«Em “Sobre o Cálculo do Volume I”, primeiro volume de uma septologia em curso, Solvej Balle introduz-nos a um conceito que já teve muitas iterações: aquele em que uma personagem se acha prisioneira de um ciclo temporal, repetido vezes e vezes sem conta. Como no filme “O Feitiço do Tempo”/“Groundhog Day” (1993), de Harold Ramis, o intervalo em causa é de apenas um dia, sucessivamente vivido e revivido por Tara Selter, a personagem principal, ao ponto de conseguir prever com rigor tudo o que vai acontecendo à sua volta, seja o momento em que desaba uma chuvada a meio da tarde ou a ordem pela qual os pássaros pousam numa sebe. A diferença é que o lugar em que a protagonista começa cada dia não é fixo. Em vez de regressar sistematicamente ao ponto de partida, ela acorda sempre onde adormeceu e pode deslocar-se para onde quiser. Ou seja, está presa no tempo, mas não no espaço. E isso confere-lhe uma liberdade significativamente maior do que a das “vítimas” de outros time loops.» [José Mário Silva, E, Expresso, 11/07/2025: https://expresso.pt/revista/culturas/livros/2025-07-10-livros-o-mundo-esta-avariado-e-18-de-novembro-outra-vez-ec44c1a9]
Sobre o Cálculo do Volume I, de Solvej Balle, tradução do dinamarquês de Elisabete M. de Sousa, está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/sobre-o-calculo-do-volume-i/


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