«Prémio Nobel de Literatura em 1929, Thomas Mann (1875-1950) é com frequência considerado o mais importante escritor alemão do século XX. Nas suas novelas revela-se um profundo analista de uma época à beira de uma crise cultural e expõe os principais problemas políticos e morais contemporâneos. Preocupa-o, de forma persistente, a responsabilidade do artista face à sociedade. O escritor evoluiu do conservadorismo para o humanismo social incompatível com o nazismo, vendo-se forçado ao exílio em 1933. Em 1944 torna-se cidadão norte-americano. Após a morte do filho Klaus e do irmão Heinrich e do início das perseguições macarthistas nos EUA, que atingiram a sua filha Erika, instala-se definitivamente na Suíça. O Cisne Negro, última novela longa escrita pelo autor, retoma um tema central na sua obra: o desejo de reviver a infância como tentativa de fuga ao tempo, ao envelhecimento e à degradação, através da paixão e da estética. Narra a história de uma viúva que se apaixona por um americano de 24 anos (“a imagem da força juvenil”), preceptor do seu filho. Ela vê-o como “um instrumento da natureza para operar o seu milagre sobre a minha alma” e acredita que a alma se revela senhora do corpo fazendo nele “novamente brotar a fonte”. Contudo, tragicamente, é o cisne que se aproxima com o seu “bico vermelho de sangue” e “o bater negro das suas asas.”» [Luís Almeida D’Eça, Agenda Cultural de Lisboa, Fevereiro 2026: https://www.agendalx.pt/2026/02/01/os-livros-de-fevereiro-8/?fbclid=IwY2xjawPtb09leHRuA2FlbQIxMABzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeBNCW6X8FV0ZIqByLpooHPdybbuPFfhJ6HDXEXW9Rlju9O6SRuf14KffuDkE_aem_CT-yWvRR17WSoaMkvb108g ]
O Cisne Negro (tradução de Domingos Monteiro) e outras obras de Thomas Mann estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/thomas-mann/


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