18.4.19

Sobre «As Pessoas Felizes», de Agustina Bessa-Luís



Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: As Pessoas Felizes, de Agustina Bessa-Luís (Prefácio de António Barreto)

«As relações entre homens e mulheres estão no centro do mundo agustiniano. Em 1974, já muito tinha mudado sem que os revolucionários soubessem. Mas Agustina sabia. E as suas personagens também. Umas eram ou pensavam que eram pessoas felizes. Outras, porque já sabiam que as coisas tinham mudado, viviam inquietas e inseguras. A protagonista deste romance, Nel, é uma mulher que não é feliz do mesmo modo que os outros, homens e mulheres, mas que quer ser feliz, para o que terá de deixar de ser aquilo a que estava destinada. Há qualquer coisa de premonitório neste romance. Pelos costumes das pessoas, pelos sentimentos, pelas relações entre parentes e familiares, percebe‑se que já muita coisa mudou ou está em mudança antes mesmo de a revolução acontecer. A revolução, aliás, é o coroar de um processo de mudança, mais do que o seu começo. Em algo de essencial, de fundamental, isto é, nos sentimentos, as coisas já eram diferentes antes de 1974.» 
[Do Prefácio de António Barreto]

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