5.9.16

A chegar às livrarias: Homenagem a Barcelona, de Colm Tóibín (trad. de Ana Falcão Bastos)

 

Este livro celebra uma das mais extraordinárias cidades da Europa – um centro cosmopolita de vibrante arquitetura, arte, cultura e vida noturna. Leva-nos desde a história da fundação de Barcelona e a sua enorme expansão no século XIX às vidas de Gaudí, Miró, Picasso, Casals e Dalí. Explora também a história do nacionalismo catalão, a tragédia da Guerra Civil, o franquismo e a transição para a democracia que Colm Tóibín testemunhou na década de 1970.
Escrito com profundo conhecimento da terra, Homenagem a Barcelona é o retrato de um singular porto mediterrâneo e de um lar adotivo.

«Tendo vivido em Barcelona por diversos períodos ao longo dos anos 70, Tóibín conhece todos os encantos da sensual história e vida mediterrânica e “a joia mais preciosa do tesouro de bares da cidade”… Tóibín é o guia perfeito.» [Chicago Tribune]

«Tóibín tem o equilíbrio narrativo de Brian Moore e o olho atento ao detalhe doméstico de John McGahern, mas é essencialmente ele próprio.» [Observer]

«Tóibín escreve prosa de uma beleza avassaladora.» [Daily Telegraph]

 

Sobre Todos os Contos, de Clarice Lispector










«Ainda antes de mais considerações, os Contos Completos de Clarice Lispector são servidos por uma das mais impressionantes capas deste ano. E é bem possível que ela não seja destituída do pódio até que 2016 acabe. Não se trata de um aspecto negligenciável, sobretudo num momento em que tanto se lamenta a estandardização estética e se criticam os processos de corte e colagem da preguiça. A irradiação que parte do rosto de Clarice parece já um prenúncio inteligente. Da intensidade é idiossincrático no seu estilo, do vigor incalculável da sua palavra como avassaladora construção.
A organização do volume coube a Benjamin Moser. Estudioso da vida e obra de Clarice, Moser ordenou os contos, apresentando-os pelo critério da cronologia e estabelecendo-lhes a forma desejável por entre variantes (e variáveis) que comenta com elegante clareza. São 85 contos que documentam “toda uma vida de experimentação artística” (Moser), já que o primeiro se publicou antes dos 20 anos, e o último foi deixado pela autora sob a forma de fragmentos.»

[Hugo Pinto Santos, Time Out, 17-23/08/2016]


1.9.16

A Relógio D’Água na Festa do Livro em Belém











A Relógio D’Água vai estar presente na Festa do Livro em Belém, que se realiza entre 1 e 4 de Setembro.
Como é sabido, estarão presentes os livros dos autores de língua portuguesa que temos publicados, entre os quais Hélia Correia, José Gil, Rui Nunes, Ana Teresa Pereira, Gonçalo M. Tavares, António Barreto, Manuel Graça Dias, José Cardoso Pires, Fernando Pessoa, Vitorino Nemésio, Clarice Lispector e outros.



Sobre O Sino, de Iris Murdoch










«As questões morais estão no centro da intriga, como nenhum leitor seu desconhece. O ensaísmo pauta-se por igual preocupação: decerto não por acaso, o primeiro livro que publicou é sobre Sartre. (…) O carácter aforístico ou sentencioso da escrita de Iris é deveras interessante. “Era muito magro e tinha aquele ar franco e um pouco insolente das pessoas felizes.” Como este, existem muitos exemplos que lembram de imediato os romances de Agustina Bessa-Luís. A literatura comparada tem aqui terreno fértil.»



[Eduardo Pitta, Sábado, 25/08/2016]