9.12.22

Sobre Ferry, de Djaimilia Pereira de Almeida

 



«Neste seu mais recente livro, a escritora [Djaimilia Pereira de Almeida] tem um dos exercícios mais diáfanos, arriscados, belos, e outra prova do inconformismo do seu projecto de escrita desde que se iniciou em 2015 com Esse Cabelo, exercício que a situava na chamada autoficção. Não se deixou arrumar aí. Dois anos depois, ao Ípsilon, dizia que queria que a sua escrita fosse cada vez mais um lugar de fantasia.

Passaram-se sete anos desde Esse Cabelo, e Ferry é o seu nono livro. Fala do lugar de pertença, ou da falta dele, da loucura, da fuga, da água ou das correntes de água como o Tejo, ou o Sado —  “um espelho falante” —, que permitem que os ferries transportem quem perdeu tudo. Fala das possibilidades da linguagem e da sua ineficácia. Fala de sonho, da imaginação, da indecisão entre desaparecer e existir. “Vera, mulher louca, fantasma dos pântanos.” É ela quem se vê assim? Serão os outros? Com Vera nunca se sabe.» [Isabel Lucas, ípsilon, Público, 9/12/22: https://www.publico.pt/2022/12/07/culturaipsilon/critica/exercicio-diafano-djaimilia-pereira-almeida-2030520]


Ferry e outras obras de Djaimilia Pereira de Almeida estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

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