28.2.20

Sobre As Ondas, de Virginia Woolf




As Ondas é considerado o mais radical romance de Virginia Woolf — um desses raros escritores que nasceu no «instante em que uma estrela se pôs a pensar».
Marguerite Yourcenar, sua tradutora francesa, descreveu-o assim:
«As Ondas é um livro com seis personagens, ou melhor, seis instrumentos musicais, pois consiste unicamente em monólogos interiores, cujas curvas se sucedem e entrecruzam com uma segurança que lembra a Arte da Fuga de Bach. Nesta narrativa musical, os breves pensamentos de infância, as rápidas reflexões sobre os momentos de juventude e de confiante camaradagem desempenham o mesmo papel dos allegri nas sinfonias de Mozart, abrindo espaço para os lentos andantes dos imensos solilóquios sobre a experiência, a solidão e a maturidade.
Tanto como uma meditação sobre a vida, As Ondas é um ensaio sobre a solidão. Trata-se de seis crianças, três raparigas, Rhoda, Jinny e Susan; e de três rapazes, Louis, Neville e Bernard, que vemos crescer, diferenciarem-se e envelhecer. Uma sétima criança, que nunca toma a palavra e que só conhecemos através das outras, é o centro do livro, ou melhor, o seu coração.»


As Ondas (tradução de Francisco Vale) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

27.2.20

Sobre Mataram a Cotovia — O Romance Gráfico, de Harper Lee e Fred Fordham




Um retrato assombroso de raça e classes sociais, inocência e injustiça, hipocrisia e heroísmo, tradição e transformação no Sul Profundo dos EUA dos anos trinta. 
Mataram a Cotovia, de Harper Lee, mantém a mesma atualidade que tinha em 1960, quando fio escrito, durante os turbulentos anos do Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos.
Agora, este aclamado romance renasce como romance gráfico. Scout, Jem, Boo Radley, Atticus Finch e a pequena cidade de Maycomb, no Alabama, são representados de forma nítida e comovente pelas ilustrações de Fred Fordham.

“Este fantástico romance gráfico revela uma nova perspetiva aos antigos leitores do livro, sendo ao mesmo tempo uma bela introdução para jovens ou para qualquer adulto a quem esta incrível história tenha passado ao lado.” [USA Today]

Mataram a Cotovia — O Romance Gráfico está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/mataram-a-cotovia-o-romance-grafico/

Sobre O Universo ao Alcance da Mão, de Christophe Galfard




Imagine que À Boleia pela Galáxia é um guia real…

Christophe Galfard, físico internacionalmente reconhecido, conduz-nos numa viagem através do passado, presente e futuro do Universo.
O Universo ao Alcance da Mão explora algumas das mais importantes e incríveis ideias dos nossos tempos — Mecânica Quântica, Teoria Geral da Relatividade, Viagens no Tempo, Realidades Paralelas e Universos Múltiplos — com a promessa de que para as entender apenas precisas apenas de equação: E = mc2.
Escrito tendo por base as últimas descobertas em cada área, O Universo ao Alcance da Mão é essencial para qualquer pessoa que deseja saber como funciona o nosso extraordinário Universo.

«Com a sua aproximação desenvolta, O Universo ao Alcance da Mão é um livro para o leitor sem conhecimento prévio de ciência… Ao terminar, o leitor terá um aprofundado conhecimento do modo como a física contemporânea nos aproximou de um melhor entendimento da realidade.»
[The New York Times Book Review]

O Universo ao Alcance da Mão (tradução de Miguel Serras Pereira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-universo-ao-alcance-da-mao/

Sobre Não Sabemos mesmo O Que Importa, de Paul Celan




«Um dos grandes poetas alemães do pós-guerra, em quem a liberdade do surrealismo e a linhagem do expressionismo intervencionista (Brecht, etc.) ou visionário (Trakl) criam uma linguagem nova.» [Jorge de Sena]

Paul Celan é o pseudónimo de Paul Antschel, nascido em Czernowitz, na Roménia, em 23 de Novembro de 1920, de pais judeus de origem germânica. Cursou Medicina em França, mas voltou à Roménia para estudar Literatura. Os pais, que se recusaram a esconder-se dos nazis, morreram em 1942 num campo de concentração. O próprio Paul Celan foi enviado para um campo de trabalhos forçados na Moldávia, sendo libertado pelo exército russo em 1944. Saiu do seu país para Viena em 1947. A partir de 1948, viveu em Paris, onde se suicidou em 1970. O afogamento no Sena ocorreu três anos depois de se encontrar com Heidegger, na sua cabana na Floresta Negra. O filósofo alemão admirava o modo como Celan trabalhava a língua alemã apesar de ser judeu, e este considerava Heidegger um grande filósofo e não compreendia os seus compromissos com o nazismo, nem o seu silêncio sobre o Holocausto, que lhe inspirou o poema “Todtnauberg”. 
Em 1948 publicara um primeiro livro de poemas, A Areia das Urnas. Instalado em França, casara-se, em 1952, com Gisèle de Lestrange, a quem escreveu mais de 700 cartas ao longo de 19 anos. Em 1955, naturalizou-se francês. Em 1960, recebeu o Prémio Literário Georg Büchner pronunciando então um importante discurso, “O Meridiano”. A partir de 1965, foi internado em diversas ocasiões em hospitais psiquiátricos, onde escreveu alguns textos em hebraico.

Não Sabemos mesmo O Que Importa de Paul Celan (trad. e posfácio de Gilda Lopes Encarnação) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/nao-sabemos-mesmo-o-que-importa/

Sobre Madame Bovary, de Gustave Flaubert




«Madame Bovary sou eu», disse uma vez Flaubert, a quem o êxito do seu ro­mance publicado em 1856 acabou por irritar, de tal modo eclipsou os seus outros livros.
Emma Bovary persegue a imagem do mundo que lhe é dada por uma certa literatura desligada da realidade. Arrastada pelas suas ilusões, a mulher do prosaico Charles Bovary imagina-se uma grande amorosa.
A realidade revela-se impiedosa. E, no entanto, Madame Bovary, na época judicialmente perseguido devido à sua «cor sensual» e à «beleza provocadora de Emma», está longe de ser uma simples lição de realismo.


Madame Bovary (trad. João Pedro de Andrade) e outras obras de Gustave Flaubert estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/gustave-flaubert/

Sobre O Despertar, de Kate Chopin




«O romance clássico que via o prazer como o caminho para a liberdade.» [Claire Vaye Watkins, The New York Times, 5/2/2020]

Quando O Despertar foi publicado pela primeira vez em 1899, a crítica considerou-o sórdido e imoral (apenas um jornal realçou a importância do livro), prejudicando a reputação literária e social de Kate Chopin. Contudo, mais de cem anos após a morte da autora, atrai numerosos leitores, é considerado a principal obra literária de Kate Chopin, uma réplica norte-americana a Madame Bovary, e um livro que mantém intacto o seu carácter subversivo.
Através de mudanças de estilo subtis, Kate Chopin mostra o «despertar» de Edna Pontellier, uma jovem esposa e mãe que se recusa a ficar encerrada numa vida doméstica e familiar e exige para si a liberdade erótica.

«É um livro profundamente whitmaniano, não apenas nos ecos da sua poesia, que são múltiplos, mas principalmente na sua perspectiva erótica, que é narcisista e até mesmo auto-erótica, no verdadeiro estilo de Whitman.» [Harold Bloom]

O livro, traduzido por Margarida Periquito, está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-despertar/

26.2.20

Sobre Ternos Guerreiros, de Agustina Bessa-Luís




«Em que mudaram os tempos? Nisto, para abreviar a especulação em torno do intelectual: o sentimento da tragédia perdeu terreno, e daí parte todo o delírio de persuasão a favor duma vida exausta e acumulada de mesteres remunerados apenas conforme a sua produção material. Um homem não é uma incógnita de medos e de vocações insubstituíveis, mas algo que não resistirá a uma liberdade instaurada em nome do possível. O papel do artista é o de reformar o mito do impossível e o de criar a tragédia. Como se desempenha ele da sua missão, raramente o podemos ver com os nossos próprios olhos; serão outros que tomarão contacto com aquilo que fez a consciência subterrânea da sua época. Através dos amores narrados com desvairada frieza, através dos crimes melancólicos e das brutalidades que o instinto não sugeriu, através das suas desordens que mal apagam a culpa pelo que já foi vivido e perdido antes, noutras idades e noutras criaturas, dar­‑se­‑á o encontro com a tragédia. A Europa conhece­‑a ainda, não perdeu de vista a sua face pálida, o seu esgar de espanto, a sua garra branca e petrificada.» [Do Prefácio]

Ternos Guerreiros e outras obras de Agustina Bessa-Luís estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/agustina-bessa-luis/


De Agustina Bessa-Luís, a Relógio D’Água acaba de publicar Os Incuráveis.