21.2.20

Sobre Mademoiselle Fifi e Contos da Galinhola, de Guy de Maupassant




Mademoiselle Fifi não é uma jovem francesa, mas a alcunha de um oficial do exército prussiano que invade a França em 1870.
Durante algum tempo a sua perversa brutalidade desfaz todos os obstáculos que lhe surgem no caminho. Mas um dia, em que partilha com outros oficiais a rotina dos vencedores, decide organizar uma festa com prostitutas normandas. E é então que lhe surge a inesperada resistência dos vencidos.
Neste livro José Saramago traduz trinta e cinco contos de Guy de Maupassant. E, como escreve no prefácio, que fez para os Contos e Novelas do autor de Horla e A Casa Tellier: «Maupassant agita-se neste mundo de dor, de violência, neste mundo sôfrego e inquieto que quer e não sabe o que quer — agita-se violento e violentado como qualquer outro seu irmão de condição, esmagado de mistério e de ansiedade, buscando um sentido de vida, sentindo essa mesma vida fugir-lhe como areia por entre os dedos que quereriam prender tudo, segurar tudo. Truculento, capaz de escárnio, destruidor de conformações morais e sociais, Maupassant não pode afinal reprimir o impulso de amor e piedade que em si despertam os destroços que ele próprio causou. É como se a si próprio se destroçasse, é como se de si próprio se apiedasse.»

Mademoiselle Fifi e Contos da Galinhola (tradução e prefácio de José Saramago) e Bel-Ami (tradução de Miguel Serras Pereira) estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/guy-de-maupassant/

Sobre Novelas nada Exemplares, de Dalton Trevisan




«E para nos dar esta Curitiba povoada por estes curitibanos tragicómicos, a um pêlo do pícaro, Dalton Trevisan foi-se à eloquência e cravou-lhe a faca. Ironia, elipse, nenhuma cedência ao romantismo nem ao realismo mágico, aí estão outras armas brancas do escritor, afiadas à secretária-mesa-de-cela-monacal.» [Fernando Assis Pacheco, Prefácio a Cemitério de Elefantes, 1984]

«Provavelmente o maior contista brasileiro do século xx.» [Abel Barros Baptista]

«… as suas curtas e irónicas epifanias atingem a revelação das elípticas personagens de Maupassant e Tchékhov.» [Bruce Allen, Library Journal]

«Todas essas histórias sugerem que Curitiba, ao lado da Macondo de Gabriel García Márquez, deverá em breve surgir nos mapas dos norte-americanos que admiram a arte narrativa da América Latina.» [Alan Cheuse, Los Angeles Times]

Novelas nada Exemplares e outras obras de Dalton Trevisan estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/dalton-trevisan/

Sobre Nós e Outras Novelas, de Evguéni Zamiátin




Deste livro fazem parte a distopia Nós, duas «novelas inglesas» e o romance O Flagelo de Deus, que Zamiátin deixou inacabado.
Nós, a mais conhecida das suas obras, foi escrita em 1920 e publicada em inglês em Nova Iorque em 1925, depois em checo em 1927 e em francês em 1929, tendo influenciado 1984 de Orwell e Anthem de Ayn Rand. Inspira-se na tendência da sociedade inglesa, a economia industrial mais evoluída da época, para a regulamentação e um controlo da vida humana em que não há lugar para a individualidade. Revelou-se profético no que respeita à evolução do regime russo, que apostou na indústria pesada e nos planos quinquenais. Foi escrito na forma do diário de um construtor de uma espécie de nave espacial destinada a levar a «felicidade» aos habitantes de outros planetas. O narrador vê-se, por força das circunstâncias, perante o dilema: continuar a ser uma peça da máquina que é o Estado Único ou arriscar-se a ter sentimentos como amor e compaixão. O regime comunista proibiu a publicação da obra.
O Pescador de Homens é a designação dada pelo autor à personagem desta narrativa, escrita em 1918. A personagem central, marido exemplar e «um dos apóstolos voluntários da Sociedade da Luta contra o Vício», é um caso acabado de hipocrisia.
O Flagelo de Deus, a obra que Zamiátin não chegou a terminar, é uma narrativa histórica de evidente actualidade, decorrendo numa época de migrações e de sensação de catástrofe iminente.


Nós e Outras Novelas (trad. Nina Guerra e Filipe Guerra) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/nos-e-outras-novelas/

Sobre Nós e Outras Novelas, de Evguéni Zamiátin




Deste livro fazem parte a distopia Nós, duas «novelas inglesas» e o romance O Flagelo de Deus, que Zamiátin deixou inacabado.
Nós, a mais conhecida das suas obras, foi escrita em 1920 e publicada em inglês em Nova Iorque em 1925, depois em checo em 1927 e em francês em 1929, tendo influenciado 1984 de Orwell e Anthem de Ayn Rand. Inspira-se na tendência da sociedade inglesa, a economia industrial mais evoluída da época, para a regulamentação e um controlo da vida humana em que não há lugar para a individualidade. Revelou-se profético no que respeita à evolução do regime russo, que apostou na indústria pesada e nos planos quinquenais. Foi escrito na forma do diário de um construtor de uma espécie de nave espacial destinada a levar a «felicidade» aos habitantes de outros planetas. O narrador vê-se, por força das circunstâncias, perante o dilema: continuar a ser uma peça da máquina que é o Estado Único ou arriscar-se a ter sentimentos como amor e compaixão. O regime comunista proibiu a publicação da obra.
O Pescador de Homens é a designação dada pelo autor à personagem desta narrativa, escrita em 1918. A personagem central, marido exemplar e «um dos apóstolos voluntários da Sociedade da Luta contra o Vício», é um caso acabado de hipocrisia.
O Flagelo de Deus, a obra que Zamiátin não chegou a terminar, é uma narrativa histórica de evidente actualidade, decorrendo numa época de migrações e de sensação de catástrofe iminente.


Nós e Outras Novelas (trad. Nina Guerra e Filipe Guerra) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/nos-e-outras-novelas/

20.2.20

Sobre A Invenção da Modernidade, de Charles Baudelaire




«Ao contrário do que é costume na maior parte das antologias de Baudelaire, que tende a separar a crítica de arte da crítica literária, procedi a uma justaposição dos textos sobre arte, literatura e música. Esta justaposição não é mais do que o reconhecimento do modo como Baudelaire transita de um campo artístico para outro, procurando analogias e correspondências (no sentido horizontal, sinestésico, da relação entre os sentidos), que o uso de designações cruzadas entre poeta e pintor exemplifica. “M. Victor Hugo est devenu un peintre en poésie; Delacroix […] est souvent […] un poète en peinture” (Salon de 1846).
O que esta antologia procura mostrar é, pois, um pensamento em processo — e isto é moderno.» [Da Introdução]

Este volume reúne os seguintes ensaios: «Salão de 1846» (excertos), «Da Essência do Riso», «Exposição Universal — 1855 — Belas-Artes», «Edgar Poe, a Sua Vida e as Suas Obras», «Novas Notas sobre Edgar Poe», «Madame Bovary de Gustave Flaubert», «Théophile Gautier», «Salão de 1859», «Richard Wagner e Tannhäuser em Paris», «Reflexões sobre Alguns dos Meus Contemporâneos» (selecção), Carta-Prefácio de Le Spleen de Paris», «O Pintor da Vida Moderna», «Projectos de Prefácios para As Flores do Mal».

A Invenção da Modernidade (tradução de Pedro Tamen) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-invencao-da-modernidade/

Sobre O Rei João, de William Shakespeare




Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: O Rei João, de William Shakespeare (tradução introdução e notas de de Nuno Pinto Ribeiro)

«The Life and Death of King John associa, no imaginário popular, histórias povoadas das nobres figuras de valorosos cavaleiros em luta contra tiranos e viciosos usurpadores: o rei ausente regressa e viaja, oculto, entre os seus súbditos, observa e julga o degradado “estado da nação” e, por fim, com a ajuda dos súbditos fiéis, repõe a justiça e restaura a ordem ofendida. A simples menção da figura evocará o universo ficcional de Robin Hood, o Robin dos Bosques acolhido à floresta de Sherwood, quartel-general dos justiceiros românticos, tão picarescos como Frei Tuck ou João Pequeno, que desafiam o arbítrio e a tirania do usurpador enquanto aguardam a vinda do seu D. Sebastião, o Ricardo, Coração de Leão, ausente nas Cruzadas e aprisionado depois na Áustria, para satisfação do rei mal-amado, desesperadamente agarrado a um trono que verdadeiramente lhe não pertence.» [Da Introdução]


Esta e outras obras de William Shakespeare estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/william-shakespeare/

Sobre Mau Tempo no Canal, de Vitorino Nemésio




«Creio que o isolamento de cada ilha açoriana dá lugar à constante presença de um fantástico individual, que percorre de um modo exemplar o romance de Nemésio, desde a personagem mais singela até à de maior complexidade. Fantástico individual que está em luta aberta contra um maravilhoso colectivo.
Assistimos a um descer dentro de cada um, como se dentro de si pisassem os degraus da escada em curva – perfeita sucessão de serpentes cegas – que levam, na geografia insular, ao lago subterrâneo da ilha Graciosa; a única das cinco ilhas centrais que as páginas de Mau Tempo no Canal não contemplam.» [Do Prefácio de João Miguel Fernandes Jorge]


Mau Tempo no Canal está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/mau-tempo-no-canal/