11.10.22

Sobre Nadar num Lago à Chuva, de George Saunders

 



«Saunders, estudante de engenharia na faculdade, e um descobridor tardio da ficção, defende-se, reconhecendo modestamente não ser um crítico, nem um historiador de literatura ou um especialista em cultura russa. É sobretudo um leitor, que, acrescentaríamos nós, se tem destacado como escritor, e nos últimos 10 anos tem corrido o mundo em leituras e conferências. Talvez por isso, este livro lê-se com genuíno prazer, num registo solto, livre, por vezes irónico, sem incorrer em tecnicismos áridos e frases hermeticamente fechadas; evita-se a “conversa típica de oficina de escrita e as teorias narrativas e os slogans aforísticos inteligentes, que nos encorajam a trabalhar o texto” (p. 19), mas são apenas dedos apontados ao que realmente interessa, a ficção literária. 

Nadar Num Lago à Chuva pode até ser visto como um “livro de exercícios” para escritores. Mas é, sobretudo, um livro para leitores, um ensaio que versa especialmente sobre o prazer da leitura, com o condão de nos fazer perceber como o conto não é de todo uma arte menor.» [Paulo Serra, Postal, 20/9/2022: https://postal.pt/opiniao/leitura-da-semana-nadar-num-lago-a-chuva-de-george-saunders/]


Nadar num Lago à Chuva (trad. José Mário Silva) e Lincoln no Bardo (trad. José Lima) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/george-saunders/

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