10.5.19

Sobre A Viagem do Beagle, de Charles Darwin




Quando o Beagle – um bergantim de dez canhões comandado pelo capitão Fitz Roy – partiu de Davenport no dia 27 de Dezembro de 1831, Charles Darwin tinha vinte e dois anos e iniciava a viagem da sua vida. A expedição, entre o científico e o colonial, estava prevista para dois anos. Darwin odiava o mar, «odiava cada uma das ondas», como escreveu em carta, mas tornou-se um observador apaixonado e um naturalista atento. O seu diário revela pacientes observações de geologia e história natural, bem como de pessoas, lugares e acontecimentos, de Cabo Verde aos vulcões das Galápagos, das aranhas da Patagónia aos recifes de coral da Australásia. As investigações feitas ao longo desta viagem, que acabaria por durar cinco anos, deram mais tarde origem a um dos livros mais controversos da época vitoriana, «A Origem das Espécies», uma obra fundadora do pensamento científico contemporâneo, com a sua teoria da evolução através da selecção natural.
«A Viagem do Beagle» foi elaborada a partir dos diários de Darwin. É agora publicada pela primeira vez em Portugal dois séculos após o nascimento do seu autor, sendo um dos melhores livros de aventuras alguma vez escrito e a narrativa de uma viagem científica que mudou o nosso modo de ver o mundo.

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