1.9.16

A Relógio D’Água na Festa do Livro em Belém











A Relógio D’Água vai estar presente na Festa do Livro em Belém, que se realiza entre 1 e 4 de Setembro.
Como é sabido, estarão presentes os livros dos autores de língua portuguesa que temos publicados, entre os quais Hélia Correia, José Gil, Rui Nunes, Ana Teresa Pereira, Gonçalo M. Tavares, António Barreto, Manuel Graça Dias, José Cardoso Pires, Fernando Pessoa, Vitorino Nemésio, Clarice Lispector e outros.



Sobre O Sino, de Iris Murdoch










«As questões morais estão no centro da intriga, como nenhum leitor seu desconhece. O ensaísmo pauta-se por igual preocupação: decerto não por acaso, o primeiro livro que publicou é sobre Sartre. (…) O carácter aforístico ou sentencioso da escrita de Iris é deveras interessante. “Era muito magro e tinha aquele ar franco e um pouco insolente das pessoas felizes.” Como este, existem muitos exemplos que lembram de imediato os romances de Agustina Bessa-Luís. A literatura comparada tem aqui terreno fértil.»



[Eduardo Pitta, Sábado, 25/08/2016]


31.8.16

Sobre Ensaios Escolhidos, de George Orwell










«O presente volume de Ensaios Escolhidos pela Relógio D’Água é a mais extensa antologia de textos de George Orwell até agora publicada em Portugal. São 37 ensaios e/ou artigos, ordenados cronologicamente e dispensando praticamente notas ou qualquer outro comentário (exceptuando a data da publicação original). Foram escritos entre 1936 e 1949, sendo os anos de 1945 e 1946 os mais extensamente representados. Há textos com duas ou três páginas e outros que ultrapassam a vintena e que têm sido por vezes publicados autonomamente. É o caso de Recordações da Guerra Civil Espanhola. Retomando, em 1942/3, a memória de acontecimentos que haviam sido decisivos na sua experiência ideológica e política, Orwell continua a tentar demolir o cinismo e a cobardia de muitos dos seus pares (…).
Alguns assuntos são abordados repetidamente, por vezes com intervalos de vários anos. Ou por razões conjunturais (Gandhi, por exemplo), ou por obsessões particulares (Swift, Shakespeare, etc.). Em 1949, e a propósito da publicação de uma autobiografia do líder indiano, “impressionante pela vulgaridade de muito do seu conteúdo”, Orwell ironiza sobre os malefícios da virtude em política: “Sem dúvida que o álcool, o tabaco e por aí fora são coisas que um santo deve evitar, mas também a santidade é algo que devemos evitar.” Seis anos antes, escrevera – e refiro-me a “Gandhi num Bairro Aristocrático” – um dos textos mais sarcásticos e mais certeiros deste volume, a propósito de uma figura infelizmente perene: a do “intelectual descontente” e (comodamente) avençado. Um texto que é, verdadeiramente, de antologia. Se “Política versus Literatura” (1946) é uma extensa e brilhante análise de Viagens de Gulliver, a entrevista imaginária com Swift difundida em 1942 pela BBC, é um corrosivo resumo da radical descrença do grande satirista anglo-irlandês na vermicular espécie humana.»

[Mário Santos, Ípsilon, 26/08/2016]

Sobre Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick




«Clássico da ficção científica dos anos 60, este romance foi adaptado ao cinema por Ridley Scott, com o título Blade Runner e Harrison Ford no papel do protagonista: Rick Deckard, caçador de androides. Num tempo futuro e distópico, em que a Terra ficou devastada pela guerra, torna-se cada vez mais difícil distinguir os humanos das máquinas que os imitam.»

[Na revista E, do jornal Expresso, 20/08/2016]