25.1.17

A chegar às livrarias: Timão de Atenas, de William Shakespeare (trad. Nuno Pinto Ribeiro)





«A acção de Timão de Atenas oferece a imagem de um corpo descontínuo, quebrado em dois movimentos distintos, marcados pela inflexão operada na figura do herói, nos três primeiros actos a figura generosa e pródiga a distribuir afectos e benesses, nos dois últimos o misantropo impenitente e amargo, vituperando o mundo e os outros, impenetrável a qualquer sinal humano e à comunidade de que voluntariamente se exilou. (…)
A peça não seria uma tragédia, a isso não chegaria, quando muito seria um drama, dignificado pela presença do corajoso Alcibíades e do constante Flávio; mas para além disso essa atípica criação de Shakespeare não poderia aspirar a outra coisa que não à comédia.
A acção dramática abre com um diálogo entre personagens sem nome (a sugestão alegórica desenha-se bem cedo na peça), o Pintor e o Poeta, acto contínuo se lhes juntando o Joalheiro e o Mercador, todos à espera do generoso anfitrião, senhor de todas as virtudes, e o caudaloso movimento de notáveis testemunha eloquentemente a fama e respeito de que goza o nobre Timão.» [Da Introdução de Nuno Pinto Ribeiro]

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