11.7.23

Sobre Diários e Cadernos, de Patricia Highsmith

 



«[…] um toquezinho de voyeurismo, como se o leitor estivesse em certo sentido a espreitar por um buraco de fechadura.

O caso é este: a escritora norte-americana Patricia Highsmith, que gostava de mentes tortuosas e era ela própria, percebe-se — já se sabia mais ou menos — mas percebe-se aqui que ela também era uma mente tortuosa.

É uma das mais celebradas autoras da literatura policial do século XX, talvez no caso dela seja até mais adequado falar de literatura criminal e não propriamente de literatura policial.

Patricia Highsmith tinha fama de ser uma pessoa difícil e pouco sociável. Quando morreu, em 1995, na Suíça, onde vivia, descobriu-se que durante mais de 60 anos escreveu meticulosamente um diário e cadernos de notas pessoais onde foi deixando sobre si própria tudo aquilo que nunca disse a ninguém ao longo da vida. E as histórias que criou foram em grande medida a projecção dum convívio profundo com o lado mais sombrio da mente humana, que, no caso dela, não a conduziu ao crime, mas à literatura.» [Carlos Vaz Marques, Programa Cujo Nome Estamos legalmente Impedidos de Dizer, SIC Notícias, 8/7/2023: https://tinyurl.com/3v5eebtn]


Diários e Cadernos (tradução de Alda Rodrigues) e outras obras de Patricia Highsmith estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/patricia-highsmith/

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