14.2.20

Sobre Orlando, de Virginia Woolf




«O clássico semiautobiográfico de Virginia Wolf foi publicado em 1928 e é inspirado pelo romance da escritora com a aristocrata Vita Sackville-West. Também foi adaptado para vários filmes, como “Vita & Virginia”, que se estreou em Portugal no ano passado, ou “Orlando”, de 1992, com Tilda Swinton.» [Time Out Lisboa, 12/2/2020]

«Da magnífica residência dos Sackville-West, o castelo de Knole, Virginia faz a moldura da sua biografia fantástica; de Vita, herdeira de uma das maiores famílias de Inglaterra, o modelo do seu herói. Homem e depois mulher, mas sobretudo homem e mulher, Orlando poderia ter saído com todas as suas armas do cérebro do Aristófanes do Banquete (…) Virginia Woolf não se sente apenas tentada pela originalidade antropológica de Orlando. O que a interessa no personagem é a inumerável variedade de combinações possíveis que permite a ausência das obrigações humanas habituais. (…) Tesoureiro ou embaixador, perseguidor de raparigas ou musa de espíritos apaixonados pela beleza, melancólico ou exaltado, trocando as calças pelas saias ou refugiando-se na sua tebaida de campo para escrever o seu poema, a sua natureza dupla presenteia-o não com duas nem com dez, mas com cem vidas diferentes.» [Monique Nathan, em Virginia Woolf]


Orlando (trad. Ana Luísa Faria) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

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