18.12.14

Sobre Diários - Diários de Viagem, de Franz Kafka





«Escrevo sobre os Diários de Franz Kafka (1883-1924), o judeu checo cuja obra deu origem ao adjectivo “kafkiano”, adoptado como património do Ocidente sempre que se verificam situações de abuso de poder com contornos absurdos. A presente tradução, da responsabilidade de Isabel Castro Silva, inclui os diários de viagem, reproduzindo a edição crítica que Hans-Gerd Koch, Michael Müller e Malcolm Pasley organizaram. Divididos em doze cadernos, os diários foram escritos entre 1909 e 1923. Os de viagem, não incluídos nos cadernos, vão de 1911 a 1913. Além do sufoco profissional sentido quando trabalhou numa companhia de seguros, e da turbulência europeia desencadeada pela Primeira Guerra Mundial, são temas recorrentes a vocação literária, a deriva existencial, a doença, o totalitarismo burocrático, a violência (mesmo em família), o amor, o sexo, a oficina do escritor: “Isto é necessário, pois a história […] saiu de mim coberta de imundície e muco, e eu só tenho a mão que pode e quer chegar até ao corpo…” Se Max Brod tivesse cumprido a promessa feita ao amigo, estes Diários teriam sido destruídos. Uma cronologia da vida de Kafka, índice de nomes e obras, bem como vinte páginas de notas completam esta criteriosa edição.» [Eduardo Pitta, no blogue Da Literatura, a propósito de crítica na revista Sábado]

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