24.5.22

Sobre Vida e Morte de Gomes Freire, de Raul Brandão

 



«De 1912 a 1915, Raul Brandão sentiu uma espécie de tentação histórica, que aliás se enquadrava perfeitamente no gosto e nas tendências da época, e que deu origem a duas obras, El-Rei Junot e Vida e Morte de Gomes Freire […]

Nesta obra, os subtítulos oferecem uma espécie de resumo das várias coordenadas que se interjogam: “Quem matou Gomes Freire — Beresford, D. Miguel Pereira Forjaz, o Principal Souza — Mathilde de Faria e Mello — Cartas e Documentos Inéditos”; os títulos dos capítulos dão uma ideia do tipo de sucessividade narrativa — “Campanhas”, “Cartas”; “Pela Liberdade”; “Vida Íntima”; “Hum principalmente…”; “Inicia-se o Processo”; “O Processo”; “Um Homem de Estado”; “O Mistério”; “Felizmente Há Luar”.

Como se vê, não há um fio cronológico rígido, mas uma contínua amostragem de ambientes e processos, havendo a preocupação de salientar o meio obscurantista e arbitrário, que provocou a condenação e morte do protagonista.» [Do Prefácio]


Vida e Morte de Gomes Freire e outras obras de Raul Brandão estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/raul-brandao/

Sobre Entre Dois Fogos, de Joshua Yaffa

 



«Mesmo antes de a Rússia invadir a Ucrânia, o estudo do universo mental de Vladimir Putin já ocupava uma parte considerável do tempo e atenção dos analistas geopolíticos. Sabendo-se que atualmente as decisões mais importantes na Rússia são tomadas pelo Presidente, é inevitável especular sobre as suas fantasias e motivações. No entanto, o estudo do que se passa na cabeça de outras pessoas importantes no país, ou até de milhões de russos sem qualquer notoriedade, pode ser um exercício tão ou mais esclarecedor.

Um regime como o da Rússia hoje em dia alimenta-se de corrupção e de mentiras. Prosperar nele exige atos, alianças e silêncios a que uma pessoa, em princípio, não devia ser obrigada. Para Joshua Yaffa, correspondente da revista “The New Yorker” em Moscovo (e, antes disso, editor da prestigiada “Foreign Affairs”), esses mecanismos de compromisso pessoal podem ajudar a compreender melhor o regime do que a atenção num único indivíduo. “Convenci-me de que a personagem mais edificante e importante para a investigação jornalística na Rússia não é Putin”, diz ele, “mas as pessoas cujos hábitos, vocações e calculismo moral interno elevaram Putin ao seu trono no Kremlin e que, atualmente, desempenham o trabalho quotidiano e insignificante que, coletivamente, o mantém no poder.» [Luís M. Faria, E, Expresso, 20/5/2022: https://expresso.pt/revista/culturas/livros/2022-05-21-Como-prosperar-na-Russia-de-Putin--O-regime-serve-se-de-qualquer-iniciativa-individual-em-seu-proprio-beneficio-f87e4f92]


Entre Dois Fogos — Verdade, Ambição e Compromisso na Rússia de Putin, de Joshua Yaffa (tradução de Maria João B. Marques), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/entre-dois-fogos-pre-venda/

Sobre Impérios Islâmicos, de Justin Marozzi

 



“Este livro representa o melhor tipo de viagem. Leva-nos através de quinze cidades que são exemplos da civilização islâmica, mas também através de quinze séculos de história islâmica… a escrita bela e elegante de Marozzi proporciona ao leitor uma jornada fantástica.” [Spectator]


“Um livro complexo mas acessível, que consegue de forma elegante desmontar os preconceitos e equívocos do nosso mundo.” [The Times, em “Os Melhores Livros do Ano”]


“É agradável ler um livro sobre o islão escrito por alguém que combina erudição profunda com inteligência emocional e empatia.” [Financial Times]


“Justin Marozzi é uma rara preciosidade — um viajante sério que é também um grande escritor.” [William Dalrymple]


“Incrível. Marozzi é o mais brilhante da nova geração de escritores viajantes.” [Sunday Telegraph]



Impérios Islâmicos — Quinze Cidades Que Definem Uma Civilização, de Justin Marozzi (tradução de Alda Rodrigues), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/imperios-islamicos-pre-venda/

Defesa de tese sobre Agustina Bessa-Luís

 



Hoje, às 13:30 (hora de Brasília), tem lugar a defesa da tese de doutoramento de Rodolfo Pereira Passos, sobre o teatro completo de Agustina Bessa-Luís.


As obras de Agustina Bessa-Luís já editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

Sobre O Custo de Vida, de Deborah Levy

 



Um manifesto moderno, vital e empolgante sobre as políticas do feminismo, por uma autora duas vezes finalista do Man Booker Prize.


Qual é o preço que uma mulher paga por abalar antigas convenções e quebrar as hierarquias sociais que a tornaram uma personagem menor num mundo que nunca foi organizado em seu proveito?

A autora reflete sobre o que é viver com significado, valor e prazer, procurando a liberdade última, que é a de escrever a nossa própria vida, refletindo ao mesmo tempo sobre a obra de artistas e pensadores como Simone de Beauvoir, James Baldwin, Elena Ferrante, Marguerite Duras, David Lynch e Emily Dickinson. 

O Custo de Vida é a segunda de três partes de uma autobiografia sobre a escrita, políticas de género e filosofia. A primeira, já publicada pela Relógio D’Água, é Coisas Que não Quero Saber.


O Custo de Vida, o novo livro de Deborah Levy, é tão bom que só o li uma hora por dia para o fazer durar.” [Miguel Esteves Cardoso, Público]


“Um manifesto eloquente.” [The Guardian]


“Uma escritora indelével… de um génio elíptico… O Custo de Vida é uma leitura de enorme prazer.” [The New York Times]


O Custo de Vida (trad. Frederico Pedreira) e outras obras de Deborah Levy estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/deborah-levy/

Sobre Um Sopro de Vida, de Clarice Lispector

 



«Isto não é um lamento, é um grito de ave de rapina. Irisada e intranquila. O beijo no rosto morto.

Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. Viver é uma espécie de loucura que a morte faz. Vivam os mortos porque neles vivemos.

De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser. Tu és? Tenho certeza que sim. O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. De certo tudo deve estar sendo o que é.»


Neste livro inclassificável, Clarice imagina uma personagem, Ângela Pralini, através da qual entra em conflito consigo mesma para se distanciar de si e evitar o pior dos plágios.

João Cezar de Castro Rocha afirma, na edição brasileira, que os livros de Clarice «se transformam sempre num mergulho no infinito de uma identidade à deriva».

Isso é particularmente válido para Um Sopro de Vida, publicado em 1978. A sua actualidade levou Pedro Almodóvar a escrever, em carta a Benjamin Moser, biógrafo de Clarice Lispector:

«O romance é recheado de frases memoráveis sobre a criação literária e a passagem do tempo, o desespero e a multiplicidade humana, incluindo a necessidade de se falar de si mesmo, a procura por um interlocutor e o facto de se encontrar isso dentro de si mesmo. Quero citar frases dela na edição em livro do argumento de A Pele Que Habito


Um Sopro de Vida e outras obras de Clarice Lispector estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/clarice-lispector/

23.5.22

Sobre Crónicas — volume 1, de Bob Dylan

 



Bob Dylan chega a Nova Iorque em 1960, quando não completara ainda vinte anos. 

Os encontros que teve na tumultuosa e noctívaga Greenwich Village haveriam de marcar a sua vida. 

Bob Dylan recorda em Crónicas os seus encontros com músicos, produtores e artistas e os seus primeiros amores e fala-nos da desordenada biblioteca, descoberta em casa de um amigo e que foi essencial na sua formação, onde leu de Tucídides a Eliot. 

Há ainda a história da sua vida em Nova Orleães e Woodstock, onde a avassaladora fama, que o perseguiu como símbolo de uma geração, impediu a vida familiar que desejava ter com a mulher e os filhos. 

Crónicas fala-nos também da origem de várias canções de Dylan e das gravações de alguns dos seus álbuns. 

No conjunto, compõem um quadro íntimo e incisivo da vida de Dylan, inseparável da sua criação poética e musical.


«Se os teus olhos não se humedecerem de gratidão ao acabar de o ler, então, honestamente, os anos passaram por ti… Não me recordo de um livro que me tenha feito mais feliz do que este.» [Bryan Appleyard, The Sunday Times (Londres)]


«Uma obra essencial, tão poderosa e palpitante como a “bíblia” de Dylan, Pela Estrada Fora, de Jack Kerouac (…). Ler este livro é como entrar na pele de um poeta, do poeta da nossa geração.» [Kyle Smith, People]


Crónicas (trad. Bárbara Pinto Coelho) e outros livros de Bob Dylan disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/bob-dylan/