7.1.26

Sobre Entretenimento e Paixão na História do Ocidente, de Byung-Chul Han

 O entretenimento, a distração e a intranscendência afirmam-se nos mais diversos âmbitos da sociedade ocidental, alterando a compreensão do mundo. “A totalização do entretenimento tem como consequência um mundo hedonista.”

Os valores que se lhe opõem são os da paixão, próprios das culturas cristãs, em que tradicionalmente se enaltece o trabalho, o esforço, o sofrimento e a seriedade. A arte relacionada com esses valores é a que integra o sofrimento e o combate entre o bem e o mal.

Perante esta oposição, parece impossível qualquer reconciliação.

Mas, como mostra Byung-Chul Han, o jogo e a paixão talvez não sejam tão antagónicos como poderiam parecer. Para o provar, o filósofo germano-coreano toma como referência Kant, Hegel, Nietzsche, Heidegger, Luhmann e Rauschenberg, e analisa as formas de entretenimento surgidas ao longo da história, evidenciando a importância do ócio nos nossos sistemas sociais.


Entretenimento e Paixão na História do Ocidente (trad. Miguel Serras Pereira) e outras obras de Byung-Chul Han estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/byung-chul-han/

Sobre Refúgio no Tempo, de Gueorgui Gospodinov

 O enigmático Gaustine, que o narrador conheceu num seminário de literatura à beira-mar, inaugura uma clínica para doentes de Alzheimer.

De modo deliberado, as diferentes divisões reproduzem as várias décadas do século xx, do mobiliário aos pormenores, o que permite aos pacientes regressarem ao cenário dos seus anos de plenitude. Em breve, um número crescente de cidadãos procura inscrever-se na clínica para escapar ao beco sem saída em que se converteram as suas vidas na actualidade.

A ideia espalha-se por toda a União Europeia. E então o passado invade o presente, conferindo à narrativa uma dimensão de premonição e distopia.


“Uma monografia literária que possui o mais delicado dos dons: o sentido do tempo, da passagem do tempo. Poucas vezes chegam às nossas mãos livros tão loucos e maravilhosos como este.” [Olga Tokarczuk, Prémio Nobel da Literatura]


“Uma viagem pelo tempo e pela memória, uma meditação maravilhosamente escrita e inventiva sobre o que o passado significa para nós, se podemos recapturá-lo e sobre como ele define o nosso presente. Este é o romance perfeito para estes tempos isolados e atemporais.” [Alberto Manguel]


“Um romance poderoso e brilhante: perspicaz, premonitório, enigmático...” [Sandro Veronesi]


“Gospodinov é um dos mais fascinantes e insubstituíveis romancistas da Europa, e este é o seu livro mais expansivo, profundo e desconcertante.” [Dave Eggers]


“Em igual medida lúdico e profundo.” [Claire Messud]


Refúgio no Tempo, Física da Tristeza e O Jardineiro e a Morte (traduções do búlgaro de Monika Boneva e Paulo Tiago Jerónimo) estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/gueorgui-gospodinov/

Sobre O Regresso de Mary Poppins, de P. L. Travers

 Puxada das nuvens pela corda de um papagaio, Mary Poppins está de volta. Com ela, as crianças da família Banks conhecem o Rei do Castelo e o Grande Marmelo, visitam o mundo de pernas para o ar do Senhor Doavesso e da sua noiva, a Mna. Tartelete, e passam uma intensa tarde no parque, suspensos num conjunto de balões.


«Mary Poppins nunca consegue distinguir o mundo real do da fantasia. E o mesmo acontece ao leitor. Essa é uma das características da grande fantasia.» [The New York Times]


O Regresso de Mary Poppins (Helena Briga Nogueira) e Mary Poppins (José Miguel Silva) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/p-l-travers/

6.1.26

Sobre A Mão Esquerda das Trevas, de Ursula K. Le Guin

 A importância de A Mão Esquerda das Trevas, de Ursula K. Le Guin, na série Pluribus, segundo Rhea Seehorn, a protagonista:


https://mashable.com/article/pluribus-finale-the-left-hand-of-darkness-rhea-seehorn



A Mão Esquerda das Trevas (tradução de Fátima Andrade) e outras obras de Ursula K. Le Guin editadas pela Relógio D’Água estão disponíveis aqui: https://www.relogiodagua.pt/autor/ursula-k-le-guin/

Sobre Pessoas Normais, de Sally Rooney

 Connell e Marianne cresceram na mesma pequena cidade da Irlanda, mas as semelhanças acabam aqui. Na escola, Connell é popular e bem-visto por todos, enquanto Marianne é uma solitária que aprendeu com dolorosas experiências a manter-se à margem dos colegas. Quando têm uma animada conversa na cozinha de Marianne — difícil, mas eletrizante —, as suas vidas começam a mudar.

Pessoas Normais é uma história de fascínio, amizade e amor mútuos, que acompanha a vida de um casal que tenta separar-se mas que acaba por entender que não o consegue fazer. Mostra-nos como é complicado mudar o que somos. E, com uma sensibilidade espantosa, revela-nos o modo como aprendemos sobre sexo e poder, o desejo de magoar e ser magoado, de amar e ser amado.


«O fenómeno literário da década. Um futuro clássico.» [The Guardian]


«O melhor romance do ano.» [The Times]


«É soberbo […], uma leitura tremenda, plena de perspicácia e ternura.» [Anne Enright]


Pessoas Normais (trad. Ana Falcão Bastos) e outras obras de Sally Rooney estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/sally-rooney/

Sobre Os Watsons, de Jane Austen

 Mr. Watson é um clérigo viúvo, com dois filhos e quatro filhas. A mais nova, Emma, foi criada por uma tia rica, recebendo uma educação superior e tornando-se mais refinada do que as irmãs. Depois de a tia contrair um segundo casamento, Emma vê-se obrigada a regressar a casa do pai, onde se sente vexada pelo comportamento das irmãs Penelope e Margaret, inteiramente dedicadas à caça de um marido. 

Perto dos Watsons vivem os Osbornes, uma família aristocrática. Durante um baile numa cidade próxima, Emma desperta a atenção do jovem e desajeitado Lord Osborne. Um gesto de bondade da sua parte leva-a a conhecer também Mrs. Blake, que apresenta Emma ao irmão, Mr. Howard, clérigo da paróquia junto do castelo Osborne. Dias depois, Margaret regressa a casa após uma longa estadia junto do irmão Robert, em Croydon. Com ela vêm o próprio Robert e a esposa. Ao partirem, Emma recusa o convite para os acompanhar no regresso. 


Iniciado por volta de 1803, Os Watsons é um romance inacabado de Jane Austen, que deixou testemunho do modo como tencionava concluí-lo. Várias hipóteses têm sido apresentadas quanto ao motivo de a autora não o ter acabado, tarefa posteriormente levada a cabo por outros escritores. 


Os Watsons (tradução de Maria de Fátima Carmo) e outras obras de Jane Austen estão disponíveis em https://www.relogiodagua.pt/autor/jane-austen/

Sobre Fronteira, de Can Xue

 Fronteira começa com a história de Liu Jin, uma jovem que parte sozinha para construir vida na Cidade dos Seixos, lugar surreal no sopé da Montanha da Neve, onde lobos vagueiam pelas ruas e indivíduos iluminados conseguem entrar num jardim paradisíaco.

Explorando a vida nessa cidade — ou na fronteira — através do ponto de vista de uma dúzia de personagens — algumas superficiais, outras profundas —, este romance de Can Xue tenta unificar os polos opostos da existência. A barbárie e a civilização. O espiritual e o material. O mundano e o sublime. A beleza e a morte. As culturas do Oriente e do Ocidente.


“Se a China tem possibilidade de vencer o Prémio Nobel da Literatura, é com Can Xue.” [Susan Sontag]


“Há um novo mestre mundial entre nós. O seu nome é Can Xue.” [Robert Coover]


Fronteira é uma obra maravilhosa, cuidadosamente esculpida, lúcida e pura.” [Los Angeles Review of Books]


Fronteira, de Can Xue (tradução do chinês de Tiago Nabais), está disponível em https://www.relogiodagua.pt/produto/fronteira/