31.12.25

Sobre Ferry, de Djaimilia Pereira de Almeida

 No ferry, em direcção a sul, Vera e Albano. Fugiam, ainda que não o soubessem. Na margem norte do rio, estavam a cidade e os fantasmas de quantos os haviam perseguido, existentes e imaginários. No nevoeiro, tudo isso era difícil de ver. A mulher encostou a cabeça ao ombro do homem e deram as mãos. Em diante, o desconhecido. E, sobre o desconhecido, um anel de neblina nascendo das águas negras.


Ferry e outras obras de Djaimilia Pereira de Almeida estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

Sobre O Meu Ano de Repouso e de Relaxamento, de Ottessa Moshfegh

 Ottessa Moshfegh, uma das mais importantes novas vozes literárias, narra neste romance os esforços de uma jovem mulher para se esquivar aos males do mundo. Para tal, embarca numa hibernação prolongada, com a ajuda de uma das piores psiquiatras da história da literatura e com as enormes doses de medicamentos por ela prescritos.


«Cáustico e divertido. Um novo membro obscuro na linhagem das pouco simpáticas personagens femininas de Jean Rhys ou Emily Brontë…» [Margaret Atwood]


«Nunca me esquecerei deste livro.» [Parul Sehgal, The New York Times]


«Ottessa Moshfegh é a autora americana contemporânea que melhor escreve sobre estar vivo, quando estar vivo é uma sensação horrível.» [Jia Tolentino, The New Yorker]


«Obscuramente cómico e altamente profundo. A prosa de Moshfegh é extraordinária.» [The New York Times Book Review]


«Uma autora com um talento superabundante.» [The New York Times]


O Meu Ano de Repouso e de Relaxamento (tradução de Ana Falcão Bastos) e Lapvona (tradução de Marta Mendonça) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/ottessa-moshfegh/

Sobre Intermezzo, de Sally Rooney

 «Este é o meu livro favorito até agora da grande Sally Rooney: uma história de amor doce e invulgar que nos marca. Quem já lidou com o luto familiar ou com uma relação conturbada entre irmãos deve preparar-se para lágrimas, revelações e talvez alguma absolvição.» [Barbara Kingsolver, https://www.instagram.com/p/DSvhgClkZYu/ ]


Intermezzo (tradução de Marta Mendonça) e outras obras de Sally Rooney estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/sally-rooney/

Sobre Convite para Uma Decapitação, de Vladimir Nabokov

 Escrito em Berlim em 1934, Convite para Uma Decapitação contém toda a surpresa, entusiasmo e intensidade de um trabalho criado em duas semanas de inspiração.

Conduz-nos ao fantástico mundo de Cincinnatus, um homem condenado à morte que passa os últimos dias na prisão, não sabendo exatamente quando o seu fim chegará.

Nabokov descreve o livro como «um violino num vazio»:

«O mundano julgá-­lo-­á um passe de mágica. Os velhos trocá­-lo-­ão apressadamente por romanças regionais e pelas vidas de figuras públicas. Nenhuma dama ativa em clubes ou organizações sociais se arrepiará. O espírito maldoso verá na Emmie uma irmã da Lolita, e os discípulos do curandeiro vienense rir-­se-­ão dele em silêncio no seu grotesco mundo da culpa comunal e da educação progresivnoe. Mas (como disse o autor de Discours sur les ombres sobre outra luminária): Conheço (je connais) alguns (quelques) leitores que darão saltos, com os cabelos em pé.»


«Nabokov moldou e manipulou a linguagem com mais destreza, inteligência e astúcia do que qualquer outro escritor desde Shakespeare.» [Daily Mail]


«Nabokov escreve prosa do único modo que deve ser escrita — de forma arrebatadora.» [John Updike]


Convite para Uma Decapitação (trad. Carlos Leite) e outras obras de Vladimir Nabokov estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/vladimir-nabokov/

Sobre Entre Dois Fogos, de Joshua Yaffa

 Nesta análise da Rússia contemporânea, Joshua Yaffa, correspondente da The New Yorker em Moscovo, traça um retrato das lutas internas travadas entre os que sustentam o autoritarismo de Putin.

Joshua Yaffa fala-nos dos mais destacados políticos, empresários, e até artistas e historiadores, que construíram as suas carreiras e identidades à sombra do regime de Putin. Dilacerados entre as suas ambições e as exigências do Estado, cada um deles percorre um caminho individual de compromisso. Alguns reúnem astúcia e cinismo para extraírem todo o tipo de benefícios e privilégios do poder, outros, menos experimentados, são muitas vezes desmobilizados e esmagados. De qualquer modo, todos eles ficam presos num emaranhado de dilemas e contradições.

Joshua Yaffa mostra-nos assim como uma burocracia repressiva constrói uma nova forma de autoritarismo moderno.


Entre Dois Fogos é um estudo sobre o compromisso, o oportunismo e os delicados dilemas morais existentes na Rússia de Putin. Através de um conjunto de histórias criteriosamente fundamentadas, Joshua Yaffa demonstra como as pessoas escolhem — por vezes, conscientemente — adaptar-se, mudar e ‘desenrascar-se’ num Estado autoritário.” [Anne Applebaum, autora de Red Famine e Gulag — Uma História]


“Um livro extraordinariamente perspicaz […], bem contado e com histórias cuidadosamente interligadas […]. No geral, Joshua Yaffa consegue a proeza de evitar simplificações. Mesmo quando descreve pessoas que procuram uma vantagem cínica junto dos poderosos, o panorama nunca é completamente negro; quando retrata heróis morais, nunca os apresenta como infalíveis. A vida funciona assim, e talvez isso seja particularmente evidente na Rússia.” [The Economist]


“Um relato profundo e revelador da vida na Rússia de Vladimir Putin… Yaffa descreve com acutilância os compromissos morais e os modos engenhosos como através de uma burocracia desonesta o Kremlin sustenta o seu poder e autoritarismo.” [The New York Times Book Review]


Entre Dois Fogos — Verdade, Ambição e Compromisso na Rússia de Putin, de Joshua Yaffa (tradução de Maria João B. Marques), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/entre-dois-fogos-pre-venda/

Sobre O Duplo, de Fiódor Dostoievski

 «O desconhecido estava sentado à sua frente, também de sobretudo e chapéu, na sua cama, sorria ligeiramente, e, franzindo um pouco os olhos, acenou-lhe amigavelmente com a cabeça. O senhor Goliádkin queria gritar, mas não pôde — protestar de alguma maneira, mas não lhe chegavam as forças. Tinha os cabelos em pé e sentou-se no seu lugar, insensível de horror. E de resto havia razão para isso. O senhor Goliádkin reconheceu completamente o seu amigo noturno. O seu amigo noturno não era outro senão ele próprio — o próprio senhor Goliádkin, outro senhor Goliádkin, mas exatamente como ele — numa palavra, aquilo a que se chama o seu duplo em todos os aspetos…»


O Duplo foi publicado em 1846, quando Dostoievski contava apenas 24 anos.

O tema do duplo foi depois muitas vezes abordado na literatura, mas a narrativa de Dostoievski estabelece uma rutura com as convenções literárias até então vigentes.

Goliádkin é o símbolo da revolta do homem contra as instituições sociais, mas também contra si próprio.


O Duplo (trad. António Pescada) e outras obras de Fiódor Dostoievski estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/fiodor-dostoievski/

Sobre O Homem Duplo, de Philip K. Dick

 A Substância M — mais conhecida por Morte — é a droga mais perigosa à venda no mercado negro. A droga destrói as ligações entre os dois hemisférios do cérebro, causando desorientação e depois danos cerebrais irreversíveis. Bob Arctor, agente secreto da brigada antinarcóticos, tenta encontrar pistas que o levem à origem do fornecimento, mas para se fazer passar por um viciado tem primeiro de se tornar um utilizador…


«Philip K. Dick é Thoreau somado à morte do sonho americano.» [Roberto Bolaño]


O Homem Duplo (trad. Frederico Pedreira) e outras obras de Philip K. Dick estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/philip-k-dick/

30.12.25

Sobre Um Cão Que Sonha, de Agustina Bessa-Luís

 «É pura Agustina, é mesmo a essência de Agustina. Confessar que era um ser de excepção, isso não se confessa, com facilidade, em Um Cão Que Sonha. Agustina é uma memória mais rica que a verdadeira memória, uma memória que sonha um passado de sonho para no-lo tornar sensível, inesgotável, como um verdadeiro presente. Recordando no interior de um presente que é sempre um passado sem margens ou um futuro virtual, Agustina desenrola diante de nós a viagem sem começo nem fim que é a sua escrita. Ela é o lugar do seu autêntico nascimento, a perpétua revelação de um tempo já morto e supremamente vivo, o que dorme nos armários fechados, nos corredores cheirando a maçã, um tempo esfarelado, filho e pai de novas emoções que no fim sem fim da evocação se consolida e se torna vivo, como a eternidade.

Para se encontrar, Agustina fiará, como Penélope, dos dois lados morais opostos, o da sombra e o da luz, a tela do mundo.» [Do Prefácio de Eduardo Lourenço]


Um Cão Que Sonha e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/

O Imperador da Alegria, de Ocean Vuong, eleito melhor livro de ficção estrangeira pelo La Lectura



No último número do El Mundo, o suplemento La Lectura apresentou a selecção dos melhores livros editados em Espanha em 2025. Entre eles, encontram-se vários títulos editados pela Relógio D’Água.

Entre os cinco melhores livros de não-ficção estrangeira, destacam-se Pergunta 7, de Richard Flanagan, e O Jardineiro e a Morte, de Gueorgui Gospodinov.

Nos dez melhores livros de ficção estrangeira, encontram-se O Imperador da Alegria, de Ocean Vuong, Desfile, de Rachel Cusk, e Os Lobos da Floresta da Eternidade, de Karl Ove Knausgård.

Este número do jornal inclui ainda uma entrevista a Ocean Vuong, que pode ser lida aqui: https://www.elmundo.es/la-lectura/2025/12/29/69510d1c21efa0492e8b4577.html


Estes e outros livros editados pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/

Sobre A Espada Cintilante, de Lev Grossman

 Collum, um jovem e talentoso cavaleiro, chega a Camelot para competir por um lugar na Távola Redonda, apenas para descobrir que é tarde de mais. O Rei Artur morreu há duas semanas na Batalha de Camlann e restam apenas alguns cavaleiros à mesa.

Os sobreviventes não são os heróis lendários como Lancelote ou Gawain, mas os excêntricos da Távola Redonda, como Sir Palomides, o cavaleiro sarraceno, e Sir Dagonet, o bobo de Artur, promovido a cavaleiro como uma piada. A eles junta-se Nimue, que fora aprendiza de Merlim até se voltar contra ele e o enterrar debaixo de uma colina.

Cabe ao improvável grupo reconstruir Camelot num mundo que perdeu o equilíbrio, recuperar a lendária espada Excalibur e resolver o mistério da queda do Rei Artur.


«Para todos os que sonharam em ter um lugar na Távola Redonda. Absolutamente encantador.» [Rebecca Yarros]


«Se gostas do Rei Artur tanto quanto eu, vais adorar este livro.» [George R. R. Martin]


«O melhor livro de fantasia do ano.» [The Wall Street Journal]


«Com este livro, Lev Grossman está no auge da sua carreira.» [The New York Times Book Review]


A Espada Cintilante — Um Romance Arturiano, de Lev Grossman (tradução de Ana Falcão Bastos), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/a-espada-cintilante/

Sobre Mulherzinhas, de Louisa May Alcott

 «Muitos livros maravilhosos cativaram a minha imaginação, mas algo extraordinário aconteceu com Mulherzinhas. Reconheci‑me, como num espelho, na rapariga teimosa e magricela, que corria, rasgava as saias a subir às árvores, falava em calão e denunciava as pretensões sociais. Uma rapariga que se podia encontrar encostada a um grande carvalho com um livro, ou à sua secretária, no sótão, de volta de um manuscrito. Era Josephine March. Até no nome respira liberdade, uma rapariga chamada Jo. Louisa May Alcott envolvera‑se num manto de glória, trabalhara à sua própria secretária e cunhara um novo tipo de heroína. Uma obstinadamente moderna rapariga americana do século XIX. Uma rapariga que escrevia.» [Do Prólogo de Patti Smith]


Mulherzinhas e Boas Esposas (traduções de Marta Mendonça) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/louisa-may-alcott/

Sobre Filhos de Duna, de Frank Herbert

 Os Filhos de Duna são os irmãos gémeos Leto e Ghanima Atreides, cujo pai, o Imperador Paul Muad’Dib, desapareceu nos terrenos baldios do deserto de Arrakis há nove anos. Tal como o pai, os gémeos possuem habilidades excecionais, que os tornam valiosos para a sua tia Alia, uma mulher manipuladora que governa o Império em nome da Casa Atreides.

Enfrentando uma traição e rebeliões em duas frentes, o poder de Alia não é absoluto, e a excomungada Casa Corrino planeia uma forma de reconquistar o trono enquanto os Fremen são incitados à revolta pela enigmática figura conhecida apenas como O Pregador.

Alia acredita que só acedendo à visão profética dos gémeos poderá manter o controlo sobre a sua dinastia. Mas Leto e Ghanima têm os seus próprios planos, tanto para as suas visões, como para os seus destinos.


«Um enorme acontecimento literário.» [Los Angeles Times]


Filhos de Duna (trad. Manuel Alberto Vieira) e outras obras de Frank Herbert estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/frank-herbert/

Sobre Filho de Deus, de Cormac McCarthy

 Filho de Deus é a história de Lester Ballard, um solitário homem rural que foi afastado das suas terras. Psicologicamente desequilibrado, mas dotado de uma imaginação fértil, cruel e pervertida, deambula pelos montanhosos domínios do Tennessee.


«McCarthy descreve o terrível declínio de Lester Ballard com paixão, ternura, eloquência e humor que (…) se harmonizam perfeitamente com a devastada aridez do Sul.» [Times Literary Supplement]


«A sua prosa infalivelmente bela e exata transporta-nos para um mundo imaginado, que é uma espantosa e violenta revelação.» [Tobias Wolff]


«Filho de Deus» (trad. Paulo Faria) e outras obras de Cormac McCarthy estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/cormac-mccarthy/

Sobre Sangue e Ferro, de Katja Hoyer

 Antes de 1871, a Alemanha não era uma nação, mas um ideal para alguns dos seus dirigentes políticos. A criação do Império Alemão foi uma realização de Otto von Bismarck, que conseguiu convencer pela astúcia, força e persuasão trinta e nove Estados a ficarem sob a direção de um único Kaiser.

A obra de Katja Hoyer mostra como a nação alemã conseguiu enfrentar os seus rivais da época, os impérios britânico e francês, e descreve a evolução do país até à derrota na Primeira Guerra Mundial.


«A melhor biografia do Segundo Reich surgida nos últimos anos […]. Vai inegavelmente tornar-se uma contribuição essencial para a compreensão desta parte vitalmente importante da História da Europa.» [Andrew Roberts]


«Sangue e Ferro», de Katja Hoyer (trad. Carlos Leite), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/sangue-e-ferro-ascensao-e-queda-do-imperio-alemao-1871-1918/

29.12.25

Sobre Moby Dick, de Herman Melville

 «Mas Ahab, quando se dirige à tripulação apelando para que o ajudem na sua demanda vingativa de caçar e matar a invencível Moby Dick, a branca baleia-leviatã, consegue reunir todos à sua volta, incluindo Starbuck, o relutante primeiro-oficial. Independentemente do grau da sua culpa (a escolha da tripulação era livre, ainda que apenas a recusa geral pudesse detê-lo), é melhor pensar no capitão do Pequod como num protagonista trágico, muito próximo de Macbeth e do Satanás de Milton. Na sua obsessão visionária, Ahab tem em si algo de quixotesco, apesar de a sua dureza não ter nada em comum com o espírito de jogo do Quixote.» [Harold Bloom sobre Moby Dick de Herman Melville]


Moby Dick (trad. Alfredo Margarido e Daniel Gonçalves) e outras obras de Herman Melville estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/herman-melville/

Sobre Candeia Coração, de Banu Mushtaq

 Vencedor do International Booker Prize 2025


Nos doze contos de Candeia Coração, Banu Mushtaq capta com mestria o quotidiano de mulheres e raparigas de comunidades muçulmanas do sul da Índia. Publicadas originalmente na língua canaresa entre 1990 e 2023, e elogiadas pelo seu humor subtil, estas representações das tensões familiares e comunitárias demonstram os muitos anos de trabalho de Mushtaq como jornalista e advogada, durante os quais defendeu os direitos das mulheres e se opôs a todas as formas de opressão de casta e religião.

Recorrendo a um estilo coloquial, comovente e implacável, é nas suas personagens — as crianças, as avós audaciosas, os maulvis e irmãos fanfarrões, os maridos frequentemente desastrados e, sobretudo, as mães, que a grande custo sobrevivem aos próprios sentimentos — que Mushtaq se revela uma observadora excecional da natureza humana, construindo vertigens emocionais a partir de uma poderosa linguagem oral.


«Este livro reconduz-nos aos grandes prazeres da leitura: uma narrativa sólida, personagens inesquecíveis, diálogos vivos, tensões latentes e surpresas constantes. De aparência simples, estas histórias transportam um enorme peso emocional, moral e sociopolítico, convidando-nos a olhar de forma mais profunda.» [Júri do International Booker Prize 2025]


«Intenso, fantasmagórico e inclassificável.» [Times Literary Supplement]


Candeia Coração, de Banu Mushtaq (tradução de Marta Mendonça), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/candeia-coracao-vencedor-international-booker-prize-2025/

Sobre Elegias de Duíno, de Rainer Maria Rilke

 «Como Hofmannsthal, Rilke é um produto da cultura do Império Austríaco, e um dos grandes poetas da língua alemã. Mas, muito mais do que ele, veio a ser um dos mais influentes poetas europeus do século, e alvo de um culto internacional que ainda hoje dura. (...)

Esse período [de relativa esterilidade, 1908-11] foi interrompido bruscamente, na atmosfera propícia do Castelo de Duíno, no Adriático, cerca de Trieste, que lhe fora emprestado, para as suas vigílias de génio, pela sua amiga e admiradora, a princesa de Thurn und Taxis (de Novembro de 1911 a Maio de 1912), quando ouviu como que uma voz que lhe ditava o começo da Primeira Elegia (Janeiro de 1912). As Elegias de Duíno, dez longos poemas largamente conhecidos e traduzidos em várias línguas e em português também, só foram completadas em 1922, dez anos mais tarde, noutro castelo menos luxuoso — Muzot, na Suíça —, que veio a ser oferecido a Rilke.» [Jorge de Sena]


Elegias de Duíno (trad. José Miranda Justo) e outras obras de Rainer Maria Rilke estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/rainer-maria-rilke/

Sobre Pachinko, de Min Jin Lee

 No início do século XX, numa aldeia de pescadores na costa este da Coreia, um homem entrevado casa com uma rapariga de quinze anos. O casal tem uma filha, Sunja. Quando esta engravida de um homem casado, a família enfrenta os riscos da ruína. É então que Isak, um sacerdote cristão, lhe oferece a possibilidade de uma nova vida como sua esposa no Japão.

Depois de acompanhar este homem que mal conhece até um país onde não tem amigos nem lar, Sunja vai construindo a sua própria história.

Através de quatro gerações, Pachinko é a narrativa épica de uma família que se move entre identidade, morte e sobrevivência.


«Uma poderosa meditação sobre o que os imigrantes sacrificam para ter um lugar no mundo, Pachinko confirma a posição de Lee entre os melhores romancistas do mundo.» [Junot Díaz, vencedor do Prémio Pulitzer]


«Deslumbrante... um olhar claro e compassivo sobre a paisagem caótica da própria vida.» [The New York Times Book Review]


«Uma história abrangente, ambiciosa e viciante.» [David Mitchell, The Guardian]


Pachinko, de Min Jin Lee (tradução de Marta Mendonça), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/pachinko-pre-venda/

28.12.25

Sobre O Primeiro Amor, de Ivan Turguénev

«O Primeiro Amor» é uma narrativa sobre o amor adolescente. Voldemar, um jovem de dezasseis anos, apaixona-se pela filha do seu vizinho, a bela Zinaída, alguns anos mais velha que ele e a quem não faltam pretendentes. O leitor é arrastado pelas inconstantes emoções de Voldemar: exaltação, ciúme, desespero, ódio, renúncia e, de novo, devoção. No final, Voldemar sente-se destroçado ao descobrir a identidade do seu verdadeiro rival — uma revelação esmagadora, que, no entanto, lhe abre as portas para a compreensão dos abismos da paixão.


O Primeiro Amor (trad. Nina Guerra e Filipe Guerra) e outros livros de Ivan Turguénev estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/ivan-turguenev/

27.12.25

Sobre Have Ya Got Any Castles, Baby, de Ana Teresa Pereira

 Have Ya Got Any Castles, Baby é uma novela inacabada sobre velhas canções, velhos livros, velhos filmes a preto-e-branco, velhas revistas pulp, taxi dancers, vestidos verdes e azuis e pessoas que desaparecem como se nunca tivessem existido.


Have Ya Got Any Castles, Baby e outras obras de Ana Teresa Pereira estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/ana-teresa-pereira/

26.12.25

Sobre No Castelo do Barba Azul, de George Steiner

 “Quatro palestras impressionantes sobre a cultura dos tempos recentes (desde a Revolução Francesa) e a cultura concebível dos tempos futuros. A análise de Steiner sobre a ruptura com o passado literário tradicional (judaico, cristão, grego e latino) é esclarecedora e não dogmática. Escreve como alguém que partilha ideias, e as suas concepções originais, embora pouco animadoras, têm o efeito revigorante que o pensamento original proporciona.” [The New Yorker]


“Conciso e brilhante. Um tour de force intelectual, que gera uma profunda emoção e suscita grande inquietação, como sucedia com os grandes culturalistas do passado.” [New Society]


“A sétima porta no Castelo do Barba Azul oferece-nos, na falência da esperança, a dignidade do que é audacioso.” [The New York Times Book Review]


“As ideias de Steiner revelam imparcialidade, seriedade, erudição sem pedantismo e um charme sóbrio.” [The New Yorker]


“George Steiner é talvez o último humanista. O seu pensamento, não isento de paradoxos e indefinições, revela uma enorme ternura, não apenas pela nossa espécie como um todo, mas pela pessoa. Pelo milagre irrepetível de cada ser humano.” [El Cultural]


No Castelo do Barba Azul (tradução de Miguel Serras Pereira) e outras obras de George Steiner estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/george-steiner/

Sobre O Castelo, de Franz Kafka

 Kafka começou a escrever O Castelo na noite de 27 de Janeiro de 1922, dia em que chegou à montanha de Spindlermühle, na actual República Checa. Morreu antes de terminar a obra, publicada em 1926 pelo seu amigo Max Brod, que felizmente não cumpriu o pedido de Kafka para destruir todos os seus manuscritos.


Este último romance de Kafka narra a história de um homem e da sua ineficaz luta contra uma autoridade, misteriosa e impenetrável. É ela quem dirige o castelo que governa a aldeia aonde K. chegou para trabalhar como agrimensor.


Apesar de Kafka considerar O Castelo um falhanço, a crítica reconheceu-o como o seu principal romance e um dos maiores de todo o século XX.


O Castelo (tradução e prefácio de António Sousa Ribeiro) e outras obras de Franz Kafka estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/franz-kafka/

25.12.25

Sobre Conversas sobre Deus — Um Diálogo com Simone Weil, de Byung-Chul Han

 Segundo Byung-Chul Han, haveria hoje mais paz e beleza no mundo se vivêssemos da forma que Simone Weil idealizou.


O pensamento de Simone Weil, uma das principais intelectuais do século XX, é hoje mais relevante do que nunca e ajuda-nos a compreender e dominar as crises do presente. Neste novo ensaio, Byung-Chul Han aproxima-nos das ideias da autora, relendo-as à luz do nosso tempo e fazendo ressurgir a transcendência que se perdeu no mundo atual de consumo e produção. Weil conduz-nos — ou melhor, atrai-nos — para uma realidade diferente, que nos liberta de uma vida desprovida de sentido, considerando que, em última análise, é Deus que nos concede a plenitude da existência. Ao ler os seus escritos, pressentimos existir outra forma de vida, outra forma de ser, distinta daquela que se encontra inteiramente à disposição dos hábitos de consumo e valores atuais. 


«O filósofo vivo mais lido da atualidade na Alemanha é coreano, e chama-se Byung-Chul Han.» [El País]


«Byung-Chul Han possui uma capacidade extraordinária de comunicar com precisão e clareza.» [Júri do Prémio Princesa das Astúrias]


Conversas sobre Deus — Um Diálogo com Simone Weil (tradução do alemão de Ana Falcão Bastos) e outras obras de Byung-Chul Han em https://www.relogiodagua.pt/autor/byung-chul-han/


As obras de Simone Weil editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/simone-weil/