18.7.23

Sobre Ruído Branco, de Don DeLillo

 



«Ambicioso nos temas: nada menos do que o “capitalismo tardio”, a carreira universitária, os “estudos culturais”, o fascínio pelo nazismo, o pânico do contágio, a paranóia americana. Divertido pelas ideias ousadas, as sátiras macabras, as colagens absurdas: o paralelo biográfico entre Hitler e Elvis, a omnipresença do lixo, a intelectualização da trivialidade, a família como fonte de equívocos culturais, a somatização da tragédia, a euforia do fim do mundo, a inverosímil maturidade das crianças, uma miúda que diz “Toyota Celica” enquanto dorme. E excelente no modo como exemplifica umas quantas teses: o fluxo gémeo das ondas cerebrais e das imagens televisivas, o computador que supostamente sabe mais sobre nós do que nós mesmos, a tecnologia como desejo de suicídio, o casamento como desconhecimento mútuo.» [Pedro Mexia, E, Expresso, 14/7/2023: https://expresso.pt/cultura/Livros/2023-07-13-Livros-Don-DeLillo-diz-nos-que-nada-e-mais-forte-do-que-a-morte-fb6b8f96]


Ruído Branco (tradução de Rui Wahnon) e outras obras de Don DeLillo já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/don-delillo/

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