7.2.22

Sobre Quarenta e Três, de José Gardeazabal

 



«A obra romanesca de José Gardeazabal (n. 1966) quase que se poderia definir como um acumular de surpresas — cada novo livro parte de um lugar ausente nos anteriores, e percorre depois um caminho que é sempre inesperado. Mas a unir os romances há a voz única e o estilo inconfundível do autor. Vem isto a propósito da publicação do seu quarto romance, Quarenta e Três (estranho título) — a narrativa de uma busca do amor enquanto se atravessam cartografias literárias. […]

Em Quarenta e Três, mais do que em qualquer outro seu romance, José Gardeazabal vai cobrindo a escrita com várias camadas de ecos literários. Partindo de Rumo ao Farol, de Virginia Woolf, até Ulisses, de James Joyce, atravessa com cuidado, por vezes com algum humor, cartografias literárias tão longínquas como as que separam A Invenção de Morel, de Bioy Casares, de Hora: Noite, de Liudmila Petruchévskaia. […] Gardeazabal não cede à expectável tentação de os parodiar — na verdade fá-lo, ironizando, apenas duas ou três vezes — mas mantém o seu registo estilístico: muito provavelmente, o mais singular da literatura portuguesa mais recente.» [José Riço Direitinho, Público, ípsilon, 4/2/2022: https://www.publico.pt/2022/02/04/culturaipsilon/critica/jose-gardeazabal-procurar-livros-pessoa-amar-1993876]


Quarenta e Três e outras obras de José Gardeazabal estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jose-gardeazabal/

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