8.9.16

A chegar às livrarias: Karen, de Ana Teresa Pereira





«Le Notti Bianche passava-se numa ponte: Maria Schell esperava o amante que partira há um ano, Marcello Mastroianni apaixonava-se por ela, e havia música, não sei de onde vinha a música, talvez de um bar ou de uma esplanada próxima; lembro-me de um barco no canal, e dos sinos a tocarem, e do momento em que começava a nevar, e da rapariga a deixar cair o casaco que tinha sobre os ombros e a correr para os braços de um dos homens. Black Narcissus: Deborah Kerr vestida de freira, e o inesperado dos seus cabelos ruivos quando recordava, porque aquele lugar fazia recordar coisas; Kathleen Byron a tocar o sino do mosteiro na beira do precipício e a pintar os lábios na sua cela, a voltar de madrugada com um vestido vermelho e o cabelo molhado; e depois a luta final entre a jovem com o hábito branco e a jovem com o vestido vermelho, as nuvens lá em baixo, o mosteiro erguia-se acima das nuvens.
Em tempos pensava que todas as histórias eram uma só, a luta entre o anjo bom e o anjo caído, e sempre à beira de um abismo.»

Feira do Livro do Porto 2016: Livros do Dia 8 de Setembro




 

As Flores do Mal, de Charles Baudelaire

Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, de J. M. Keynes

A Educação Sentimental, de Gustave Flaubert

7.9.16

Feira do Livro do Porto 2016: Livros do Dia 7 de Setembro




 

Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf

A Condição Humana, de Hannah Arendt

As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain

Feira do Livro do Porto 2016




 

A Relógio D’Água está presente na Feira do Livro do Porto, de 2 a 18 de Setembro de 2016, nos Jardins do Palácio de Cristal, nos pavilhões 28, 29, 30 e 31, com Livros do Dia e Preços Especiais.

A chegar às livrarias: Em Busca do Tempo Perdido, volumes 3 e 4, de Marcel Proust





 

Em Busca do Tempo Perdido é um livro que tem, nas palavras do seu autor, «a forma do tempo».
E, na verdade, o que distingue este romance é o reforço da sua concepção da memória como recriadora do passado. É isso que permite o misterioso encanto da narrativa e o tom de dolorosa nostalgia em que o passado envolve o presente.
Mas o recurso à memória involuntária faz com que Proust nunca transmita uma realidade de que a sua imaginação esteja ausente.
Ainda muito jovem, conhecia de cor todos os pormenores da vida das damas que tinham frequentado os salões de Paris desde o século xvii, como Madame La Sablière ou Madame de Staël.
E foi precisamente à sensação da decepção em relação ao imaginado que ele sentiu nos salões parisienses que foi buscar muitas das personagens que povoam o seu universo ficcional, onde o amor e o ciúme ocupam o lugar central.


PVP: vol. 3. O Lado de Guermantes: 10,00 €; vol. 4, Sodoma e Gomorra: 10,00 €

6.9.16

Sobre A Salvação do Belo, de Byung-Chul Han




«Este livro, o sexto de Han publicado pela Relógio D’Água, fala de coisas limpinhas, polidas, lisas e com bom aspecto. E de como estas são tão superficiais e tão pornográficas. Parece violento ou exagerado? Não é.
Além disso, quem escreveu o livro não fui eu, foi o Han. Mas não só o considero bom, como incontornável nos dias de hoje. Querem perceber melhor porque é que olham à volta e tudo parece tão desengraçado e pouco… belo, apesar de as coisas aprecerem sofisticadas e assim… do futuro?
Esculturas do Jeff Koons, iPhones e depilação brasileira são exemplos de Han que exibem o belo na sua expressão de decadência. Porquê?
Porque o belo deve ocultar e esconder.» [Diana Soeiro, Time Out, 31/8/2016]

A chegar às livrarias: As Ilhas Gregas, de Lawrence Durrell (trad. de Carlos Leite)




A escrita de Durrell está ligada à experiência do Mediterrâneo, em especial às Ilhas Gregas. Este texto, criado originalmente como um álbum fotográfico, foi agora recriado para o formato de livro. Nele encontramos descrições evocativas, histórias e mitos (entre eles alguns sobre flores e festividades). É por isso que nenhum viajante da Grécia ou admirador do génio de Durrell deve perder este livro.


«Durrell esteve em todo o lado e, como Ulisses, fez muito e sofreu muito, incluindo aventuras ocorridas durante a última guerra mundial. As suas descrições são prismáticas e palco para um elenco fascinante de atores… todos relembrados com afeto.» [Stewart Perowne, The Times]

«A sua mente é iluminada por tesouros enterrados no fundo do mar, mas nunca perdidos, sobre uma memória clara do Mediterrâneo… Durrell esteve em todo o lado, e é tão generoso com as suas sugestões como atrevido com as peripécias que descreve. Este texto está repleto de vitalidade.» [Frederic Raphael, Sunday Times]