24.2.26

Sobre Kafkiana, de Agustina Bessa-Luís

 «Os textos aqui reunidos não constituem capítulos avulsos duma biografia de Kafka; apenas compõem um breve quadro de meditações literárias sobre a situação do homem kafkiano face ao mundo e a ele próprio.» [Alberto Luís]


Kafkiana e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

23.2.26

A chegar às livrarias: O Amigo Comum, de Charles Dickens

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: O Amigo Comum, de Charles Dickens (tradução, introdução e notas de Maria de Lourdes Guimarães)


O último romance de Charles Dickens, O Amigo Comum, é uma das mais perspicazes análises da sociedade vitoriana.

O enredo centra-se em John Harmon, que, depois de regressar a Inglaterra para reclamar a sua herança, se teria afogado no rio Tamisa. Esta situação vem a revelar-se favorável, pois dá-lhe tempo para conhecer Bella Wilfer, a jovem com quem terá de casar para assegurar a sua herança.

A história está repleta de personagens e situações surpreendentes — os aristocratas e novos-ricos reunidos em casa de Veneering, as vorazes e ambiciosas tramas de Silas Wegg, e Betty Higden e o seu pavor pelo asilo.


«O facto de Dickens ser sempre visto como um caricaturista, embora estivesse constantemente a tentar ser outra coisa, é talvez o sinal mais seguro do seu génio.» [George Orwell]


Mais informação sobre esta e outras obras de Charles Dickens em https://www.relogiodagua.pt/autor/charles-dickens/

Gonçalo M. Tavares na FNAC Gaia, dia 25 de Fevereiro, às 21h30



Na próxima quarta-feira, dia 25, pelas 21h30, Gonçalo M. Tavares estará na FNAC Gaia para a apresentação de O Fim dos Estados Unidos da América, com moderação de Marlene Rocha.

O Fim dos Estados Unidos da América e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

Sobre Bunny, de Mona Awad

 Bunny, de Mona Awad, é um dos livros de Março do clube de leitura Atreve-te a Ler

Mais informação em https://www.instagram.com/atrevetealer/


Samantha Heather Mackey não poderia sentir-se mais estranha no seu pequeno e exclusivo programa de mestrado em Escrita Criativa na Universidade Warren da Nova Inglaterra. Uma estudante bolseira que prefere a companhia da sua imaginação sombria à das pessoas, Samantha sente repulsa pelo resto das alunas do seu curso de escrita de ficção, um grupo de miúdas ricas e insuportáveis que se tratam umas às outras por «Coelhinha» e agem e falam como se fossem uma só pessoa.

Tudo muda quando Samantha recebe um convite para o famoso «Salão Salaz», pelo qual se vê inexplicavelmente atraída, o que faz com que deixe para trás Ava, a sua única amiga. À medida que mergulha nesse novo e sinistro mundo, as fronteiras da realidade começam a esbater-se.

Bunny é uma história de solidão e pertença, amizade e desejo, sobre o fantástico e terrível poder da imaginação.


Bunny, de Mona Awad (tradução de Manuel Alberto Vieira), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/bunny-pre-venda/

Sobre O Mundo como Vontade e Representação — Primeiro Volume, de Arthur Schopenhauer

 “A experiência do mundo de Schopenhauer, impregnada de pessimismo, subjaz à sua reflexão filosófica, que culminou num golpe de génio: O Mundo como Vontade e Representação, publicado em 1819, obra de um homem de trinta anos, ampliado, mais tarde, em 1844, para dois volumes, continua fundeado no porto da filosofia ocidental como um navio-tanque exótico. Deus, o velho capitão do idealismo e do racionalismo, não se encontra aqui em lado nenhum, e a razão, até esse momento incontestado timoneiro dos mares filosóficos, foi aqui degradada a grumete encarregado de esfregar o convés. Na ponte de comando, está um indivíduo desbragado de má reputação, um flibusteiro incansável e apostado, ao mesmo tempo, numa destruição implacável, chamado ‘vontade’. As suas acções não obedecem a nenhum plano e as suas rotas não estão desenhadas em nenhuma carta náutica.” [Da Introdução de Robert Zimmer]


O Mundo como Vontade e Representação — Primeiro Volume e Aforismos para a Arte de Viver (trad. António Sousa Ribeiro) e A Arte de Ter sempre Razão (trad. Fernanda Mota Alves) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/arthur-schopenhauer/

Sobre Per, o Afortunado, de Henrik Pontoppidan

 Per, o Afortunado é o grande clássico da literatura dinamarquesa, tendo o seu autor recebido o Prémio Nobel da Literatura em 1917.

É um romance de formação, que acompanha a vida de Per Sidenius, filho de um pastor de uma pequena povoação dinamarquesa, na mudança do século XIX para o século XX.

Per revolta-se contra a rigidez familiar, procurando uma nova vida em Copenhaga, onde se torna engenheiro e persegue a sua realização pessoal.

A obra mergulha na crise cultural e social que agitou o continente europeu com a erupção da modernidade e as revoluções industrial e científica.

Na sua capacidade de compreender a crise de identidade dos europeus no início do século XX, a narrativa de Pontoppidan é comparável a Os Buddenbrook e A Montanha Mágica de Thomas Mann.


«Pontoppidan é um contador de histórias puro, e o escrutínio que realiza das nossas vidas e da sociedade põe-no no topo dos escritores europeus… Ele julga os tempos e, como um verdadeiro poeta, direciona-nos para um modo mais puro e honroso de sermos humanos.» [Thomas Mann]


«Henrik Pontoppidan governa a província das letras dinamarquesas com a mesma autoridade com que Lev Tolstói ou Henry James governaram as dos seus países. Per, o Afortunado é um dos maiores romances sobre a modernidade.» [The New York Review of Books]


Per, o Afortunado (trad. João Reis) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/per-o-afortunado/

Sobre Tu Sabes que Queres, de Kristen Roupenian

 “Amante de Gatos”, de Kristen Roupenian, foi em 2017 um dos dois contos mais lidos de sempre, tanto online como em papel, na The New Yorker. Tal sucesso deve-se, segundo o Washington Post, ao facto de o conto dar voz não ao leitor comum da publicação, mas a uma geração mais jovem.

Segundo a The Atlantic, o conto capta o medo das jovens mulheres a viver em 2017, o que, entre outras coisas, implica uma desesperante necessidade de ser boa e simpática a todo o custo.

Tu Sabes que Queres é uma coletânea que inclui esse e outros contos, onde Roupenian explora as conexões complexas e por vezes sombrias de género, sexo e poder.


“É, a par de Brokeback Mountain, o conto mais falado de sempre (...). Já suscitou inúmeras interpretações.”   [The Guardian]


“A autora domina a linguagem, as personagens e a história. Roupenian possui uma habilidade única de narrar histórias que temos a sensação de já ter ouvido, mas de um modo despretensioso e acessível, o que faz com que acreditemos que são verdade.”   [New York Times Book Review]


Tu Sabes que Queres: “Amante de Gatos” e Outros Contos, de Kristen Roupenian (tradução de Alda Rodrigues), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/tu-sabes-que-queres/

22.2.26

Sobre Vai e Põe Uma Sentinela, de Harper Lee

 Vai e Põe Uma Sentinela retoma, duas décadas depois, a história de Mataram a Cotovia, a obra-prima vencedora do Prémio Pulitzer.


Jean Louise Finch regressa a casa, em Maycomb, no Alabama, vinda de Nova Iorque, para visitar Atticus, o pai envelhecido. Tendo como pano de fundo as tensões dos direitos civis e a turbulência política que estavam a transformar o Sul, o regresso de Jean Louise torna-se incómodo quando descobre verdades perturbadoras sobre a família, a cidade e as pessoas que lhe são mais próximas. As memórias de infância invadem-na, e os seus valores e pressupostos são abalados. Contando com muitas das personagens icónicas de Mataram a Cotovia, Vai e Põe Uma Sentinela narra a vida de uma jovem mulher que passa por uma transição dolorosa mas necessária.

É um livro comovente, evocativo de outra época, mas relevante para os nossos tempos, que não se limita a confirmar o génio da autora mas que funciona como companheiro essencial da sua principal obra, Mataram a Cotovia, dando-lhe profundidade, contexto e até um novo significado.


«O segundo romance de Harper Lee lança mais luz sobre o nosso mundo do que o seu predecessor.» [Time]


«Um livro cativante pela sua atualidade.» [The Washington Post]


«Mais complexo do que o clássico original de Harper Lee. Uma revelação. Um verdadeiro acontecimento literário.» [The Guardian]


«Um livro muito importante.» [The New York Times]


Vai e Põe Uma Sentinela (tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral) e outras obras de Harper Lee em https://www.relogiodagua.pt/autor/harper-lee/

Sobre Encontros com Livros, de Stefan Zweig

 Stefan Zweig fala-nos aqui, combinando análise literária com a vida dos autores, de Goethe, Sigmund Freud, Thomas Mann e Honoré de Balzac.

O seu artigo sobre As Mil e Uma Noites é uma abordagem original que ficará certamente na memória dos que o leiam.

Stefan Zweig conheceu pessoalmente ou correspondeu-se com os maiores romancistas do seu tempo e também com o próprio Freud.

A sua relação com os livros está condensada no texto inicial desta obra, «O Livro como Acesso ao Mundo».


Encontros com Livros (trad. Rafael Gomes Filipe) e outras obras de Stefan Zweig estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/stefan-zweig/

Sobre A Linguagem dos Dragões, de S. F. Williamson

 Bestseller do The New York Times. Para jovens leitores de Quarta Asa e Babel. Esta edição inclui conteúdo exclusivo das traduções: uma cena extra e uma carta da autora.


1923, numa Londres alternativa, uma rapariga quebra acidentalmente a frágil trégua entre dragões e humanos, desencadeando uma história épica. Dragões sobrevoam os céus enquanto protestos decorrem nas ruas, mas Vivien Featherswallow não está preocupada. Planeia conseguir um estágio de verão para estudar as línguas dos dragões e garantir que a irmã mais nova não tenha de crescer como Terceira Classe. Para isso, tem de libertar um dragão.

À meia-noite, Viv desencadeia uma guerra civil. Com os pais e o primo presos e a irmã desaparecida, Viv é levada para Bletchley Park como decifradora de códigos. Se for bem-sucedida, poderá salvar a família e regressar a casa. Se falhar, todos morrerão. À medida que desvenda os segredos da linguagem oculta dos dragões, Viv percebe que o frágil tratado de paz entre humanos e dragões é corrupto e que o seu trabalho poderá fazer com que tudo se desmorone.


A Linguagem dos Dragões, de S. F. Wiliamson (tradução de Elsa T. S. Vieira), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/a-linguagem-dos-dragoes/

21.2.26

Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política, de Walter Benjamin

 «O nome do filósofo cuja vida se extinguiu durante a fuga aos polícias hitlerianos foi adquirindo uma auréola nos quinze anos que decorreram desde a sua morte, apesar do carácter esotérico dos seus primeiros trabalhos e do carácter fragmentário dos últimos.

O fascínio pela sua pessoa e oeuvre leva inevitavelmente a uma atracção magnética ou a uma defesa estremecida. Sob o olhar das suas palavras tudo se transforma como se se tornasse radioactivo. Mas a sua capacidade de distinguir constantemente novos aspectos das coisas — não tanto pelo processo que consiste em romper criticamente as convenções como pelo de relacionar-se com o objecto de acordo com a sua organização interna, como se a convenção nenhum poder tivesse sobre ele — não pode apreender-se seriamente através do conceito de originalidade. Nenhum pensamento original desse homem inesgotável se assemelha a algo sem mistura.» [T. W. Adorno, 1955]


Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política (trad. Manuel Alberto, Maria Amélia Cruz, Maria Luz Moita) e outras obras de Walter Benjamin estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/walter-benjamin/

Sobre Ética, de Espinosa

 «São muitas as razões que fazem deste livro uma obra singular, a menor das quais não é, certamente, o seu título: “Ética Demonstrada segundo a Ordem Geométrica”. Porquê Ética, se as questões do bem e do mal só aparecem na Parte IV, depois de as três primeiras especularem sobre ontologia, epistemologia, física e psicologia, e se, além disso, desde ainda antes da sua publicação, o livro foi sempre visto como um libelo ateísta, inspirado em Lucrécio e na forma como este encara “a natureza das coisas”?» [Da Introdução]


«Penso que Espinosa tem de ser sentido como um santo. Penso que todos temos de lamentar o facto de não o termos conhecido pessoalmente, tal como deploramos não ter conhecido, pelo menos é o que me acontece a mim, Berkeley e Montaigne.» [J. L. Borges]


«Espinosa é profundamente relevante para a discussão sobre a emoção e os sentimentos humanos. (…) A alegria e a tristeza foram dois conceitos fundamentais na sua tentativa de compreender os seres humanos e sugerir maneiras de a vida ser mais bem vivida.» [António Damásio, Ao Encontro de Espinosa]


«Pode dizer-se que todo o filósofo tem duas filosofias, a sua e a de Espinosa.» [Henri Bergson]


Ética, de Baruch de Espinosa (tradução, introdução e notas de Diogo Pires Aurélio), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/etica-2/

Sobre A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, de Max Weber

 Este livro é, indiscutivelmente, o trabalho sociológico mais importante do século XX. As palavras de Weber surtiram profunda influência no desenvolvimento das ciências sociais modernas.

Em A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, Max Weber atribui a ascensão da economia capitalista à crença calvinista nos valores morais do trabalho duro e do alcançar da satisfação através do cumprimento dos deveres mundanos.

Baseada na edição alemã original de 1920, esta nova tradução inclui uma esclarecedora introdução de Anthony Giddens, notas explicativas e reacções e comentários feitos por Weber às críticas que a obra recebeu.


«Max Weber tinha razão. Se temos algo a aprender da história do desenvolvimento económico, é que a cultura faz quase toda a diferença.» [David S. Landes]


«Uma das obras mais conhecidas e controversas da ciência social moderna.» [Anthony Giddens]


«Max Weber é uma das figuras canónicas da sociologia contemporânea.» [The Times Higher Education Supplement]


A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (trad. Carlos Leite) e outras obras de Max Weber estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/max-weber/

Sobre Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels

 “Na Primavera de 1847, Karl Marx e Friedrich Engels aceitaram integrar a chamada Liga dos Justos [Bund der Gerechten], uma organização nascida da anterior Liga dos Proscritos [Bund der Geächteten], sociedade secreta revolucionária fundada em Paris nos anos 30 do século xix por artesãos alemães inspirados pela influência revolucionária francesa — na maioria, alfaiates e marceneiros — e que continuava a ser composta ainda sobretudo por artesãos radicais expatriados. A Liga, persuadida pelo seu “comunismo crítico”, propôs‑se publicar um manifesto redigido por Marx e Engels como programa político e também modernizar a sua organização de acordo com esse manifesto.” [Da Introdução de Eric Hobsbawm]


Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, com introdução de Eric Hobsbawm (tradução de António Sousa Ribeiro), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/manifesto-do-partido-comunista/

20.2.26

A chegar às livrarias: De Profundis, de Oscar Wilde

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: De Profundis, de Oscar Wilde (tradução de Maria Célia Coutinho)


De Profundis é uma longa carta escrita por Oscar Wilde na Prisão de Reading ao seu amante Lord Alfred Douglas. Nela, o homem que havia procurado o prazer estético inspirado nos clássicos gregos e o brilho social tira consequências da sua descoberta de que o «segredo da vida é o sofrimento».

Condenado num julgamento que desencadeou e sabia perdido, perseguido pelo escândalo, abandonado por amigos, Oscar Wilde revela a sua complexa personalidade. É um texto íntimo, um monólogo dramático que permaneceu singular numa obra repartida pelo ensaio, a poesia, o teatro, o romance e os diálogos ocasionais.

Oscar Wilde tinha a «virtude do encanto», como afirmou Borges. Mas foi capaz de jogar «tragicamente com o seu destino». No seu voluntário exílio em Paris, disse a Gide que quisera conhecer «o outro lado do jardim».

Nascido em Dublin em 1854, Oscar Wilde morreu 46 anos depois no discreto Hôtel d’Alsace. Como escreveu Borges, «a sua obra não envelheceu; podia ter sido escrita esta manhã».


De Profundis e outras obras de Oscar Wilde estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/oscar-wilde/

De Nocturno Europeu, de Rui Nunes

 «cada recomeço é um nó. Natacha envelheceu, Pedro envelheceu. É o fim do livro. Prolongá-lo até à morte de Pedro e Natacha, até ao casamento dos seus filhos, depois escrever uma nova guerra. E de súbito a cabeça de Tolstoi, desamparada, bate na folha de papel, e o aparo da caneta espirra, ou o tinteiro vira-se e rios de azul enraízam o desamparo dessa cabeça, encobrem letras, palavras, matam-nas, partem-nas. E a história acaba.

Acaba?


não sei acabar: sei prolongar o massacre.

O meu.

Repito. Repito?

porque qualquer repetição inicia

um pequeno e fascinante desvio.»


Nocturno Europeu e outras obras de Rui Nunes estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/rui-nunes/

Sobre História do Novo Nome, de Elena Ferrante

 Este romance continua a história de Lila e Elena, tendo como pano de fundo a cidade de Nápoles e a Itália do século XX.

Lila, filha de um sapateiro, escolhe o caminho de ascensão social no próprio bairro e, no final de A Amiga Genial, vemo-la casada com um comerciante. Elena, pelo contrário, dedica-se aos estudos.

Ambas têm agora 17 anos e sentem-se num beco sem saída. Ao assumir o nome do marido, Lila tem a sensação de ter perdido a identidade. Elena, estudante modelo, descobre que não se sente bem no bairro nem fora dele.

No início, vemos Elena a abrir um caderno de notas onde Lila fala sobre a vida com o seu marido e as complicadas relações com a Mafia e os grupos neofascistas, que invadem os bairros com as suas proclamações.

Lila e Elena hesitam entre a tendência para a conformidade e a obstinação em tomar nas suas mãos o seu destino, numa relação conflitual, inseparável mistura de dependência e vontade de autoafirmação, em que o amor é um sentimento «molesto» que se alimenta do desequilíbrio até nos momentos mais felizes.


História do Novo Nome (trad. Margarida Periquito) e as outras obras de Elena Ferrante estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/elena-ferrante/

Sobre Os Invisíveis, de Roy Jacobsen

 Ingrid Barrøy nasceu numa pequena ilha na costa norte da Noruega, numa família com as suas colheitas, esperanças e sonhos.

Na primeira metade do século XX, a vida dos pescadores e camponeses do arquipélago não é fácil. Mas à família Barrøy não faltam recursos. O pai de Ingrid sonha com mais filhos, uma ilha maior e um molhe que o ligue ao continente. A mãe pretende uma ilha mais pequena, mais filhos e uma vida diferente. Ingrid cresce entre o oceano e as tempestades, os pássaros e o amplo horizonte.

Mas o ciclo das tarefas e dos dias é interrompido pela súbita irrupção do mundo exterior, a guerra e a integração da Noruega na moderna Europa. Ingrid vai ter de lutar para proteger o espaço em que cresceu.


Os Invisíveis, de Roy Jacobsen (trad. Sebastião Belfort Cerqueira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/os-invisiveis/

Sobre A Montanha Mágica, de Thomas Mann

 «A Montanha Mágica é uma obra-prima como nenhuma outra.» [A. S. Byatt]


«Tal como em A Morte em Veneza, o protagonista de A Montanha Mágica empreende uma viagem que acaba por o levar para fora do espaço e do tempo da existência burguesa. Não por acaso, contrariando planos anteriores em que o romance abria com a explanação da biografia de Hans, depois remetida para o segundo capítulo, o primeiro capítulo centra‑se na viagem e no primeiro momento de confronto com o mundo fechado do sanatório, o início do longo percurso de iniciação que irá constituir o fulcro da narrativa. O herói do romance, como surge repetidamente sublinhado, nada tem de excepcional, pelo contrário, a própria mediania da personagem constitui uma forma de acentuar de que modo ela representa paradigmaticamente a normalidade social. O fulcro do romance está, justamente, no facto de essa normalidade ser totalmente posta à prova e problematizada nos seus fundamentos pelo confronto com o microcosmos do sanatório.» [Do Prefácio de António Sousa Ribeiro]


A Montanha Mágica (tradução, prefácio e notas de António Sousa Ribeiro) e outras obras de Thomas Mann estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/thomas-mann/

De Quando Virmos o Mar, de Marta Pais Oliveira

 “Vais gostar de saber que também a nossa história começou com um desastre, mas no fim estávamos vivos. A minha mãe dizia que mesmo no pior dia há sempre qualquer coisa bonita. Quando a mãe da minha mãe morreu, não a conheceste, vi-a a usar os brincos de que mais gostava durante muito tempo. Encontrou nisso uma forma de salvar qualquer coisa. Ainda bem.

Antes de ser tua avó, que nunca chegou a ser, ou uma ausência também vive?, a minha mãe foi minha mãe e queria tudo em ordem. Os brincos eram pequenas bolas brilhantes de resgate dentro do naufrágio diário.”


Quando Virmos o Mar, de Marta Pais Oliveira, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/quando-virmos-o-mar-pre-venda/

Sobre O Livro do Verão, de Tove Jansson

 Tove Jansson capta nesta novela a essência do verão. Uma artista e a neta de seis anos passam estes meses numa pequena ilha no golfo da Finlândia.

A avó é pouco sentimental e a neta, Sophia, é impetuosa e inquieta. Uma conhece profundamente o que é a vida, a outra está ansiosa para saber tudo sobre ela. Em momentos opostos da vida, exploram a ilha e os seus segredos e inventam histórias para os mistérios que as rodeiam, enquanto se interrogam sobre a vida, a morte, a natureza e o amor.

A prosa cristalina e direta de Tove Jansson é capaz de descrever o esforço da natureza para manter o delicado equilíbrio entre a sobrevivência e a extinção.


«Tove Jansson era um génio. Esta é uma novela maravilhosa, bela, sábia e também muito divertida.» [Philip Pullman]


«É complicado descrever o que Jansson conseguiu fazer aqui... uma leitura curta e perfeita.» [The Guardian]


«O Livro do Verão é belo, caloroso, e possui a sabedoria que podemos adaptar às nossas vidas quotidianas.» [Liv Ullmann]


O Livro do Verão (tradução do sueco de João Reis) e outras obras de Tove Jansson estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/tove-jansson/

Sobre O Livro por Vir, de Maurice Blanchot

 A literatura ocupa o centro das pesquisas de Blanchot. E é a luz do seu mistério que o autor de “O Livro por Vir” e “O Espaço Literário” se esforça por circunscrever. 

Neste livro, Blanchot fala-nos com um saber apaixonado de Proust, Artaud, Musil, Broch e Henry James e até daquele que será um dia o último escritor. Mas, através dos autores e dos livros, interessa sobretudo a Blanchot o movimento que os cria.


O Livro por Vir (trad. Maria Regina Louro) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-livro-por-vir-2/

19.2.26

A chegar às livrarias: O Céu em Desordem, de Slavoj Žižek

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: O Céu em Desordem, de Slavoj Žižek (tradução de Ana Falcão Bastos)


À medida que nos afastamos da pandemia, outras crises ocupam o centro do palco: desigualdade, catástrofe climática, refugiados em desespero e tensões crescentes de uma nova Guerra Fria. O motivo dominante do nosso tempo é um caos implacável. Žižek reconhece as possibilidades de novos começos em momentos assim.

Neste novo livro aborda, com profundidade analítica, as lições dos Rammstein e de Corbyn, Morales e Orwell, Lénine e Cristo. Nele, o autor procura verdades universais a partir de cenários políticos locais na Palestina e no Chile, em França e no Curdistão, e mais além. Observa ainda com frieza a fragmentação da esquerda, as promessas vazias da democracia liberal e os tépidos compromissos oferecidos pelos poderosos. Das cinzas destes fracassos, Žižek afirma a necessidade de solidariedade internacional, transformação económica e — acima de tudo — um urgente «comunismo de guerra».


«Um dos pensadores contemporâneos de esquerda mais inovadores e entusiasmantes.» [Times Literary Supplement]


«O pensador de eleição da jovem vanguarda intelectual europeia.» [Observer]


«O filósofo mais perigoso do Ocidente.» [The New Republic]


«Nunca deixa de deslumbrar.» [The Daily Telegraph]


«Poucos pensadores ilustram melhor as contradições do capitalismo contemporâneo do que Slavoj Žižek.» [New York Review of Books]


Mais informação sobre esta e outras obras de Slavoj Žižek em https://www.relogiodagua.pt/autor/slavoj-zizek/