21.1.26

A chegar às livrarias: A Universidade, de Maria Filomena Mónica

 Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: A Universidade, de Maria Filomena Mónica


Ao longo deste livro, a autora analisa as vias que as Universidades portuguesas foram percorrendo ao longo do tempo, centrando a sua atenção no período moderno, ou seja, no tempo que vai da Universidade de Coimbra do século XIX até à actual situação. Nos anos imediatamente posteriores ao 25 de Abril, o marxismo primário inundou as Humanidades. Veio depois a massificação e o politicamente correcto. Pelo meio, nasceu a ideia de que as Universidades não deveriam ser elitistas, o que é, para a autora, uma aberração.


Mais informação sobre esta e outras obras de Maria Filomena Mónica em https://www.relogiodagua.pt/autor/maria-filomena-monica/

Sobre Yoko Ogawa

 «Em boa hora, portanto, a Relógio D’Água decidiu apostar em Yoko Ogawa, lançando dois títulos, A Polícia da Memória e A Fórmula Preferida do Professor […].

Yoko Ogawa nasceu em Okoyama, em 1962, e foi criada numa igreja xintoísta, ambiente que terá afetado a sua escrita: “Nos meus romances, há muitas personagens que têm dificuldade em viver em sociedade, por carecerem de alguma coisa. Talvez tenha sido influenciada pelas muitas pessoas que conheci quando era pequena. Tinham sido varridas para um canto, onde pareciam viver à beira de serem tragadas pela escuridão.” Os romances mais famosos de Ogawa assentam na memória e na solidão, falam de relações improváveis e da crueldade humana.» [Tânia Ganho, LER, Verão de 2025]


A Polícia da Memória e A Fórmula Preferida do Professor, de Yoko Ogawa (traduções de Inês Dias), estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/yoko-ogawa/

Sobre O Estranho Caso do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson

 «E agora a minha intimação mais importante. Por favor, olvidem, deslembrem, suprimam, desaprendam e remetam ao esquecimento qualquer crença que possam ter alimentado quanto a ser O Estranho Caso do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde um livro policial ou um filme. […] 

Como policial, a história de Stevenson — Deus abençoe a sua alma pura — não se tem de pé. Não a tomemos também como parábola ou alegoria, pois em qualquer destes casos se tornaria insípida. Porém, um encanto especial a anima se a encaramos como um fenómeno de estilo. Não se trata apenas de uma boa “história demoníaca”, como exclamou Stevenson ao acordar de um sonho em que a visualizara, suponho que pelo mesmo misterioso processo cerebral que já havia revelado a Coleridge a visão do mais famoso dos poemas inacabados. E, mais importante ainda, é também uma fábula “mais próxima da poesia que da prosa comum”, e por essa razão pertence à mesma categoria artística que, por exemplo, Madame Bovary ou Almas Mortas.» [Do Posfácio de Vladimir Nabokov]


O Estranho Caso do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde (trad. Agostinho da Silva) e outras obras de Robert Louis Stevenson estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/robert-louis-stevenson/

Sobre Momentos Decisivos da Humanidade, de Stefan Zweig

 Este livro reúne alguns momentos decisivos da humanidade. São aqueles em que, nas palavras do próprio Zweig, «o drama reveste formas inauditas, imensas». 

Recorrendo a documentos históricos e preenchendo as lacunas com a imaginação, Zweig fala-nos do «Minuto Mundial de Waterloo», a 18 de junho de 1815, da «Elegia de Marienbad», que recorda Goethe a 5 de setembro de 1823, da luta do capitão Scott pela chegada ao Polo Sul, da «Conquista de Bizâncio», da Ressurreição de Händel, da «Primeira Palavra Que Atravessou o Oceano» e do que se passou em torno da perseguição e morte de Cícero.


Momentos Decisivos da Humanidade (trad. Maria Henriques Osswald) e outras obras de Stefan Zweig estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/stefan-zweig/

De A Humanidade dos Monstros, de H. G. Cancela

 «Quem vê melhor, o agressor ou a vítima? Quem empunha a arma ou quem suporta a violência? Quem agride ou quem sofre? Quem toca ou quem sente? Qual dos olhares, qual das experiências nos mostraria com mais veracidade o acontecimento? A frieza do agressor ou o medo da vítima? O poder de um ou a sujeição do outro?

Quem vê melhor, quem age ou quem observa? Quem está no palco ou quem está na plateia? Quem escreve, quem lê? Quem pinta, quem vê? Quem diz, quem ouve? Quem pergunta, quem responde?»


A Humanidade dos Monstros e outras obras de H. G. Cancela estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/h-g-cancela/

Sobre A Fera na Selva, de Henry James

 Este livro é a história de John Marcher, um homem que, desde que tem memória, está obcecado pela sensação de que um evento transformador — ou mesmo catastrófico — o aguarda, à espreita, como um animal numa selva.


A Fera na Selva (tradução de Miguel Serras Pereira) e outras obras de Henry James editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/henry-james/

Sobre Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, de George Orwell

 “Orwell e o seu Mil Novecentos e Oitenta e Quatro entraram na casa do cidadão e no mundo dos Estados, e não saíram de lá. Nada é não-político, e foi esta pontaria no diagnóstico que tornou mítico este livro. (…)

O que Orwell mostrou e previu foi este estado de permanente vigilância: o cidadão que vigia um outro — em perseguições individuais em redes sociais — e a vigilância feita por empresas ou Estados cumprem um programa que muitos pensadores previram e que Orwell conseguiu narrar.” [Do Prefácio]


“O romance definitivo do século XX (…). Os seus temas continuam a ecoar, como uma ameaça profética, no presente.” [The Guardian]


Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (trad. José Miguel Silva) e outras obras de George Orwell estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/george-orwell/

20.1.26

Conto de Ana Teresa Pereira em antologia inspirada por Alfred Hitchcock



O mais recente conto de Ana Teresa Pereira, «It’s Raining Violets», faz parte da antologia Birds, Strangers and Psychos: New Stories inspired by Alfred Hitchcock (ed. Maxim Jakubowski), distinguido como Thriller of the Month do Sunday Times e do Times. O livro foi editado pela Titan Books (EUA) e pela No Exit Press (RU) e integra contos de autores como Lee Child ou Sophie Hannah.


As obras de Ana Teresa Pereira editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/ana-teresa-pereira/

Em breve chegará também às livrarias Os Caminhos da Urze, na colecção Contos Singulares.

Sobre A Casa Sombria, de Charles Dickens

 Enquanto o caso Jarndyce contra Jarndyce se arrasta pelo Tribunal da Chancelaria, reúne-se um grupo diversificado de pessoas. Ada Clare e Richard Carstone, cuja herança é gradualmente consumida pelas custas judiciais; Esther Summerson, uma pupila do tribunal cuja origem é um mistério crescente; o ameaçador advogado Tulkinghorn; o determinado inspector Bucket; e até Jo, o varredor de ruas.

Um retrato implacável, mas frequentemente cómico, de uma sociedade apodrecida até à raiz, A Casa Sombria é um dos romances mais ambiciosos de Dickens, abrangendo das salas da aristocracia aos bairros mais miseráveis de Londres.


«A Casa Sombria talvez seja o seu melhor romance… Quando Dickens o escreveu, já havia amadurecido.» [G. K. Chesterton]


A Casa Sombria, com prefácio de G. K. Chesterton e posfácio, tradução e notas de Paulo Faria, e outras obras de Charles Dickens estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/charles-dickens/

Sobre Jane Austen — Uma Biografia, de Claire Tomalin

 Esta é a biografia definitiva de uma das romancistas mais estimadas do Reino Unido, escrita pela biógrafa de personalidades como Charles Dickens, Thomas Hardy, Samuel Pepys e Mary Wollstonecraft.


“Uma biografia que reflete os elevados padrões de Jane Austen. Um livro que irradia inteligência, humor e perspicácia.” [The New York Times]


“Brilhante e viciante.” [The New Yorker]


“Uma biografia perfeita: detalhada, espirituosa e calorosa. Tomalin envolve-nos de tal forma que a doença e a morte de Austen surgem quase como uma tragédia pessoal para o leitor.” [Daily Telegraph, Livros do Ano]


“Não creio que venha a ser escrita, durante muitos anos, uma biografia de Jane Austen melhor do que a de Claire Tomalin.” [Mail on Sunday]


“De todas as biografias de Austen, esta é a melhor.” [Harpers & Queen]


Jane Austen — Uma Biografia, de Claire Tomalin (tradução de José Miguel Silva), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/jane-austen-uma-biografia/


As obras de Jane Austen editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/jane-austen/

Sobre Hamnet, de Maggie O'Farrell

 Hamnet é um romance sobre o filho de Shakespeare. Mas esse é apenas o ponto de partida para Maggie O’Farrell construir uma obra actual, que interroga a origem da dor e envereda por caminhos menos conhecidos do amor e da maternidade.

Numa narrativa que mistura realidade e ficção, a autora irlandesa cria uma das mais importantes obras literárias deste início do século XXI, vencedora do Women’s Prize for Fiction 2020.


O filme realizado por Chloé Zhao tem estreia agendada nas salas de cinemas portuguesas para op´roximo dia 5 de Fevereiro.


Hamnet (tradução de Margarida Periquito), publicado com o apoio da @literatureireland, e outras obras de Maggie O’Farrell estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/maggie-ofarrell/

Sobre Sunderworld, Vol. I — As Extraordinárias Desilusões de Leopold Berry, de Ransom Riggs

 E lá estava ela, junto a uma grande alavanca de latão: a ranhura para a moeda. Uma pálida luz azul pulsava, suave, do interior da abertura.

Leopold recusou-se a pensar demasiado. Controlando o ligeiro tremor da sua mão, levou a moeda até à ranhura e deixou-a cair.


Neste livro, Ransom Riggs entrelaça o familiar com o peculiar numa deslumbrante narrativa de perda, triunfo, amizade e magia, recordando que, quando nunca és o escolhido, por vezes tens de escolher-te a ti próprio.


Bem-vindos a Sunderworld.


Sunderworld, Vol. I — As Extraordinárias Desilusões de Leopold Berry, de Ransom Riggs (tradução de José Mário Silva), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/as-extraordinarias-desilusoes-de-leopold-berry/

De De Que Falamos quando Falamos de Amor, de Raymond Carver

 «Na cozinha, ele serviu‐se de mais uma bebida e olhou para a mobília de quarto de cama que estava no pátio da frente. O colchão estava a descoberto e os lençóis às riscas estavam em cima da cómoda, ao lado de duas almofadas. Fora isso, as coisas estavam quase como tinham estado no quarto de cama — mesinha‐de‐cabeceira e candeeiro de leitura, do lado dele da cama; mesinha‐de‐cabeceira e candeeiro de leitura, do lado dela.

O lado dele; o lado dela.

Ele ficou a pensar nisso, enquanto bebia o uísque.» [p. 11, de «Porque é que não dançam?», trad. Carlos Santos, in De Que Falamos quando Falamos de Amor]


De Que Falamos quando Falamos de Amor (trad. Carlos Santos) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/de-que-falamos-quando-falamos-de-amor/

Sobre Porque Escrevo, de George Orwell

 Orwell explica o seu percurso até se tornar escritor, desde os primeiros poemas e contos até aos ensaios, romances e textos de não-ficção pelos quais é hoje recordado. Defende ainda o que considera os “quatro grandes motivos para escrever”, e reflete sobre a importância de manter esses impulsos em equilíbrio.

Este breve ensaio oferece a oportunidade de entrar na mente do escritor, dando ao leitor uma nova perspetiva, a partir da qual poderá revisitar o conjunto da sua obra.


Porque Escrevo (tradução de José Miguel Silva) e outras obras de George Orwell estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/george-orwell/


Outros títulos da colecção Ensaios Singulares estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/categoria-produto/ensaios-singulares/

19.1.26

Sobre Coisas Que não Quero Saber, de Deborah Levy

 Coisas Que não Quero Saber é a primeira parte da trilogia autobiográfica de Deborah Levy.


Tendo o famoso ensaio de George Orwell, “Porque Escrevo”, como ponto de partida, Deborah Levy oferece-nos as suas próprias reflexões sobre a carreira literária. Com inteligência, clareza e brilhantismo, discorre sobre a necessidade de afirmação de uma jovem mulher para poder entrar no disputado território da literatura e moldá-lo às suas necessidades.


“Imperdível. Para ir absorvendo aos poucos, como quando tropeçamos num oásis… Subtil, imprevisível, surpreendente.” [Guardian]


“Suprema acutilância e originalidade imaginativa. Uma escrita inspiradora.» [Marina Warner]


Coisas Que não Quero Saber (trad. Ana Falcão Bastos) e outras obras de Deborah Levy estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/deborah-levy/

Sobre Não-Coisas, de Byung-Chul Han

 Neste seu livro, Byung-Chul Han analisa o universo digital verificando como se desvanece o nosso apego às coisas tangíveis que conferiam ao mundo uma sensação de estabilidade.

«Hoje encontramo-nos na transição da era das coisas para a era das não-coisas. Não são as coisas, mas as informações que determinam o mundo em que vivemos.»

Para o filósofo germano-coreano, o mundo esvazia-se de coisas e enche-se de informação tão inquietante como vozes que não podemos atribuir a um corpo. Os meios digitais substituem a memória, sem violência, como se isso fosse natural ou até inevitável.

A informação simplifica os acontecimentos e alimenta-se da surpresa, para logo se desatualizar.

Como caçadores de informação, vamo-nos alheando das coisas discretas, habituais, que nos ligam ao ser.

Byung-Chul Han desenvolve assim uma filosofia do smartphone e uma crítica à inteligência artificial, a partir de uma perspetiva inovadora.


Não-Coisas (trad. Ana Falcão Bastos) e outras obras de Byung-Chul Han estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/byung-chul-han/

Sobre Pequenas Coisas como Estas, de Claire Keegan

 Estamos em 1985, numa pequena cidade irlandesa. A autora narra-nos a vida de Bill Furlong, um comerciante de carvão e pai de família.

Uma manhã, ainda muito cedo, quando vai entregar uma encomenda no convento local, Bill faz uma descoberta que o leva a confrontar-se com o passado e os complicados silêncios de uma povoação controlada pela Igreja.


Pequenas Coisas como Estas (trad. Inês Dias), Acolher (trad. Marta Mendonça) e A Uma Hora tão Tardia (trad. José Miguel Silva) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/claire-keegan/

Sobre A Máscara de Ripley, de Patricia Highsmith

 Passaram-se seis anos desde que Ripley assassinou Dickie Greenleaf e herdou o seu dinheiro. Agora, em A Máscara de Ripley, vive numa bela casa de campo francesa, rodeado de uma magnífica coleção de arte, e está casado com a herdeira de uma empresa farmacêutica. Tudo parece sereno no mundo de Ripley até um telefonema de Londres destruir a sua paz. Um esquema de falsificação de obras de arte que montara há alguns anos ameaça desfazer-se: um americano metediço anda a fazer perguntas, e Ripley tem de viajar até Londres para o impedir de descobrir algo mais. Patricia Highsmith oferece-nos, no segundo romance da série protagonizada por Ripley, uma narrativa hipnotizante e perturbadora na qual Ripley fará de tudo para que o seu novelo de mentiras não seja desfeito.


«[Highsmith] obriga-nos a reconsiderar as linhas entre a razão e a loucura, normal e anormal, enquanto nos incita a partilhar o ponto de vista traiçoeiro do nosso herói.» [Michiko Kakutani, New York Times]


«Não existe ninguém como Patricia Highsmith para evocar a ameaça que se esconde em lugares familiares.» [Time]


A Máscara de Ripley (trad. Paulo Esteves Cardoso) e outras obras de Patricia Highsmith estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/patricia-highsmith/

De Coração, Cabeça e Estômago, de Camilo Castelo Branco

 «Na última noite do Carnaval, que foi justamente aos 8 dias do mês de fevereiro, do corrente ano, pelas 9 horas e meia da noite entrava no Teatro de S. João, desta heroica e muito nobre e sempre leal cidade, um dominó de cetim. 

Dera ele os dois primeiros passos no pavimento da plateia, quando um outro dominó de veludo preto veio colocar-se-lhe frente a frente, numa contemplação imóvel.

O primeiro demorou-se um pouco a medir as alturas do seu admirador, e virou-lhe as costas com indiferença natural.

O segundo, momentos depois, aparecia ao lado do primeiro, com a mesma atenção, com a mesma penetração de vista.

Desta vez o dominó-cetim aventurou uma pergunta naquele desgracioso falsete, que todos nós conhecemos:

— Não quer mais do que isso?»


Coisas Que só Eu Sei e outras obras de Camilo Castelo Branco estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/camilo-castelo-branco/


Outros livros da colecção Contos Singulares estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/categoria-produto/contos-singulares/

Sobre A Queda da Casa de Usher e Outros Contos, de Edgar Allan Poe

 Um jovem cavalheiro é convidado para a velha casa de um amigo de infância, Roderick Usher.

À mansão parece concebida como cenário de um conto gótico, com a paisagem lúgubre que a rodeia, dois irmãos gémeos, o próprio Roderick e Lady Madeline, e doenças misteriosas que fazem parte da história familiar e que se manifestam em sensações sobrenaturais.

Todos os elementos do género parecem estar reunidos, e, no entanto, o suspense, o terror desta história deve-se à incerteza, pois não sabemos exactamente em que parte do mundo se situa e em que tempo decorre.

Há também um lago perto do solar dos Usher, mas suspeitamos que está lá apenas para compor um final fatídico.

O conto foi publicado pela primeira vez na Burton’s Gentleman’s Magazine. Tornou-se uma das obras de Poe preferidas da crítica e a que o próprio autor considerava a mais conseguida das que escreveu.

Esta edição reúne outros contos de Edgar Allan Poe: «Manuscrito Encontrado numa Garrafa», «Ligeia», «Uma Descida no Maelström» e «O Gato Preto».


A Queda da Casa de Usher e Outros Contos (trad. Miguel Serras Pereira e Anabela Prates Carvalho), com prefácio de Charles Baudelaire (trad. Manuel Alberto), e outras obras de Edgar Allan Poe estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/edgar-allan-poe/

Sobre Joanica-Puff, de A. A. Milne

 “Tu és o Melhor Urso do Mundo”, disse o Cristóvão Pisco.

“Sou?”, perguntou esperançosamente o Puff.


Puff é o urso mais famoso do mundo. Nestas histórias Puff mete-se num aperto, quase apanha um Firão e descobre o tipo errado de mel.


Joanica-Puff (trad. Helena Briga Nogueira) e A Casa no Largo Puff (trad. Manuel Grangeio Crespo) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/a-a-milne/

18.1.26

Sobre Paz ou Guerra, de Mickhail Shishkin

 Neste livro, Mikhail Shishkin argumenta que a Rússia não é um «enigma envolto num mistério, dentro de um mistério», mas que não sabemos o suficiente sobre o mais vasto país da Terra. Qual é então a verdadeira história por trás do regime autocrático de Putin e da invasão da Ucrânia?

Shishkin vai às origens dos problemas da Rússia, da «Rus de Kiev», passando pelo Grão-Principado de Moscovo, o império, a revolução e a Guerra Fria, à Federação Russa, com trinta anos de existência. O autor explora a relação conturbada entre o Estado e os cidadãos, explica as atitudes russas perante os direitos humanos e a democracia e propõe a existência de dois povos russos: os desiludidos e descontentes — que sofrem de uma «mentalidade de escravo» — e os que abraçam os valores «europeus» — e tentam resistir à opressão.

Paz ou Guerra é um relato de um Estado enredado num passado complexo e sangrento, mas também uma carta de amor a um país em conflito consigo mesmo. Continuará a Rússia no seu círculo vicioso de convulsões e autocracia ou encontrará o seu povo uma saída?


Paz ou Guerra — A Rússia e o Ocidente: Uma Abordagem (tradução de Ana Falcão Bastos, João Maria Lourenço e Larissa Shotropa) está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/paz-ou-guerra-a-russia-e-o-ocidente-uma-abordagem/

Sobre Contos Completos, de Katherine Mansfield

 Ler os contos de Katherine Mansfield é caminhar entre crianças que recusam a asfixia da educação tradicional, adolescentes de sonhos impossíveis, soldados de fardas ridículas, mulheres que esboçam gestos de revolta e velhos nos confins do tempo. É sobre estes seres sem outra história além da vida que Katherine Mansfield escreve, revelando o drama oculto na aparência dos gestos usuais. E todo o seu condão está nessa capacidade de iluminar recantos obscuros, com ironia, emoção e imprevisibilidade.

Nascida em 1888, amiga de Virginia Woolf e D. H. Lawrence, e leitora atenta de Tchékhov, que morreu quando ela começava a escrever, Katherine Mansfield participou na renovação da arte do conto, ajudando-o a libertar-se da moral vitoriana e dissolvendo o clássico enredo em sensações e recordações em subtil relação com a realidade exterior.


Contos Completos, de Katherine Mansfield (tradução de Frederico Pedreira, Manuel Resende, Graça Vilhena, Francisco Vale e Ana Maria Almeida Martins), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/autor/katherine-mansfield/

De Democracia, de Alexandre Andrade

 Quando lhe perguntei o que a levou a ficar em Portugal, mesmo sabendo que a esperava uma vida precária e cheia de riscos, vi os seus olhos brilharem e vi os seus lábios articularem, sílaba a sílaba, a palavra “Democracia”. A democracia, para a Mafalda, significa muito mais do que depositar um voto numa urna ou escolher representantes. Significa, como ela me explicou logo a seguir, a certeza permanente de ser capaz de tomar as decisões que determinam o seu destino. Significa a vida plena, a vida de cabeça erguida e com o horizonte à altura dos olhos. Ou, para usar as palavras dela: “Andar na rua com a sua parcela de liberdade ao alcance da mão, pronta a brandir como se fosse uma bandeira ou uma ferramenta que se traz num saco a tiracolo.”


Democracia e outras obras de Alexandre Andrade estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/alexandre-andrade/

17.1.26

Sobre A Rebelião das Elites e a Traição da Democracia, de Christopher Lasch

 Christopher Lasch critica o que considera errado nos valores e crenças das elites norte-americanas. Em sua opinião, a democracia está ameaçada não pelas massas, como afirmava Ortega y Gasset, mas pelas elites. Estas tornaram-se nómadas e globais, rejeitando os limites das nações e dos lugares. Isoladas nos seus enclaves, abandonaram a classe média, dividiram a nação e atraiçoaram a ideia de uma democracia para todos os cidadãos.


“A Rebelião das Elites é um exemplo notável do compromisso de Lasch com as perspetivas críticas do seu tempo.” [Michael Stern, San Francisco Chronicle]


“Christopher Lasch é um dos nossos principais historiadores. Este livro é sucinto, acutilante, argumentativo, a última obra de um dos mais originais pensadores do nosso tempo.” [James North, Chicago Tribune]


A Rebelião das Elites e a Traição da Democracia (tradução de João Paulo Moreira) e A Cultura do Narcisismo (tradução de Maria José Figueiredo) estão disponíveis em: https://www.relogiodagua.pt/autor/christopher-lasch/

Sobre Como Reconhecer o Fascismo e Da Diferença entre Migrações e Emigrações, de Umberto Eco

Os dois textos de Umberto Eco que integram este livro fazem parte de Cinco Escritos Morais, publicado em 1997.

Mas quer “Como Reconhecer o Fascismo” quer “Da Diferença entre Migrações e Emigrações” se revelaram de uma enorme lucidez. 

Daí a iniciativa de os reunir em separado e com os títulos explicitamente voltados para dois dos mais importantes problemas da Europa de hoje. 


“Considero que será possível indicar uma lista de características típicas do que poderei chamar o ‘Ur-Fascismo’, ou o ‘fascismo eterno’. Estas características não poderão ser ordenadas num único sistema: muitas contradizem-se reciprocamente, e são típicas de outras formas de despotismo ou de fanatismo. Mas basta que esteja presente uma delas para fazer coagular uma nebulosa fascista.”


Ainda é possível distinguir emigração de migração quando o planeta inteiro está a tornar-se o território de deslocações cruzadas? Creio que é possível: como disse, as imigrações são controláveis politicamente, e as migrações não; são como os fenómenos naturais. Enquanto há imigração, os povos podem ter a esperança de manter os imigrados num gueto, para que não se misturem com os nativos. Quando há migração já não há guetos, e a mestiçagem é incontrolável.

Os fenómenos que a Europa tenta ainda enfrentar como casos de emigração são, pelo contrário, casos de migração.”


Como Reconhecer o Fascismo e Da Diferença entre Migrações e Emigrações (trad. José Colaço Barreiros) e outras obras de Umberto Eco estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/umberto-eco/