9.8.16

A chegar às livrarias: O Sino, de Iris Murdoch


 


Dora Greenfield, uma jovem mulher, regressa para viver com o marido numa comunidade secular junto da Abadia de Imber, que alberga uma misteriosa ordem de freiras.
Dirigida por um homem dedicado às suas causas e pela discreta autoridade de uma abadessa idosa e experiente, a Abadia de Imber é considerada um porto seguro para almas inquietas em busca de tranquilidade. Mas o antigo sino da Abadia, símbolo lendário de religião e magia, é redescoberto, e com ele verdades e desejos ocultos surgem a uma nova luz.


«Arrebatador e apaixonante, diferente de qualquer outro livro.» [The Times]

8.8.16

A chegar às livrarias: A Máscara de Ripley, de Patricia Highsmith





Passaram-se seis anos desde que Ripley assassinou Dickie Greenleaf e herdou o seu dinheiro. Agora, em A Máscara de Ripley, vive numa bela casa de campo francesa, rodeado de uma magnífica coleção de arte, e está casado com a herdeira de uma empresa farmacêutica. Tudo parece sereno no mundo de Ripley até um telefonema de Londres destruir a sua paz. Um esquema de falsificação de obras de arte que montara há alguns anos ameaça desfazer-se: um americano metediço anda a fazer perguntas, e Ripley tem de viajar até Londres para o impedir de descobrir algo mais. Patricia Highsmith oferece-nos, no segundo romance da série protagonizada por Ripley, uma narrativa hipnotizante e perturbadora na qual Ripley fará de tudo para que o seu novelo de mentiras não seja desfeito.


«[Highsmith] obriga-nos a reconsiderar as linhas entre a razão e a loucura, normal e anormal, enquanto nos incita a partilhar o ponto de vista traiçoeiro do nosso herói.» [Michiko Kakutani, New York Times]


«Não existe ninguém como Patricia Highsmith para evocar a ameaça que se esconde em lugares familiares.» [Time]

A chegar às livrarias: Emma, de Jane Austen (trad. e posfácio de Jorge Vaz de Carvalho)

 
 
 

«O romance conta a jornada de uma jovem de vinte anos para o autoconhecimento e maturidade intelectual e sentimental, através de discussões instrutivas, da (circunscrita) variedade das relações pessoais e experiências vividas. No caso de Emma Woodhouse, estas acções de formação, em boa parte coincidentes com o programa do Bildungsroman, suprimem as deficiências da educação que a mãe cedo falecida não pôde assegurar, em que falharam o pai sem força de autoridade, deslumbrado pelas qualidades da filha, e a preceptora demasiado amiga e condescendente para exigir razoabilidade e o esforço da vontade indispensáveis à formação da discípula.» [Do Posfácio de Jorge Vaz de Carvalho]


De Jane Austen, a Relógio D’Água tem também publicados Sensibilidade e Bom Senso, Mansfield Park, Orgulho e Preconceito, Lady Susan, Persuasão e A Abadia de Northanger.

5.8.16

A chegar às livrarias: Céu em Fogo, de Mário de Sá-Carneiro




«Oscilando entre a angústia da fugacidade do tempo e a tragédia da repetição, as personagens de Céu em Fogo abismam-se fatalmente no tédio e, numa luta penosa — que é também um confronto fascinado com a morte —, tentam inventar maneiras de o vencer. É esta a tarefa fantástica que vai empreender o Fixador de Instantes. Tomado por um «tédio mortal» no momento em que constata a inevitabilidade da sua morte, acaba por realizar no crime a sua obsessão de posse total. Também na novela «A Grande Sombra», que diríamos o diário de um psicopata dos tempos modernos, o protagonista renasce «outra vida» após o assassínio violento de uma rapariga que acaba de conhecer, com quem se envolve sexualmente. Este crime acorda-o da sonolência monótona em que vivia até aí, e tem o efeito imediato de «parar os instantes», de suspender o tempo, e, paralelamente, eliminar a angústia da morte que o vinha deprimindo. O suicídio final, para o qual se encaminha em euforia louca, está para além do remorso: é o culminar triunfal da sua busca do mistério e do desconhecido.

O crime e o suicídio, tão presentes nestas novelas, são as duas faces da mesma moeda, aquela com que ilusoriamente se quer pagar o preço da modernidade, na sua paixão pelo Novo: a morte é a única região inexplorada, não há novidade senão na morte. Para estes heróis de tragédia moderna, o suicídio não é um puro acto de desespero, mas a única forma de heroísmo, a última procura que vale a pena — um acto estético, ou uma deserção.» [Do Prefácio de Maria Antónia Oliveira]

PVP: 7,50 €

4.8.16

A chegar às livrarias: O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick





América, quinze anos após o final da Segunda Grande Guerra. As potências vencedoras dividiram as suas conquistas: os nazis controlam Nova Iorque e a Califórnia é controlada por Japoneses.
Mas entre estes dois estados confrontados numa guerra fria existe uma zona neutra onde, dizem os rumores, reside o lendário autor Hawthorne Abendsen, que receia pela sua vida, pois escreveu em tempos um livro no qual os Aliados venceram a Segunda Grande Guerra.


«O escritor de ficção científica mais consistente do mundo.»
[John Brunner]

«Um dos genuínos visionários que a ficção norte-americana produziu.»
[L.A. Weekly]

«Philip K. Dick vê e abraça as possibilidades aterradoras de que os outros autores fogem.»
[Paul Williams, Rolling Stone]

2.8.16

Sobre O Leão de Belfort, de Alexandre Andrade




«Num português sempre imaculado, Alexandre Andrade tem a rara capacidade para transformar simples notações descritivas (“Cristina comprou queijo Pont-l’évêque num estabelecimento de alimentação geral”) em coisas traiçoeiramente cómicas. É o seu terceiro romance, e o primeiro desde o igualmente recomendável Aqui Vem o Sol, de 2005.» [Rogério Casanova, Observador, 2/7/2016]

1.8.16

Sobre Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust




«E no entanto qualquer leitor descobre que, mais filosofia menos filosofia, o que se mostra no livro é que as nossas memórias não são de fiar: são parte do “erro perpétuo a que se chama vida.” Talvez Proust estivesse aqui a exagerar: mas talvez este romance seja importante por ser tão parecido com quem o consegue ler. E a confirmação disto é que quem o consegue ler percebe-o sempre, mesmo que não se lembre de tudo, que nunca tenha posto os pés em Paris, ou recebido um telegrama.» [Miguel Tamen, Observador, «O que faz de “Em Busca do Tempo Perdido” um clássico?», 24/7/2016]


 


«Avanço para À l’ombre des jeunes filles en fleur. Começa a ser difícil. Passo para Le Temps Retrouvé. Tenho vinte anos, estou a ler ao mesmo tempo A Montanha Mágica, o paralelo é promissor. Proust tem para mim um problema só: é demasiado. É irrespirável de bom. É esmagador de bem feito. É preciso fazer tanto compromisso para tanta sensibilidade! Negociar sempre com ele este caminho, transformar a sensiblerie em sensibilidade, a susceptibilidade em fragilidade, o estético em interessante, o bonito em belo, o bem escrito em bem pensado… e acaba por ser estafante, como Stendhal em Florença, a síndrome instala-se, deixa-me ir ver televisão, uma coisa estúpida e ligeira…

Mas volto a Proust sempre, porque as descrições são extraordinárias, e aquelas tias (mas aqueles salões, as conversas nos salões!…) e a linguagem banha tudo, transforma tudo, empapa tudo, e o que se me impõe é apenas o fantasma de um homem fechado num quarto e em si próprio, a escrever.»

[Luísa Costa Gomes, Observador, «O que faz de “Em Busca do Tempo Perdido” um clássico?», 24/7/2016]