20.1.14

Ulisses no Expresso





 

No suplemento Atual do Expresso de 18 de Janeiro, Luís M. Faria faz uma crítica à nova tradução de Ulisses, feita por Jorge Vaz de Carvalho: «Ulisses pertence à categoria dos livros que, não sendo impossíveis de traduzir, o são quase. Em português de Portugal existia uma única versão, feita há décadas e muito criticada. No Brasil há outras três. Esta que agora surge na Relógio D’Água promete ser referência durante bastante tempo. É trabalho de Jorge Vaz de Carvalho, um poeta, ensaísta e tradutor igualmente com atividade noutras áreas artísticas.»

 

Em entrevista no Atual a Jorge Vaz de Carvalho:


«Quando o convidaram para fazer esta tradução, aceitou logo.
Sim. Conhecia há muito o Ulisses e fui sempre convivendo com ele. Não apenas o dei na faculdade como, durante o meu doutoramento, estive num seminário magistral sobre ele dado pelo professor António Feijó. Li-o várias vezes, mesmo em italiano, quando vivi fora. No entanto, quando se trata de passar à língua portuguesa um lviro destes, por mais fresco que esteja, começam dificuldades de que nem suspeitamos.
 

Tinha alguma secção preferida?
A do Joyce era a Ítaca…


A do “catecismo”.
Sim. E é a minha preferida também.

Foi aliás o tema do meu trabalho para o António Feijó. É um capítulo verdadeiramente extraordinário. O Ulisses, como toda a gente sabe, é o livro da rutura absoluta com os cânones da ficção, sobretudo oitocentista. Aquele tipo de pergunta-resposta, no fundo, é o tipo de perguntas e respostas que o autor faz a si próprio quando tem de descrever, anrrar, formular diálogos…»

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