No seu blogue Coração Duplo, Filipa Melo considera Adoecer, de Hélia Correia, um dos melhores livros de 2010: «Fulgurante “encontro pessoal” da escritora com uma personagem histórica e uma história de amor. A modelo, pintora e poeta Elizabeth Siddal e os pré-rafaelitas, na Inglaterra do séc. XIX, renascem neste romance biográfico sensível.»
13.1.11
10.1.11
A Relógio D'Água nos media na semana de 3 a 9 de Janeiro de 2011 [II]
No suplemento «Atual» do Expresso de 8 de Janeiro de 2011, António Guerreiro escreve sobre Erros Individuais, de José Miguel Silva: «Revisitando a Florença do Renascimento italiano, José Miguel Silva efetua um périplo crítico e reflexivo, avesso à glorificação e ao esteticismo. (…) O potencial crítico desta poesia é enorme, exatamente por isso: nunca há complacência, há sempre interrogação. Daí o facto de esta poesia ser marcada por um tom – e pela escolha de um vocabulário – que exaspera, sublinha, amplifica e desloca com violência.»
No mesmo suplemento, Ana Cristina Leonardo diz de Petersburgo, de Andrei Béli: «… é um livro singular, complexo, divertido e imaginativo. O autor, de seu nome verdadeiro Boris Bugaév (1880-1934), deixou obra extensa e influente, mas nem por isso particularmente conhecida fora dos círculos literários. Mais uma razão para saudar a tradução daquele que é considerado o seu melhor legado literário (com a inclusão do útil posfácio de Pierre Pascal). (…) Redigido em camadas, incorporando referências e subtextos com uma liberdade e engenho que envergonhariam muitos escritores atuais, Petersburgo é, acima de tudo, o trabalho de um génio, de um “louco sagrado”, como lhe chamou Isaiah Berlin.
Ainda no «Atual», entre as sugestões de livros a ler, de José Mário Silva, está Solo Virgem, de Ivan Turguéniev, o último que o autor russo escreveu.
Na Visão de 6 de Janeiro de 2011, o livro A Arte como Linguagem, de José Gil, é recomendado como leitura importante. Trata-se de uma obra que recolhe a última «aula» do autor de Portugal Hoje – O Medo de Existir.
No mesmo suplemento, Ana Cristina Leonardo diz de Petersburgo, de Andrei Béli: «… é um livro singular, complexo, divertido e imaginativo. O autor, de seu nome verdadeiro Boris Bugaév (1880-1934), deixou obra extensa e influente, mas nem por isso particularmente conhecida fora dos círculos literários. Mais uma razão para saudar a tradução daquele que é considerado o seu melhor legado literário (com a inclusão do útil posfácio de Pierre Pascal). (…) Redigido em camadas, incorporando referências e subtextos com uma liberdade e engenho que envergonhariam muitos escritores atuais, Petersburgo é, acima de tudo, o trabalho de um génio, de um “louco sagrado”, como lhe chamou Isaiah Berlin.
Ainda no «Atual», entre as sugestões de livros a ler, de José Mário Silva, está Solo Virgem, de Ivan Turguéniev, o último que o autor russo escreveu.
Na Visão de 6 de Janeiro de 2011, o livro A Arte como Linguagem, de José Gil, é recomendado como leitura importante. Trata-se de uma obra que recolhe a última «aula» do autor de Portugal Hoje – O Medo de Existir.
6.1.11
A Relógio D'Água nos media na semana de 3 a 9 de Janeiro de 2011 [I]
Na revista Os Meus Livros de Janeiro de 2011:Na secção «Nas Livrarias», entre os «títulos disponíveis e recomendáveis», é destacada a obra Solo Virgem, de Ivan Turguéniev: «No seu último romance (escrito nos arredores de Paris, onde se instalou no final da vida), o autor russo aborda o tema dos Populistas, um movimento revolucionário pacifista que levou milhares de jovens às aldeias, com o intuito de esclarecer e influenciar as populações. (…) Mais uma vez a humanidade e uma existência similar à de cada um pautam as personagens criadas por Turguéniev.»
Na primeira edição deste ano da revista Os Meus Livros faz-se um balanço dos títulos publicados e são apresentados «Os Melhores de 2010».
Hugo Pinto Santos escolhe Erros Individuais, de José Miguel Silva, como um dos vencedores: «Regresso de uma das poesias mais visceralmente preocupadas em dizer o mundo, o mais recente embate de uma das obras em verso em que é mais visível uma pulsão irreprimível para uma anotação impiedosa do concreto. (…) é um exemplo claro de quanto cabe ao poeta dizer o seu lugar no mundo, de um golpe dizendo, também, o próprio mundo e seus inevitáveis males.»
Por sua vez, Susana Nogueira considera Uma Porta nas Escadas, de Lorrie Moore, e Um Aprazível Suicídio em Grupo, de Arto Paasilinna, essenciais para a sua biblioteca de 2010.
Francisco José Viegas, no Correio da Manhã de 5 de Janeiro de 2011:
«Com tradução de António Miguel de Campos, a Relógio D’Água acaba de publicar uma edição bilingue do Tao Te King, de Lao Tse. Do século VI a. C. até hoje, um texto de que pouco se perdeu pelo caminho, de Oriente para Ocidente.»
Na primeira edição deste ano da revista Os Meus Livros faz-se um balanço dos títulos publicados e são apresentados «Os Melhores de 2010».
Hugo Pinto Santos escolhe Erros Individuais, de José Miguel Silva, como um dos vencedores: «Regresso de uma das poesias mais visceralmente preocupadas em dizer o mundo, o mais recente embate de uma das obras em verso em que é mais visível uma pulsão irreprimível para uma anotação impiedosa do concreto. (…) é um exemplo claro de quanto cabe ao poeta dizer o seu lugar no mundo, de um golpe dizendo, também, o próprio mundo e seus inevitáveis males.»
Por sua vez, Susana Nogueira considera Uma Porta nas Escadas, de Lorrie Moore, e Um Aprazível Suicídio em Grupo, de Arto Paasilinna, essenciais para a sua biblioteca de 2010.
Francisco José Viegas, no Correio da Manhã de 5 de Janeiro de 2011:
«Com tradução de António Miguel de Campos, a Relógio D’Água acaba de publicar uma edição bilingue do Tao Te King, de Lao Tse. Do século VI a. C. até hoje, um texto de que pouco se perdeu pelo caminho, de Oriente para Ocidente.»
Glossário de Tao Te King
A Relógio D’Água e o tradutor da obra, António Miguel de Campos, disponibilizam online um glossário com informação sobre a composição gráfica e os diferentes sentidos de cada um dos caracteres dos capítulos de Tao Te King – Livro do Bom Caminho e do Bom Caminhar. [Clique na imagem para aceder.]
4.1.11
A Relógio D’Água na Ler de Janeiro de 2011
Na votação dos leitores da Ler das melhores obras de 2010: Adoecer, de Hélia Correia.
Filipa Melo analisa O Conflito: A Mulher e a Mãe, de Elisabeth Badinter, que afirma que «as novas concepções de maternidade defendidas por uma onda natalista, ecologista, naturalista e “reaccionária” estão a dar cabo de décadas de emancipação da mulher e luta pela igualdade dos sexos». A filósofa, acrescenta Filipa Melo, «não aponta soluções nem é catastrofista», mas motivou um intenso debate público.
Numa selecção de «20 Livros para Encarar o Abismo», Filipa Melo sugere Da Tragédia à Farsa, de Slavoj Zizek, autor esloveno que «disseca a nossa época sem piedade, recorrendo a heterogéneas armas de análise» e associa «o nosso mal-estar ao “núcleo utópico da ideologia capitalista” e sustenta a viabilidade de “novas forma de práxis comunista”».
Na mesma selecção surge Cólera e Tempo, obra em que Peter Sloterdijk «percorre a história da cólera enquanto essencial escape de tensões», também sugerida como tábua de salvação.
Neste número da Ler dedicado à crise, em artigo sobre Keynes, Fernando Sobral aborda Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda: «O regresso actual das teorias de Keynes (explicitadas na sua Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, publicada em 1936) faz-se como contraponto à ideologia de que os mercados se regulavam a si próprios. Algo que se revelou uma falácia. Como recorda o Nobel da Economia Paul Krugman na introdução à nova edição da Relógio D’Água, Keynes «não era socialista – ele veio salvar o capitalismo, não enterrá-lo».
Finalmente, na rubrica «Livros em Dia», Manuel Medeiros, livreiro da Culsete, em Setúbal, volta aos clássicos modernos. Toma a palavra de Montaigne, nos Ensaios coligidos por Rui Bertrand Romão: «Serve-me a leitura especialmente para estimular com diversos objectos a minha razão, para me fazer laborar o juízo, não a memória.»
31.12.10
12 Citações de Livros da RA no Balanço do Ano do Expresso
O suplemento Atual do Expresso de 30 de Dezembro de 2010 faz o balanço dos livros do ano através dos seus críticos.
A Relógio D’Água, a par da D. Quixote, é a editora com o maior número de citações, doze no total. Ana Cristina Leonardo refere Petersburgo de Andrei Béli; António Guerreiro Um Toldo Vermelho de Joaquim Manuel Magalhães, Erros Individuais de José Miguel Silva, Adoecer de Hélia Correia e A Arte como Linguagem de José Gil; José Guardado Moreira menciona O Prelúdio de William Wordsworth; José Mário Silva Adoecer de Hélia Correia e Um Toldo Vermelho de Joaquim Manuel Magalhães; Luís M. Faria escolhe Petersburgo de Andrei Béli e A Família Golovliov de Saltykov-Shchedrin; e Vítor Quelhas refere O Prelúdio de William Wordsworth e Adoecer de Hélia Correia.
29.12.10
Livros da Relógio D'Água nos Balanços de 2010
«Não há nenhum romancista português de agora a escrever com esta grandeza soberana. Ficção biográfica sobre Elizabeth Siddal (1829-1862), artista e musa dos pintores pré-rafaelitas, investiga com empatia e detalhe uma corrente “doentia” da cultura e da alma inglesas, que Hélia bem conhece, mas é também um retrato do romantismo como patologia exaltante.»
É assim que Pedro Mexia se refere a Adoecer de Hélia Correia no balanço sobre livros de 2010 do suplemento Ípsilon de 24 de Dezembro. A obra surge em segundo lugar entre as vinte escolhidas por um painel de críticos do Público. Memento Mori de Muriel Spark, também editado pela Relógio D’Água, encontra-se em 18.º exequo com outros três livros.
Por outro lado, no blogue Lei Seca de Pedro Mexia há quatro livros da Relógio D’Água destacados entre os vinte melhores de 2010, a saber Adoecer de Hélia Correia, Amores de Henry Green, A Flor Azul de Penelope Fitzgerald e O Prelúdio de William Wordsworth.
Uma destas escolhas, Amores, é tanto mais curiosa quanto o excelente romance de Henry Green não teve uma única linha de atenção na Imprensa portuguesa.
Quanto às escolhas de Eduardo Pitta, no blogue Da Literatura, encontramos três livros da Relógio D’Água, Adoecer de Hélia Correia, Cem Poemas de Emily Dickinson e Da Tragédia à Farsa de Slavoj Žižek.
Na Time Out de 22-28 de Dezembro, no balanço de livros de 2010, na rúbrica de «Ficção Portuguesa» é escolhido o romance Adoecer de Hélia Correia: «Que sorte Hélia Correia ter ficado com o quadro “Ophelia”, de John Everett Millais, e com a mulher que o protagoniza: Elizabeth Eleanor Siddal, pintora, poeta e modelo. Foi a partir daí que nasceu este Adoecer, um livro fascinante na forma e no conteúdo, recheado de um mal-estar melancólico mas irresistível e que aborda um universo muito pouco frequentado pelos romancistas portugueses: a vida de um conjunto de criadores artísticos do século XIX inglês que ficaram conhecidos como Pré-Rafaelitas.»
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