18.2.20

Sobre Notas de Inverno sobre Impressões de Verão, de Fiódor Dostoievski




Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Notas de Inverno sobre Impressões de Verão, de Fiódor Dostoievski (tradução do russo de António Pescada)

Este livro resulta da primeira viagem de Dostoievski ao estrangeiro, efectuada em 1862.
Desafiado pelos amigos a descrever as suas impressões, o autor de Crime e Castigo respondeu através de uma mistura de ensaio e ficção.
A obra reúne observações de viagem, esboços, comentários, que no conjunto constituem uma tipologia mais imaginária do que real do Ocidente. Em muitas das cenas descritas, situadas em Paris, Londres ou em carruagens de comboio, encontramos a prosa incisiva do autor de Memórias do Subterrâneo e Os Demónios.

Esta e outras obras de Fiódor Dostoievski estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/fiodor-dostoievski/

Sobre Ética, de Baruch de Espinosa




«São muitas as razões que fazem deste livro uma obra singular, a menor das quais não é, certamente, o seu título: “Ética Demonstrada segundo a Ordem Geométrica”. Porquê Ética, se as questões do bem e do mal só aparecem na Parte IV, depois de as três primeiras especularem sobre ontologia, epistemologia, física e psicologia, e se, além disso, desde ainda antes da sua publicação, o livro foi sempre visto como um libelo ateísta, inspirado em Lucrécio e na forma como este encara “a natureza das coisas”?» [Da Introdução]

«Penso que Espinosa tem de ser sentido como um santo. Penso que todos temos de lamentar o facto de não o termos conhecido pessoalmente, tal como deploramos não ter conhecido, pelo menos é o que me acontece a mim, Berkeley e Montaigne.» [J. L. Borges]

«Espinosa é profundamente relevante para a discussão sobre a emoção e os sentimentos humanos. (…) A alegria e a tristeza foram dois conceitos fundamentais na sua tentativa de compreender os seres humanos e sugerir maneiras de a vida ser mais bem vivida.» [António Damásio, Ao Encontro de Espinosa]

«Pode dizer-se que todo o filósofo tem duas filosofias, a sua e a de Espinosa.» [Henri Bergson]

Ética, de Baruch de Espinosa (tradução, introdução e notas de Diogo Pires Aurélio), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/etica-2/

Sobre Rumo ao Farol, de Virginia Woolf




Um dos livros mais importantes do século XX, Rumo ao Farol é também um dos romances mais conhecidos de Virginia Woolf.
A tranquila Mrs Ramsay, o trágico mas ao mesmo tempo absurdo Mr Ramsay, juntamente com os seus filhos e vários convidados, encontram-se de férias na Ilha de Skye.
Mrs Ramsay assume o papel de esposa e mãe perante os seus hóspedes: Lily Briscoe, a artista frustrada, Minta e Paul, o jovem casal apaixonado, e Charles Tansley, o misantropo estudante, que se encontra sob o seu fascínio. O desejo de James, o seu filho mais novo, é fazer uma viagem de barco até ao Farol.
A partir da expectativa da visita ao farol, Virginia Woolf constrói uma narrativa comovente sobre as complexas tensões e fidelidades existentes numa família.

Rumo ao Farol (tradução de Mário Cláudio) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

Sobre Morrer Sozinho em Betim, de Hans Fallada




Morrer Sozinho em Berlim é o mais importante livro escrito sobre a resistência alemã ao nazismo. 
Berlim, 1940. A cidade vive sob o jugo de Hitler, cujas tropas avançam vitoriosamente em várias frentes europeias. 
Otto e Anna Quangel recebem uma carta que lhes anuncia a morte do filho na guerra. Perante isto, decidem não permanecer de braços cruzados. Otto inicia com a ajuda da mulher uma arriscada denúncia do regime. Em resposta, o inspetor da Gestapo, Escherich, desencadeia uma perseguição impiedosa. 
O resultado é um thriller sobre a resistência no centro do poder nazi.

A tradução de “Morrer Sozinho em Berlim”, de Hans Fallada, por Carlos Leite, foi distinguida com uma Menção Honrosa do Grande Prémio de Tradução Literária 2017 da Associação Portuguesa de Tradutores e da Sociedade Portuguesa de Autores.

O livro está disponível em https://relogiodagua.pt/autor/hans-fallada/

Sobre Corpos Celestes, de Jokha Alharthi




«Desde 2016, quando se transformou no mais importante prémio de tradução para a língua inglesa, o Man Booker International fez incidir as luzes da ribalta em duas escritoras praticamente desconhecidas fora dos seus países: a sul-coreana Han Kang, logo na primeira edição do novo formato, e a polaca Olga Tokarczuk, em 2018 (ano a que corresponde o Nobel de Literatura que lhe foi atribuído há poucos meses, em simultâneo com Peter Handke). Jokha Alharthi, autora de “Corpos Celestes”, vencedor da última edição do prémio, é um caso de descoberta ainda mais radical, não só por se tratar do primeiro romance escritor por uma mulher de Omã a ser traduzido para inglês, mas porque configura uma das primeiríssimas manifestações da literatura feminina traduzida no sultanato que fica na extremidade oriental da Península Arábica. Quando em 2004 publicou “Manamat”, a sua estreia literária, Alharthi estava na verdade a lançar o segundo romance alguma vez escrito por uma mulher de Omã (o primeiro é de 1999). […]
À falta de uma tradição na qual se pudesse inscrever, a autora criou de raiz um mundo ficcional sólido, coeso e bastante complexo. De início, o livro parece centrar-se no percurso de três irmãs — Mayya, Asma e Khawla —, raparigas casadoiras que vivem em al-Awafi, uma aldeia não muito distante de Mascate, a capital. Aos poucos, porém, percebemos que elas são apenas três dos muitos fios que compõem o tecido do romance.»


Corpos Celestes (tradução de Inês Dias) está disponível nas livrarias e em https://relogiodagua.pt/produto/corpos-celestes/

17.2.20

Sobre O Atelier de Noite, de Ana Teresa Pereira




«Na primeira metade d’O Atelier da Noite, Ana Teresa Pereira mistura de forma extraordinariamente competente duas histórias: o bizarro e controverso desaparecimento durante onze dias de Agatha Christie, em dezembro de 1926, e o enredo de And Then There Were None, o maior best-seller da autora britânica, escrito em 1939.
Após saber que o seu marido estava apaixonado por Nancy Neele, Agatha Christie abandonaria o seu carro junto a um lago a cinquenta quilómetros de Londres, tendo permanecido de seguida em parte incerta durante os onze dias seguintes até ser finalmente encontrada hospedada num hotel perto de York com o sugestivo nome de Teresa Neele (composto pelo primeiro nome da escritora d’O Atelier da Noite e pelo apelido da amante do marido de Agatha Christie, permitindo assim a Ana Teresa Pereira acrescentar subtilmente ainda mais uma camada à narrativa). O seu desaparecimento fez, à data, correr muita tinta e iniciou uma fervorosa busca por Agatha Christie, que era já por essa altura uma das mais populares escritoras britânicas.» [João Pedro Vala, Observador, 15/2/2020. Texto completo em https://observador.pt/2020/02/15/ana-teresa-pereira-escrever-ate-que-as-coisas-fiquem-certas/ ]


Este e outros livros de Ana Teresa Pereira estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/ana-teresa-pereira/

Sobre Bucareste-Budapeste: Budapeste-Bucareste, de Gonçalo M. Tavares




«Gonçalo M. Tavares retoma a sua coleção sobre cidades com as três histórias curtas que integram o volume "Bucareste-Budapeste: Budapeste-Bucareste":
Entramos no mais recente livro de Gonçalo M. Tavares como entramos numa sala de cinema às escuras: tateando por entre obstáculos e pressentindo vultos que aos poucos se vão tornando familiares, à medida que nos habituamos aos seus contornos.
A comparação cinematográfica não é inocente. Qual realizador experimentado que tem diante de si um guião rigoroso, Tavares aproxima e afasta planos, corta o supérfluo e gere as tensões, aguardando pelo momento certo para revelar a informação que fará o leitor ter uma perceção diferente.
É exemplo maior desse plano o conto inicial, que dá título ao livro. Duas narrativas que correm a par, sem jamais se tocarem, até porque se movem no sentido diametralmente oposto: na primeira, acompanhamos as movimentações de dois homens que roubam uma estátua.» [Sérgio Almeida, JN, 13/2/2020. Texto completo em https://www.jn.pt/artes/especial/manual-de-instrucoes-da-vida-quotidiana-11818507.html?fbclid=IwAR0Qa2dkbXAdS3pzZe0lGTAOe6g2Ug9y71Vchzby_S6lrtZlR7fuY8C6YkM ]

Esta e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/