6.4.26

Sobre Eu, Robô, de Isaac Asimov

 Publicado em 1950, Eu, Robô tornou-se um clássico da ficção científica.

Nesta obra, Isaac Asimov fala-nos do desenvolvimento dos robôs, começando com a relação entre um deles e uma rapariga que o trata como um companheiro de brincadeiras. Mas é aqui que enuncia aquelas que ainda hoje são consideradas as três leis fundamentais da robótica do ponto de vista humano. Essas normas são:

— um robô não pode ferir um ser humano ou permitir que ele sofra;

— um robô deve obedecer às ordens que lhe são dadas por seres humanos, exceto nos casos em que entram em conflito com a necessidade de não lhes causar qualquer mal;

— um robô deve proteger a sua própria existência, desde que não entre em conflito com as duas primeiras leis.


Eu, Robô, de Isaac Asimov (trad. Ana Marta Ramos), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/eu-robot-pre-venda/

Sobre Contos de Odessa, de Isaac Babel

 «A Odessa de Babel é um lugar único, é uma amálgama de objetos, de sensações, de cores, de cheiros. Tudo se pode tocar, cheirar e provar. E a língua de Odessa não é exceção. As palavras são personificadas e podem ser metidas no bolso, podem ser apalpadas, podem ser seguradas entre os dentes. A fala de Odessa é uma fonte de divertimento do autor. As personagens exprimem­‑se principalmente em russo, mas o seu discurso está salpicado de incoerências ou de construções agramaticais, espelhando a influência do ucraniano, do iídiche, do moldavo, do francês e do inglês, entre outros idiomas. Outras vezes fazem a transferência direta do hebraico antigo na referência aos numerais (exemplo: “sessenta vacas leiteiras, menos uma”, em vez de dizerem simplesmente cinquenta e nove). Muitas estruturas são também conseguidas a partir de construções em iídiche. Pode pois dizer­‑se que os habitantes de Odessa falam uma língua singular que não existe em mais lugar nenhum.» [Do prefácio de Nailia Baldé a Contos Escolhidos]


Contos de Odessa, Contos Escolhidos (trad. Nailia Baldé) e Contos e Diários (trad. Nina Guerra e Filipe Guerra) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/isaac-babel/

5.4.26

Sobre Vita Nova, de Louise Glück

 Vita Nova, que vários críticos consideram uma das mais significativas recolhas poéticas de Louise Glück, é uma sequência de poemas que dramatiza o final de uma relação e o início de uma vida nova.


Vita Nova (trad. Ana Luísa Amaral) e outras obras de Louise Glück estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/louise-gluck/

4.4.26

Sobre Hyperion, de Dan Simmons

 No mundo Hyperion, fora do alcance da lei galáctica, existe uma criatura chamada Picanço. Há quem a venere. Há quem a tema. Há quem tenha jurado destruí-la. No vale dos Túmulos do Tempo, onde estruturas enormes e sombrias se movem no sentido cronológico inverso, o Picanço aguarda por todos eles.

Na véspera do Armagedão, com toda a galáxia em guerra, sete peregrinos partem numa última viagem a Hyperion em busca de respostas para os enigmas não resolvidos das suas vidas. Cada um leva consigo uma esperança irrequieta e um terrível segredo. Um deles poderá ter o destino da humanidade nas suas mãos.


«Iguala, e talvez até supere, a obra de Isaac Asimov e de James Blish.» [The Washington Post]


«Uma narrativa infalivelmente inventiva, generosamente concebida e estilisticamente segura.» [The New York Times]


Hyperion, de Dan Simmons (tradução de José Miguel Silva), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/hyperion/

Em breve a Relógio D’Água publicará o segundo volume da tetralogia, A Queda de Hyperion, com tradução de Elsa T. S. Vieira.

3.4.26

Sobre Crónica de Um Vendedor de Sangue, de Yu Hua

 Um dos livros mais influentes das últimas décadas na China, este romance, escrito por um dos mais importantes autores chineses contemporâneos, narra-nos como foi viver sob o governo do presidente Mao.


Xu Sanguan, um distribuidor de casulos de uma fábrica de seda, aumenta o seu magro salário através de visitas ao chefe do sangue. Enquanto luta para sustentar a esposa e os três filhos, as suas visitas tornam-se perigosamente frequentes. 

Quando descobre que o seu filho predileto nasceu de um caso entre a esposa e um vizinho, Xu Sanguan vê a sua vida desmoronar-se. Ao mesmo tempo, a sua esposa é publicamente acusada de prostituição. Perante tamanhas indignidades, Xu Sanguan encontra refúgio nos laços de sangue da sua família. Crónica de Um Vendedor de Sangue, romance escrito com rara intensidade emocional, tece os fios da vida humana através da narração dos dias de um homem comum.


«Comovente… estruturado com mestria e de uma escrita sublime. Um romance que absorve o leitor e constantemente o faz parar para pensar.» [The Boston Globe]


«Um acontecimento literário raro… Xu Sanguan é uma personagem que define não apenas uma geração mas a alma de um povo.» [The Seattle Times]


Crónica de Um Vendedor de Sangue e outras obras de Yu Hua (trad. Tiago Nabais) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/yu-hua/

2.4.26

Sobre Peter Pan, de J. M. Barrie

 Na perseguição da sua sombra perdida, Peter Pan entra de rompante no quarto de três crianças, Wendy, Michael e John. Após muita atrapalhação, Wendy consegue finalmente devolver a Peter a sua sombra frenética e, em troca, ele propõe aos três irmãos que o acompanhem até à sua casa, num lugar a que chama Terra do Nunca.

Um mundo de fantasia, voo e diversão, a Terra do Nunca traz espanto constante a Wendy e aos seus irmãos. Mas, a par da magnificência que a Terra do Nunca oferece, espreita o malvado capitão Gancho…


Peter Pan, de J. M. Barrie, com ilustrações de Alice B. Woodward (tradução de Ana Luísa Faria), está disponível nas livrarias e em https://www.relogiodagua.pt/produto/peter-pan-com-ilustracoes-a-cores/

1.4.26

Sobre O Nariz, de Nikolai Gogol

 O Nariz é um conto satírico de Gogol, escrito durante a sua estada em São Petersburgo e publicado em 1836 numa revista literária dirigida por Puchkin.

Trata-se da história de um assessor de colégio que desperta uma manhã sem nariz e descobre que ele desenvolveu uma vida própria, até se tornar conselheiro de Estado.

O tema deste conto parece ter que ver com a própria experiência de Gogol, que frequentemente ridicularizava nas cartas o seu próprio nariz.


Nariz (tradução do russo de Carlos Leite) e outras obras de Nikolai Gogol estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/nikolai-gogol/