No suplemento ípsilon do Público de 13 de Abril,
José Riço Direitinho escreve sobre O Doutor Glas, de Hjalmar Söderberg:
«Este é um romance perturbador, intenso e inteligentemente arquitectado, que,
apesar do cenário do início do século passado, surge diante de nós como algo
surpreendentemente moderno.»
No mesmo suplemento, João Bonifácio escreve sobre Os Anos
Doces, de Hiromi Kawakami: «A avaliar por Os Anos Doces, Hiromi
Kawakami — vencedora do prémio Akutagawa em 1996 e do Tanizaki, por este mesmo
romance, em 2001 — existe num universo só dela, em que uma escrita meticulosa e
económica compõe um retrato de solidão e (muito temperada) paixão, anulando,
quase por completo, tudo o que esteja para lá das duas personagens principais.
Uma escrita que evita psicologismos e apenas concede acesso mínimo aos
pensamentos das personagens, que quase nunca os põem em movimento no mundo.»
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