6.2.20

Sobre Tu Sabes que Queres: "Amante de Gatos" e Outros Contos, de Kristen Roupenian




“Amante de Gatos”, de Kristen Roupenian, foi em 2017 um dos dois contos mais lidos de sempre, tanto online como em papel, na The New Yorker. Tal sucesso deve-se, segundo o Washington Post, ao facto de o conto dar voz não ao leitor comum da publicação, mas a uma geração mais jovem.
Segundo a The Atlantic, o conto capta o medo das jovens mulheres a viver em 2017, o que, entre outras coisas, implica uma desesperante necessidade de ser boa e simpática a todo o custo.
Tu Sabes que Queres é uma coletânea que inclui esse e outros contos, onde Roupenian explora as conexões complexas e por vezes sombrias de género, sexo e poder.

“É, a par de Brokeback Mountain, o conto mais falado de sempre (...). Já suscitou inúmeras interpretações.”   [The Guardian]

“A autora domina a linguagem, as personagens e a história. Roupenian possui uma habilidade única de narrar histórias que temos a sensação de já ter ouvido, mas de um modo despretensioso e acessível, o que faz com que acreditemos que são verdade.”   [New York Times Book Review]

Tu Sabes que Queres: “Amante de Gatos” e Outros Contos, de Kristen Roupenian (tradução de Alda Rodrigues), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/tu-sabes-que-queres/

Sobre A Visão das Plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida




«Recuperando o Capitão Celestino de “Os Pescadores”, de Raul Brandão, Djaimilia Pereira de Almeida questiona a possibilidade de alguém com um passado marcado pela violência exercida sobre os outros viver de consciência tranquila, num livro que vai olhando para o passado com olhos indubitavelmente postos no nosso presente comum.» [«Blimunda», n.º 91, Janeiro de 2020]

De Djaimilia Pereira de Almeida, a Relógio D’Água editou também «Pintado com o Pé». Ambos os livros estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/djaimilia-pereira-de-almeida/

5.2.20

Obras de Clarice Lispector em leitura na Fundação das Casas de Fronteira e Alorna




No ano em que decorre o centenário do nascimento de Clarice Lispector, a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna realiza nos próximos dias 19 de Fevereiro e 18 de Março no Palácio Fronteira um grupo de leitura de dois dos seus principais romances, A Hora da Estrela e A Paixão segundo G. H.



Programa:
19.02.2020, quarta-feira, 19:00 - Grupo de Leitura sobre a obra “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector.
Moderação de Vanda Anastácio (FL-UL / FCFA).



18.03.2020, quarta-feira, 19:00 - Grupo de Leitura sobre a obra “A Paixão segundo G.H.”, de Clarice Lispector.
Apresentação de Clara Rowland (FCSH-UNL) e moderação de Vanda Anastácio (FL-UL  / FCFA).

As inscrições são gratuitas e obrigatórias (limitadas à capacidade da sala). Mais informação através de: fcfa-cultura@fronteira-alorna.pt / 217 784 599 


Estas e outras obras de Clarice Lispector estão disponíveis em  https://relogiodagua.pt/autor/clarice-lispector/

Sobre Petersburgo, de Andrei Béli




A história de Petersburgo decorre no Outono de 1905 e inclui reaccionários, niilistas, uma tentativa de parricídio e uma bomba escondida numa lata. No entanto, a personagem principal é mesmo a cidade que dá título ao romance. No coração do livro está a questão que durante gerações tem atormentado os russos: a identidade nacional.

«As grandes obras em prosa do século XX são, por esta ordem, o Ulisses de Joyce; A Metamorfose de Kafka; Petersburgo de Béli, e a primeira metade do conto de fadas Em Busca do Tempo Perdido de Proust.» [Vladimir Nabokov]

«Andrei Béli é um poeta de primeira ordem e o autor mais admirável ainda das Sinfonias em prosa, de O Pombo de Prata e de Petersburgo, romances que, antes da Revolução, operaram nos seus contemporâneos uma radical mudança de gostos, de onde jorrou a primeira prosa soviética.» [Boris Pasternak]

«Um romance que resume a Rússia inteira.» [Anthony Burgess]

«Um homem de percepções estranhas e inauditas — um homem mágico e, na tradição da ortodoxia russa, um louco sagrado.» [Isaiah Berlin]

«O romance russo mais importante, mais influente e mais perfeito do século XX.» [New York Review of Books]


Petersburgo, de Andrei Béli (tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/petersburgo/

Sobre Na Penúria em Paris e em Londres, de George Orwell




«É bastante curioso, o primeiro contacto que travamos com a pobreza. Pensámos sempre muito, para começar, acerca da pobreza — foi ela o que tememos durante toda a vida, aquilo que sabíamos que nos iria acontecer mais tarde ou mais cedo; mas quando acontece é completamente diferente, na sua configuração absolutamente prosaica. Pensávamos que ia ser muito simples; mas é extraordinariamente complicado. Pensávamos que ia ser terrível; é apenas sórdido e aborrecido. É a extraordinária baixeza da miséria o que se descobre de início; os expedientes que implica, a mesquinhez intrincada, o poupar dos cotos de vela.»

Na Penúria em Paris e em Londres (tradução de Miguel Serras Pereira) e outras obras de George Orwell estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/george-orwell/

Sobre A Casa Assombrada e Outros Contos, de Virginia Woolf




Em A Casa Assombrada e Outros Contos estão reunidos alguns dos mais inovadores contos originalmente escritos em inglês.
É certo que Virginia Woolf não é uma contista e que foi em romances como «Orlando» e «As Ondas» que sobretudo cumpriu o «insaciável desejo de escrever alguma coisa antes de morrer». Mas é em contos como «A Marca na Parede», «Lappin e Lapinova» e «O Legado» que melhor nos revela o modo como soube captar um universo feminino que os homens desfazem revelando que a marca na parede é uma lesma, recusando-se a recriar a vida de coelhos no ribeiro ao fundo da floresta ou tornando-se apenas desatentos.


A Casa Assombrada e Outros Contos (tradução de Miguel Serras Pereira) e outras obras de Virginia Woolf estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/virginia-woolf/

Sobre O Desconhecido do Norte Expresso, de Patricia Highsmith




O arquiteto Guy Haines quer divorciar-se da sua infiel esposa, Miriam, para poder casar com a mulher que ama, Anne Faulkner. Numa viagem de comboio para ir falar com a esposa, Guy conhece Charles Anthony Bruno, um psicopata que lhe propõe «trocarem assassinatos».
Bruno matará Miriam se Guy se comprometer a matar o pai de Bruno. Nenhum deles tem um motivo para o fazer, e por isso a polícia não teria razões para suspeitar de qualquer um deles.
Mas as coisas não correm como Guy esperava…
A partir desse momento, e contra a sua vontade, Guy Haines vê-se encurralado num pesadelo de culpa e numa insidiosa fusão de personalidades.

O Desconhecido do Norte Expresso foi adaptado ao cinema por Alfred Hitchcock em 1951.

«Patricia Highsmith… é uma escritora que criou o seu próprio mundo — um mundo claustrofóbico e irracional, onde entramos sempre com uma sensação de perigo pessoal.» [Graham Greene]


O Desconhecido do Norte Expresso (tradução de Rogério Casanova) e outras obras de Patricia Highsmith estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/patricia-highsmith/