19.3.19

Djaimilia Pereira de Almeida e José Bento vencem Prémios da Fundação Inês de Castro 2018




Djaimilia Pereira de Almeida venceu o Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018, com o livro Luanda, Lisboa, Paraíso, o seu mais recente romance, editado pela Companhia das Letras.
O prémio Tributo de Consagração foi por unanimidade para o tradutor e poeta José Bento. A cerimónia decorrerá no dia 30 de Março em Coimbra.
O prémio foi atribuído por maioria do júri, presidido por José Carlos Seabra Pereira e composto por Mário Cláudio, Isabel Pires de Lima, Pedro Mexia e António Carlos Cortez. A cerimónia de entrega decorrerá no dia 30 de Março, no Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra.
Quanto ao prémio Tributo de Consagração — que visa distinguir a carreira de um autor — foi atribuído por unanimidade o tradutor e poeta José Bento, divulgador da cultura hispânica em Portugal, que traduziu autores como Miguel Unamuno, Juan Ramón Jiménez, Ortega y Gasset, Jorge Luis Borges, María Zambrano, Octavio Paz ou Federico García Lorca.
Luanda, Lisboa, Paraíso é o segundo romance de Djaimilia Pereira de Almeida, depois da sua estreia literária em 2015 com Esse cabelo, romance que valeu logo na altura à escritora “um lugar no panorama dos novos autores de língua portuguesa, recebendo o Prémio Novos em 2016 — categoria Literatura”, destacam os promotores do prémio.
Em Abril sairá na Relógio D’Água Pintado com o Pé, de Djaimilia Pereira de Almeida, que reúne crónicas e ensaios.
Luanda, Lisboa, Paraíso conta a história de Cartola de Sousa, parteiro num hospital em Luanda, e Aquiles, seu filho de 14 anos, nascido com um calcanhar defeituoso, que viajam para Lisboa, nos anos 1980, para que o rapaz possa ser submetido às operações e tratamentos médicos que resolveriam o seu problema no pé.

José Bento é também autor de vários livros de poesia, como Alguns Motetos ou Sítios, editados pela Assírio & Alvim.
Ao longo dos anos, o Prémio Literário Fundação Inês de Castro tem distinguido autores e obras como Pedro Tamen (2007), José Tolentino Mendonça (2009), Hélia Correia (2010), Gonçalo M. Tavares (2011), Mário de Carvalho (2013), Rui Lage (2016) ou a poeta Rosa Oliveira, vencedora do galardão em 2017.


[A partir da notícia da LUSA no site do Público, 19/3/2019]

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