8.10.21

Sobre As Pequenas Virtudes, de Natalia Ginzburg

 



«Este é mais um daqueles casos a que ultimamente tem sido aplicada a expressão “redescoberta”. Uma redescoberta muito feliz porque traz a reedição da obra de uma das mais estimulantes escritoras do século XX na Europa. Natalia Ginzburg (1916-1991) está a deixar de ser um quase segredo para se tornar num culto alargado e, mais uma vez, o sopro do seu nome veio dos Estados Unidos. […]

Depois da publicação em Portugal do seu romance mais amado, Léxico Familiar (Relógio D’Água, 2019), chega uma breve compilação de ensaios de tom e conteúdo autobiográfico, mas que não se limitam a isso. São divagações, reflexões, observações centradas na fragilidade da arte e do humano que tomam como ponto de partida a experiência pessoal desta escritora natural de Palermo onde nasceu em 1916, com uma vida criativa que atravessou o período do fascismo e foi muito marcada por ele. “Há coisas das quais não nos curamos, e os anos passarão mas não nos curaremos nunca”, escreve num destes ensaios, “O Filho do Homem”, sobre a inesquecível experiência do mal.» [Isabel Lucas, ípsilon, Público, 8/10/2021: https://www.publico.pt/2021/10/08/culturaipsilon/critica/virtudes-natalia-ginzburg-1979870]


As Pequenas Virtudes e Léxico Familiar (trad. Miguel Serras Pereira) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/natalia-ginzburg/

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