«Poeta, biógrafo, ensaísta, dramaturgo e novelista austríaco, Stefan Zweig (1881/1942), filho de um rico industrial judeu, pertencia a um círculo intelectual que incluía Maximo Gorki, Romain Rolland, Rilke, Rodin, Freud ou Richard Strauss. As biografias que escreveu, de Balzac, Nietzsche, Tolstói, Erasmo de Roterdão ou do grande navegador português Fernão de Magalhães, entre outros, contam-se entre os melhores exemplos literários da influência de Freud, especialmente no que concerne à análise da obra dos biografados e do seu respetivo processo criativo. Apesar de todas as alegrias que as suas múltiplas viagens lhe proporcionaram, o autor retirou delas uma forte impressão espiritual: a monotonização do mundo. Neste curto ensaio sobre a uniformização das sociedades, tema de particular pertinência na nossa era digital, elege quatro exemplos: a dança, o cinema, a rádio e a moda (“O cristianismo e o socialismo precisaram de séculos ou décadas para conquistar seguidores e difundir preceitos; um modista parisiense escraviza hoje milhões em oito dias”). Todos eles cumprem o ideal supremo da mediania: “proporcionar prazer sem exigir esforço”. E conclui: “Quem hoje ainda exige independência, escolha pessoal, personalidade mesmo no prazer, parece ridículo perante uma força tão avassaladora.”» [Luís Almeida D’Eça, Agenda Cultural de Lisboa, Dezembro 2025: https://www.agendalx.pt/2025/12/02/os-livros-de-dezembro-6/]
Um Mundo cada vez mais Monótono (tradução de Manuel Dias) e outras obras de Stefan Zweig estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/stefan-zweig/


Sem comentários:
Enviar um comentário