27.1.26

De Pontas Soltas II, de José Gil e Ana Godinho

 «O poder é, antes de mais, a capacidade de controlar as forças livres, vistas como perigosas e destrutivas. Por isso, o território dos regimes teocráticos, monárquicos ou liberais foram construídos para domar, disciplinar, excluir ou limitar o acaso: o corpo do rei, controlador das forças cósmicas e comunitárias, ou o corpo‑máquina do sujeito da modernidade submetido ao Estado que construiria o novo mundo segundo as leis da razão (teórica e prática, moral). Da mesma maneira, os poderes totalitários do século xx criaram territórios controlados, previsíveis, disciplinados ou completamente submetidos à vontade do líder: tratava‑se, antes de tudo, de eliminar o acaso, fonte de liberdade possível.» [p. 59, «Para uma arqueologia da liberdade», José Gil in Pontas Soltas II]


Pontas Soltas II e outras obras de José Gil e Ana Godinho estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/jose-gil/ e https://www.relogiodagua.pt/autor/ana-godinho/

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