«A atmosfera destes textos é de crise e às vezes de catástrofe iminente. Por eles perpassa a indagação sobre se a humanidade terá futuro. É neste ambiente que circula Ortov, mas… quem é Ortov? “Uma figura híbrida, sem uma espessura dramática definitiva”, como dito na introdução, presença insinuante que se questiona sobre si, sobre o mundo, sobre o mal-estar coletivo. Esta amplitude e ausência de contornos definidos permite-lhe assumir muitas formas e papéis: personagem, poeta, animal, homem, mulher, boneco, ator, poltrona, espantalho, texto, ideia, gravador, saco de plástico. Ortov é uma figura híbrida, que circula pelo espaço, sem limitação de fronteiras e nacionalidades, e nessa errância procura um lugar. […]
Se escritos para teatro pedem vozes e corpos que lhes deem vida, nem todos são necessariamente impotentes na criação de efeitos quando lidos. É o caso destes textos, escritos em linguagem crua e direta, cuja leitura provoca uma experiência de deslocamento e exige leitores dispostos a aceitar o desafio.» [Madalena Vaz Pinto, Colóquio/Letras, 208, Setembro/Dezembro 2021]
O Mundo de Ortov (inclui O Mal de Ortov) e outras obras de Jaime Rocha já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jaime-rocha/



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