31.1.26

Sobre Flores para Algernon, de Daniel Keyes

 Flores para Algernon narra a história de um homem com dificuldades mentais que por via experimental procura adquirir o mesmo quociente de inteligência que Algernon, um sobredotado rato de laboratório. Através de entradas de diário, Charlie documenta o modo como uma operação melhorou a sua inteligência e, por consequência, a sua vida. E, à medida que os procedimentos decorrem, a sua inteligência expande-se até ultrapassar a dos médicos que projectaram a sua metamorfose.

A experiência parece representar um enorme avanço científico, até que Algernon entra numa deterioração súbita e profunda. Poderá o mesmo acontecer a Charlie?


«Uma história convincente, comovente e repleta de suspense.» [The New York Times]


«Uma obra-prima comovente e genial.» [Guardian]


Flores para Algernon, de Daniel Keyes (tradução de José Mário Silva), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/flores-para-algernon-pre-publicacao/

Sobre O Lórax, de Dr. Seuss

 “Sou o Lórax. Venho aqui falar em nome das árvores.”


Esta história ensina as crianças a tratar o planeta com bondade e a defender os outros. Fala-nos da beleza das Trufleiras e do perigo de tomar o nosso planeta por garantido, numa história oportuna, divertida e cheia de esperança, que nas últimas páginas nos mostra como uma pequena semente — ou uma criança — pode fazer a diferença.


É o presente perfeito para qualquer criança — ou adulto com alma de criança — com interesse em reciclagem e no meio ambiente, ou que simplesmente ame a natureza e goste de brincar ao ar livre.


“A não ser que alguém assim tenha cuidado e empenho, nada vai ficar melhor.”


O Lórax e outras obras de Dr. Seuss (traduções de Maria Eduarda Cardoso) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/dr-seuss/

Sobre O Negro do Narciso, Coração das Trevas, Linha de Sombra e Outras Histórias, de Joseph Conrad

 Este livro reúne cinco das principais novelas de Joseph Conrad.


O Negro do Narciso é uma das mais belas narrativas escritas sobre as paixões dos homens e do mar.

«A passagem tinha começado, e o navio, fragmento separado da terra, continuou o seu caminho, solitário e rápido como um pequeno planeta. À sua volta, os abismos do céu e da terra encontraram-se numa fronteira inatingível. Uma grande solidão circundante movia-se com ele, sempre diferente e sempre idêntica, sempre monótona e sempre imponente.»


«Bastante mais terrível [do que o Inferno de Dante] é o de Coração das Trevas, o rio de África que o capitão Marlow sobe, entre margens de ruínas e de selvas (…).» [J. L. Borges]


«No Extremo Limite não é menos trágico. A chave da história é um facto que não revelaremos e que o leitor descobrirá gradualmente. 

H. L. Mencken, que certamente não é pródigo em ditirambos, afirma que No Extremo Limite é uma das melhores narrativas, extensa ou breve, nova ou antiga, das letras inglesas.» [J. L. Borges]


«Desde o primeiro título proposto, O Segundo Eu, à evocação insistente da duplicidade psíquica, o conto [O Companheiro Secreto] convida a leituras que se concentrem no mistério da personalidade, nas ameaças e oportunidades da autodivisão, no esforço da integração.» [Michael Levenson]


Imaginem um homem na «linha de sombra», essa fase indecisa da vida em que não se é mais jovem e a maturidade atrai e repele. Imaginem que esse homem é um marinheiro. Imaginem finalmente um veleiro quase imóvel esperando o sopro da brisa, enquanto a febre e o delírio se apoderam dos tripulantes e os acontecimentos parecem tecer sobre o navio a sombra de uma maldição.


O Negro do Narciso, Coração das Trevas, Linha de Sombra e Outras Histórias (trad. Luzia Maria Martins, Margarida Periquito, Maria Teresa Sá, Miguel Serras Pereira, Pedro Dias) e outras obras de Joseph Conrad estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/joseph-conrad/

Sobre Entre o Passado e o Futuro, de Hannah Arendt

 Em «Entre o Passado e o Futuro», Arendt descreve as crises que a sociedade moderna enfrenta como resultado da perda de significado de palavras como justiça, razão, responsabilidade, virtude, glória. Depois mostra-nos como podemos voltar a pensar a essência vital destes conceitos tradicionais e como usá-los para avaliar a nossa situação presente, estabelecendo novos padrões de referência para o futuro.​


«Um livro para pensar os impasses políticos e as confusões culturais dos nossos dias… [Arendt] escreve sobre política no seu significado clássico com uma profunda e comovedora urgência pessoal.» [Alfred Kazin, Harper’s Magazine]


«Arendt tem um talento extraordinário para dar novos significados às experiências do dia-a-dia e para revelar a banalidade e estupidez daquilo que muitas vezes passa por novidade e inovação.» [Foreign Affairs​]


Entre o Passado e o Futuro — Oito Exercícios sobre o Pensamento Político (trad. José Miguel Silva) e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/

30.1.26

Sobre Futuro Tenso, de Martha Brockenbrough

 “Divertido e acessível. Um livro que todos os jovens precisam de ler.” [Beste F. Yuksel, professora associada de Ciência da Computação na Universidade de São Francisco]


“Claro, envolvente e apaixonante, Futuro Tenso é um livro essencial para o momento presente. A nossa civilização será remodelada pelas tecnologias de IA que Brockenbrough descreve. É necessário que reconheçamos as suas origens, limitações e o seu poder de transformar o nosso mundo, para o melhor e para o pior.” [M. T. Anderson, autor de The Astonishing Life of Octavian Nothing]


“Uma leitura importante e um recurso valioso para salas de aula, bibliotecas e adolescentes com os olhos postos no futuro.” [Kirkus Reviews]


“Brockenbrough traça a história da inteligência artificial antes de mergulhar no panorama contemporâneo da tecnologia e numa análise profunda dos benefícios e desafios que ela apresenta, particularmente no papel da IA nas vidas e carreiras futuras dos adolescentes de hoje.” [Booklist]


“Esta exploração acessível da inteligência artificial é o livro que os adolescentes (e todos nós) precisam de ler neste momento.” [LitHub]


Futuro Tenso: Como Criámos a Inteligência Artificial — e como Ela Vai Mudar Tudo, de Martha Brockenbrough (tradução de José Miguel Silva), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/futuro-tenso-como-criamos-a-inteligencia-artificial-e-como-ela-vai-mudar-tudo/

Sobre Os Paraísos Artificiais e Outros Textos, de Charles Baudelaire

 No mundo das alucinações provocadas pelo haxixe, os objetos exteriores assumem aparências monstruosas, desconhecidas. Depois transformam-se, deformam-se e por fim entram naquele que os imagina, ou então é este que tem a sensação de neles entrar.

Sucedem-se os equívocos e as ideias inexplicáveis, os sons têm cor, as cores tornam-se musicais. Como diz Baudelaire, «Quero provar que os descobridores de paraísos fazem o seu inferno, preparam-no, cavam-no com um sucesso cuja previsão talvez os atemorizasse.»

Além de Os Paraísos Artificiais e Do Vinho e do Haxixe, de Baudelaire, este livro contém O Cachimbo de Ópio, O Haxixe e O Clube dos Comedores de Haxixe, de Théophile Gautier.


Os Paraísos Artificiais e Outros Textos (trad. João Moita) e outras obras de Charles Baudelaire estão disponíveis aqui: https://relogiodagua.pt/autor/charles-baudelaire/

Constantinopla, de Téophile Gautier, está disponível aqui: https://relogiodagua.pt/autor/theophile-gautier/

Sobre Jacarandá, de Gaël Faye

 Que segredos esconde a sombra do jacarandá, árvore de eleição de Stella? O seu amigo Milan levará anos a descobri-los. Anos para penetrar nos silêncios do Ruanda, devastado após o genocídio dos tútsis. Ao devolver a palavra aos desaparecidos, os jovens escaparão à solidão e encontrarão paz junto às margens deslumbrantes do lago Kivu.

Ao longo de quatro gerações, Gaël Faye conta-nos a história de um país que tenta renovar-se através do diálogo e do perdão, nunca perdendo a fé na humanidade.


Jacarandá foi distinguido com o Prémio Renaudot 2024 e o Choix Goncourt du Portugal 2025.


Jacarandá, de Gaël Faye (tradução de Júlia Ferreira e José Cláudio), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/jacaranda/

Sobre Aforismos, de Agustina Bessa-Luís

 «Este é um livro sobre as paixões, a sua psicologia profunda, e, às vezes, muitas vezes, a sua ontologia. É composto por sondas lançadas em direcção à profundidade dos movimentos líquidos da alma para tentativamente iluminar em grau variável realidades cuja forma não possui contornos precisos. Ao mesmo tempo, é também outra coisa. É uma reflexão sobre o modo de ser de uma escrita e uma lição sobre o particular entendimento do que é a literatura segundo a autora.» [Do Prefácio de Paulo Tunhas]


Aforismos e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

Sobre As Artes do Sentido, de George Steiner

 As Artes do Sentido reúne seis ensaios de George Steiner.

“Narciso e Eco” foi publicado em 1981 e aborda o estatuto da criação e da crítica e o sentido do sentido, temas que o autor desenvolveria em Presenças Reais.

“Uma Leitura bem Feita” saiu em 1995 na revista Le Débat e, como o nome indica, apresenta a conceção de Steiner do que deve ser uma leitura, reconhecendo embora que todas são seletivas e parciais.

“‘A Tragédia’, Reconsiderada”, de 2004, analisa o “absolutamente trágico”.

“A Longa Vida da Metáfora” (1987) é central para o entendimento que Steiner tem do Holocausto e aborda os limites da linguagem perante uma experiência-limite como a Shoah.

“O Crepúsculo das Humanidades?” assume particular importância no atual contexto histórico e cultural.

O livro inclui ainda “Quatro Poetas: A Arte de Fernando Pessoa”, que evidencia a admiração crítica que o autor tem pela obra pessoana.


“As ideias de Steiner revelam imparcialidade, seriedade, erudição sem pedantismo e um charme sóbrio.” [The New Yorker]


“George Steiner é talvez o último humanista. O seu pensamento, não isento de paradoxos e indefinições, revela uma enorme ternura, não apenas pela nossa espécie como um todo, mas pela pessoa. Pelo milagre irrepetível de cada ser humano.” [El Cultural]


As Artes do Sentido (organização, tradução e introdução de Ricardo Gil Soeiro) e outras obras de George Steiner estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/george-steiner/

Sobre Aforismos para a Arte de Viver, de Arthur Schopenhauer

 “Com os Aforismos, Schopenhauer fornece o que pode ser visto como um manual de filosofia prática: como conseguir a felicidade num mundo em que tudo parece conspirar contra esse desejo? À resposta de Schopenhauer é informada pelo cepticismo e pessimismo consubstanciais à sua filosofia, mas só pode ser cabalmente entendida se se tiver presente o seu percurso biográfico. ‘É impossível ser feliz sozinho’ — frase da popular canção de Tom Jobim/Vinicius de Moraes constitui um axioma que, para Schopenhauer, seria inteiramente inaceitável. Na verdade, não só é possível como é, em absoluto, desejável ser-se feliz sozinho, e esse é um imperativo que deve conformar toda a ‘arte de viver’.” [Do Prefácio de António Sousa Ribeiro]


Aforismos para a Arte de Viver (tradução e prefácio de António Sousa Ribeiro) e outras obras de Arthur Schopenhauer estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/arthur-schopenhauer/

29.1.26

A Crise da Narração, de Byung-Chul Han, em discussão no Goethe Institut de Lisboa



Amanhã, 30 de Janeiro, pelas 18h00, acontece mais uma sessão de Ler com Goethe — À Descoberta da Literatura de Expressão Alemã, um lugar de encontro para quem gosta de ler e partilhar as suas impressões e experiências sobre livros, autores, edições e traduções. Os encontros têm a curadoria da germanista e tradutora literária Gilda Lopes Encarnação. Para abrir o ano, foi escolhida a obra A Crise da Narração, de Byung-Chul Han, que será debatida numa conversa com Gilda Lopes Encarnação e o escritor, tradutor e ensaísta Frederico Pedreira.

A entrada é livre, mediante inscrição prévia por email: biblioteca.lisboa@goethe.de

Mais informação em https://www.goethe.de/ins/pt/pt/ver.cfm?event_id=27186697


A Crise da Narração (tradução de Gilda Lopes Encarnação) e outras obras de Byung-Chul Han estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/byung-chul-han/

Sobre Memórias, Sonhos, Reflexões, de C. G. Jung

 “Apenas me consigo entender à luz de acontecimentos interiores, pois são estes que criam a singularidade da vida, e é deles que a minha autobiografia trata.” [C. G. Jung]”


Este livro é a biografia de um dos psiquiatras mais influentes dos tempos modernos, e foi realizada a partir dos seus discursos, conversas e escritos.

Na Primavera de 1957, quando tinha 81 anos, Carl Gustav Jung decidiu narrar a sua vida. Memórias, Sonhos, Reflexões é o resultado desse desejo, sendo composto por conversas com a sua colega e amiga Aniela Jaffé e por capítulos escritos pelo próprio Jung, entre outros materiais.

Jung escreveu as páginas finais do manuscrito dias antes de morrer, a 6 de Junho de 1961, o que torna este livro uma reflexão única sobre a vida e a obra do autor.


Memórias, Sonhos, Reflexões (trad. António Sousa Ribeiro) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/memorias-sonhos-reflexoes/

Sobre Reflexos Primitivos, de Peter Sloterdijk

 Em que tempo vivemos quando as fake news perturbam até os políticos mais experimentados, os eleitores aceitam a incompetência e a mentira é transformada em verdade oficial por vários governos?

Os ensaios reunidos neste livro abordam temas atuais, a emigração, o avanço dos populismos e da sua visão simplista do mundo, os meios de comunicação, a linguagem e a coesão social.

O mais importante filósofo europeu atual desvenda o funcionamento das modernas sociedades capitalistas, discutindo o senso comum e as ideias preestabelecidas.


Reflexos Primitivos (tradução de Ana Falcão Bastos) e outras obras de Peter Sloterdijk estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/peter-sloterdijk/

Sobre Reflexos num Olho Dourado, de Carson McCullers

 A ação decorre em 1930, numa base militar no sul dos EUA. Reflexos num Olho Dourado conta-nos a história de Penderton, um capitão bissexual. Este fica profundamente transtornado com a chegada do major Langdon, que tem um caso amoroso com Leonora, a sua esposa.

Em 1941, ano em que o romance foi publicado, os críticos reagiram com perplexidade ao tema do livro. Mas um crítico da revista Time escreveu: «Em mãos comuns, este tema daria um livro melodramático. Mas Carson McCullers conta a história com simplicidade, elegância e discernimento.»

O romance forneceu o argumento para o filme homónimo (de 1967), que contou com a interpretação de Elizabeth Taylor e Marlon Brando e com a realização de John Huston.


«A melhor escritora de prosa que o Sul jamais produziu.» [Tennessee Williams]


«Este romance é uma obra-prima (…) tão perfeito e lapidado como A Volta no Parafuso de Henry James.» [Time]


Reflexos num Olho Dourado (trad. Marta Mendonça) e outras obras de Carson McCullers estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/carson-mccullers/

Sobre Os Meninos de Ouro, de Agustina Bessa-Luís

 «Esse homem fatal, José Matildes, é, a dado passo, definido como um Orfeu, dividido entre o resgate e a dissolução. Mas aonde regressará, e o que é que o desfaz? O caso amoroso com Marina certamente não o define no domínio moral, mas apenas no campo político. É por causa de Marina que José faz política, anda com ela ao lado como nas campanhas eleitorais, como se a conjugalidade fosse um comício. José é perspicaz, mesmo quando não se apercebe disso. Entendeu que os portugueses se desiludiram com a Revolução, que não foi apenas a libertação de um jugo mas uma promessa infundada de felicidade. Como escreve Agustina, o simbolismo afectivo da Revolução fracassou, e isso activou o velho fundo messiânico. Quem encarna esse Sebastião de gravata é José Matildes, príncipe de cortesia algo tensa, democrata sofista, jogador sem vícios. Ousado sem ser original, José detesta compromissos, cedências, afasta os aliados, seduz os adversários. Não é essencialmente um governante, nem um tribuno, é alguém que carrega uma angústia, que se sente culpado sem ter feito nada de mal, que vê os obstáculos como castigos.» [Do Prefácio de Pedro Mexia]


Os Meninos de Ouro e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

Sobre História da Menina Perdida, de Elena Ferrante

 Deixando o marido em Florença, Elena volta a Nápoles para viver com Nino Sarratore, esperando que este se separe da mulher. É agora uma escritora reconhecida e procura escapar ao ambiente conflituoso do bairro onde cresceu e a sua família continua a viver. Evita encontrar Lila, que entretanto saiu da fábrica onde trabalhava, para se tornar empresária. Mas as duas amigas de infância não conseguem manter-se distantes e acabam mesmo por engravidar ao mesmo tempo, o que lhes permite reencontrar a passada cumplicidade.

As suas filhas vão crescer juntas num bairro onde as relações amorosas e familiares são condicionadas pela lei do mais forte e onde, refletindo as transformações iniciados nos anos 80, o tráfico de droga se instala e os confrontos políticos se sucedem.

É então que de súbito uma das crianças desaparece, alterando de modo irreversível o relacionamento de Elena e Lila.


História da Menina Perdida (trad. Margarida Periquito) e outras obras de Elena Ferrante estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/elena-ferrante/

Sobre A Filha do Capitão, de Aleksandr Púchkin

 A Filha do Capitão apresenta-nos Pugatchóv como um dirigente que encarna as aspirações populares.

A sua figura é apresentada através de uma jovem aristocrata que, devido a uma situação muito particular, tem uma atitude bastante diferente da que seria de esperar da sua classe social.


“Aleksandr Púchkin (1799-1837), nascido no mesmo ano que Garrett em Portugal, não é apenas, na sua curta vida atribulada e na sua criatividade assombrosa, a entrada triunfal do Romantismo na Rússia, após anos em que 'antigos' e 'modernos' lutavam pela supremacia: é não só, ainda hoje, o maior poeta da Rússia, como também a personalidade de quem decorre toda a literatura russa moderna, à qual abriu todos os caminhos que ela veio a trilhar, e de quem as artes vieram a inspirar-se profusamente na Rússia, para a magnificente floração estética da segunda metade do século xix, que colocou o país na vanguarda da cultura ocidental.” [Jorge de Sena]


A Filha do Capitão (tradução do russo de Manuel de Seabra) e Eugénio Onéguin (tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/aleksandr-puchkin/

28.1.26

Sobre D. Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes

 «Não nos rimos dele por muito tempo. As suas armas são a piedade, a sua bandeira a beleza, em todas as situações permanece… gentil, desamparado, puro, generoso e galante. A paródia torna-se um modelo ideal.» [Vladimir Nabokov, em Leituras sobre o D. Quixote]


«Dom Quixote, Falstaff e Emma Bovary representam essas descobertas da consciência; criando-os, na iluminação recíproca do acto criador e do crescimento da coisa criada, Cervantes, Shakespeare e Flaubert chegaram literalmente a conhecer “partes” de si próprios antes insuspeitadas.» [George Steiner]


«Não queria compor outro Quixote — o que é fácil —, mas “o” Quixote. Não vale a pena acrescentar que nunca encarou a possibilidade de uma transcrição mecânica do original; não se propunha copiá-lo. A sua admirável ambição era produzir umas páginas que coincidissem — palavra por palavra e linha por linha — com as de Miguel de Cervantes.»

[Jorge Luis Borges, «Pierre Menard, autor do Quixote»]


D. Quixote de la Mancha (trad. e notas de José Bento) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/d-quixote-de-la-mancha/

Sobre O Dom, de Vladimir Nabokov

 «Retrato, entre outras coisas, do artista enquanto jovem, o último romance que Vladimir Nabokov escreveu em russo (publicado em folhetim em 1938 e em inglês em 1963), O Dom é considerado por muitos um dos maiores romances russos — e anglo-saxónicos — do século XX. Tem, no centro do seu puzzle narrativo, a literatura russa (VN, Prefácio) do século XIX, Puchkin, Gogol, Tchekhov, a par da visualização nabokoviana do processo criativo e da afirmação do talento artístico, da peregrinação urbana e do monólogo joyceano, do maléfico jogo de espelhos borgeano da realidade e da ficção, da sedução de uma autenticamente moderna história de amor, do pessoano trauma dos mundos perdidos, etc... A primeira leitura transforma-se rapidamente em releitura, porque, como também disse VN, o leitor não é um carneiro e nem todas as penas o tentam.» [Carlos Leite]


O Dom (trad. de Carlos Leite) e outras obras de Vladimir Nabokov estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/vladimir-nabokov/

De Dom Casmurro, de Machado de Assis

 «Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da Lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.

— Continue, disse eu acordando.

— Já acabei, murmurou ele.

— São muito bonitos.

Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou

do gesto; estava amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro.» [p. 11 de Dom Casmurro, de Machado de Assis]


Dom Casmurro e Esaú e Jacó e outros livros de Machado de Assis disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/machado-de-assis/

Sobre David Copperfield, de Charles Dickens

 «Uma obra-prima feita pela capacidade de Dickens de trabalhar a sua própria experiência, transformá-la e dar-lhe um poder de mito.» [Claire Tomalin]


David Copperfield conta-nos a aventura de um rapaz, desde a infância infeliz até à descoberta da sua verdadeira vocação, a de romancista. Entre os fantásticos personagens do livro estão o seu padrasto, o senhor Murdstone; Steerforth, o brilhante mas desprezível colega de escola; a formidável tia Betsey Trotwood; o humilde e traiçoeiro Uriah Heep; a frívola e encantadora Dora; e ainda Micawber, uma das maiores criações cómicas da literatura de todos os tempos.​

Em David Copperfield, romance considerado por Dickens como o seu favorito, o autor baseou-se na sua própria experiência para criar um mundo de tragédia e comédia, ingenuidade e desilusão.​


David Copperfield (trad. Cabral do Nascimento) e outras obras de Charles Dickens estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/charles-dickens/

Sobre David Folder, de Irène Némirovsky

 Doente e abandonado pelos seus, David Golder, um temível homem das finanças, parece destinado a aceitar a ruína.

Mas o amor que tem pela sua filha Joyce, uma jovem frívola e gastadora, sobre a qual não tem qualquer ilusão, leva-o de novo ao campo de batalha.

David Golder decide reconstruir o seu império e prepara-se para o último combate, reunindo o que lhe resta da feroz energia do passado.

Publicado em 1929, este foi o primeiro romance de uma jovem escritora de origem russa de insólita maturidade.


David Golder (trad. José Cláudio e Júlia Ferreira) e outras obras de Irène Némirovsky estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/irene-nemirovsky/

Sobre A Marca na Parede, de Virginia Woolf

 A Marca na Parede, primeiro conto de Virginia Woolf, foi publicado em 1917 como parte do volume Duas Histórias, escrito pela autora e pelo marido, Leonard Woolf. Mais tarde, em 1921, foi publicado como parte da coletânea Monday or Tuesday.

Este conto é escrito na primeira pessoa, como um monólogo em estilo de «fluxo de consciência». A narradora repara numa marca na parede e reflete sobre os mecanismos da mente, abordando temas como religião, autorreflexão, natureza e incerteza, e recordando o desenvolvimento dos padrões de pensamento iniciados na infância.


A Marca na Parede (tradução de Miguel Serras Pereira) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

Sobre Marca de Água, de Joseph Brodsky

 Em Marca de Água, Joseph Brodsky apresenta-nos um gracioso, inteligente e variado retrato de Veneza.

Observando os mais diversos aspetos da cidade, os canais, as ruas, a arquitetura, as pessoas e a gastronomia, Brodsky capta a magnificência, a fragilidade e a beleza da cidade.

Ao mesmo tempo, desfilam as próprias memórias que Brodsky tem de Veneza, que foi a sua morada de muitos invernos, dos seus amigos, inimigos e amantes. O livro reflete, com enorme força poética, sobre o modo como a passagem do tempo afeta Veneza, alterando a relação entre a água e a terra, a luz e a escuridão, a vida e a morte.


Marca de Água (trad. Ana Luísa Faria) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/marca-de-agua-sobre-veneza/