9.4.18

Sobre Prefácios, de Søren Kierkegaard




José Riço Direitinho escreveu sobre Prefácios, de Soren Kierkegaard:

«Da sua exposição mordaz ninguém sai incólume, desde professores a filósofos, de autores a editores, a leitores, a autores de recensões, a jornalistas e livreiros. Para extrair o máximo efeito do género satírico por si escolhido, recorre ao ridículo de várias situações, como o faz, por exemplo, em relação à crítica literária (note-se que alguns dos seus livros não foram bem recebidos pela crítica dinamarquesa da época, e vários dos textos são também um ‘ajuste de contas’ com a imprensa): “O tal amigo da província não leu o livro, mas recebeu uma carta de um homem da capital que também não leu o livro, mas que leu a recensão, por sua vez escrita por um homem que não lera o livro, mas ouvira o que aquele homem digno de confiança, que folheara um pouco o livro na [livraria] Reitzel, tinha dito.”
Estes textos mordazes de Kierkgaard mostram a sua vontade demolidora do conceito de cultura “em função da sua época”, bem como a ideia de “nocivo” entre a proximidade da filosofia e da teologia.» [José Riço Direitinho, ípsilon, Público, 6/4/18]

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