualquer pessoa que tenha interesse pela origem da crise atual.” [Serhii Plokhy, autor de A Porta da Europa]



Paul D’Anieri é professor de Ciência Política e Políticas Públicas na Universidade da Califórnia, em Riverside, nos EUA.

É autor de obras como Understanding Ukrainian Politics (2007) e Economic Interdependence in Ukrainian–Russian Relations (1999).

Atualmente, é vice-presidente da Associação Americana de Estudos Ucranianos.


Mais informação em https://relogiodagua.pt/produto/a-ucrania-e-a-russia-do-divorcio-civilizado-a-guerra-incivil-pre-venda/

Maggie O'Farrell em entrevista ao Público

 



Maggie O’Farrell entrevistada por Isabel Lucas no ípsilon, a propósito do seu mais recente romance, O Retrato de Casamento


«O facto é que Hamnet é um romance a partir de uma figura secundária da história. Na verdade, de duas, o filho de Shakespeare e a mulher, que no livro tem o nome de Agnes em vez de Anna, e assume características mágicas, mulher que se sobrepõe, pelo seu modo, a toda a família e é um dos centros do romance que explora o luto, a criação, as relações familiares e amorosas, o mundo doméstico, quotidiano em Stratford. […]

O romance seguinte de Maggie, O Retrato de Casamento, tem no centro outra figura que nem merece nota de rodapé na maioria das obras sobre a a Europa do século XVI: Lucrezia de Medici, mais tarde duquesa de Ferrara, morta aos 16 anos, talvez assassinada pelo marido. Neste caso, como em Hamnet, também houve uma obra literária a estimular a curiosidade de O’Farrell; o poema/monólogo A Minha Última Duquesa, de Robert Browning, citado no epílogo do romance […].


“O que me interessa quando olho para a História são as fendas, as histórias que não foram escritas na água ou apagadas; histórias de pessoas que não entrariam em livros literários. Por um lado há um rapaz com uma vida muito curta e talvez se a sua morte não acontecesse não teríamos uma peça chamada Hamlet. Interessam-me as pessoas dos bastidores, fora dos palcos da História. E Lucrezia parece num poema muito famoso em língua inglesa, que muita gente estuda, mas onde é apenas um retrato. Tentei dar-lhe espaço para falar, para contar a sua história. Que história ela contaria? No poema quem fala é o marido.”» [ípsilon, Público, 3/3/2023]


O Retrato de Casamento (trad. Inês Dias) e Hamnet (trad. Margarida Periquito) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/maggie-ofarrell/

Sobre O Garden-Party, de Katherine Mansfield

 



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: O Garden-Party, de Katherine Mansfield (tradução de Manuel Resende)


Está um dia quente e sem vento quando a família Sheridan se prepara para fazer uma festa no seu jardim. Mas enquanto Laura, uma das filhas, se ocupa da organização do evento, notícias sobre a morte de um vizinho ameaçam a celebração.


Mais informação em https://relogiodagua.pt/autor/katherine-mansfield/

Sobre Gonçalo M. Tavares

 



Hoje, às 18:30, Gonçalo M. Tavares conversa com João Oliveira Duarte na Livraria Snob, em Lisboa.

As obras de Gonçalo M. Tavares editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

Sobre Olhos Azuis, Cabelo Preto, de Marguerite Duras

 



«É a história de um amor, o maior e mais terrível sobre que me foi dado escrever. Eu sei-o. Qualquer um pode ficar a sabê-lo por si. 

Trata-se de um amor que não é nomeado nos romances e que também não é nomeado por aqueles que o vivem. De um sentimento que de certo modo não tem ainda o seu vocabulário, os seus hábitos e rituais. Trata-se de um amor perdido. Perdido como perdição. 

Leiam o livro, leiam-no mesmo que de início o detestem. Já nada temos a perder, nem eu dos leitores, nem os leitores de mim. Leiam tudo. Leiam todas as distâncias que vos são indicadas, as dos corredores que rodeiam a história e a acalmam e nos concedem o tempo de os percorrer. Continuem a ler e de súbito terão atravessado a história, os seus risos, a sua agonia, os seus desertos. 

Sinceramente vossa.

Duras»


Olhos Azuis Cabelo Preto (tradução de Tereza Coelho) e outras obras de Marguerite Duras estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/marguerite-duras/

De Marguerite Duras, a Relógio D’Água publicará em breve O Marinheiro de Gibraltar.

2.3.23

Sobre Sonhos Elétricos, de Philip K. Dick

 



Philip K. Dick escreveu vários livros que serviram de inspiração para filmes e séries de televisão. Sonhos Elétricos é a antologia dos dez contos adaptados a série de televisão com o mesmo nome.

Desde enredos em que uma mulher suspeita que o seu marido já não é a mesma pessoa desde que regressou de uma viagem ao espaço profundo, a um agente do governo em busca do que está por trás de uma recente onda de “capuzes” ilegais que inibem capacidades telepáticas, estas histórias tratam do que é ser-se humano num mundo em constante mudança.

Estas dez histórias são a base dos dez episódios de Sonhos Elétricos de Philip K. Dick, a série de televisão do Channel Four e da Sony Pictures Television, que conta com atores como Steve Buscemi, Bryan Cranston, Greg Kinnear, Anna Paquin, Terrence Howard, Timothy Spall e Geraldine Chaplin. Cada conto tem também uma introdução escrita pelos argumentistas ou realizadores responsáveis pela adaptação.


«O escritor de ficção científica mais consistente do mundo.» [John Brunner]


«Um dos genuínos visionários que a ficção norte-americana produziu.» [L.A. Weekly]


«Philip K. Dick vê e abraça as possibilidades aterradoras de que os outros autores fogem.» [Paul Williams, Rolling Stone]


Sonhos Elétricos (trad. de Helena Briga Nogueira e Paulo Faria) e outras obras de Philip K. Dick estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/philip-k-dick/

De Philip K. Dick a Relógio D’Água publicará em breve Escorram-me, Lágrimas, Disse o Polícia, com tradução de Manuel Alberto Vieira.

Sobre Sonho da Aldeia Ding, de Yan Lianke

 



Milhares de aldeãos da região de Henan foram levados a vender o seu sangue à procura de uma vida melhor. Acabaram contaminados com SIDA.

Só o filho do velho Ding, que construíra a sua fortuna a partir da recolha de sangue, continuou a enriquecer vendendo caixões e organizando casamentos para unir aqueles que a morte separara.

Esta história é ficcionada por Yan Lianke a partir de acontecimentos reais.

Como o autor explica, “cólera e paixão são a alma do meu trabalho”.

O romance, que revela aspetos sombrios do desenvolvimento do país, foi proibido na China.


Sonho da Aldeia Ding (trad. Marta Mendonça) e outras obras de Yan Lianke estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/yan-lianke/