«É estranho que toda a glória de Pessoa decorra do mito da Heteronímia por ele mesmo criado e ilustrado, quer dizer, da visão de um eu como multiplicidade de “eus” ou proliferação indefinida deles — em última análise “um” eu para cada instante ou até para cada sensação… — quando se foi (quando se é) — o autor do Fausto, tragédia subjectiva, quer dizer, do Eu como Absoluto e Irredutível, mesmo se de si próprio incompreensível.» [Do Prefácio de Eduardo Lourenço]
Fausto, Tragédia Subjectiva e outras obras de Fernando Pessoa estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/fernando-pessoa/


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