23.1.20

Sobre Mr Fox, de Helen Oyeyemi




É uma tarde soalheira de 1938, e Mary Foxe está com um humor agressivo. St John Fox, um romancista célebre, já não a vê há seis anos. Por isso, não está preparado para a tarde em que ela o visita, mais não seja porque ela não existe. Está apaixonado por ela. Mas foi ele que a inventou.
“És um patife”, diz-lhe ela. “Um assassino em série… Estás a entender?”
Estará Mr Fox à altura do desafio da sua musa? Conseguirá deixar de assassinar as suas heroínas e explorar algo mais próximo do amor? O que irá a sua esposa Daphne pensar dessa súbita mudança no seu marido? Poderá desta vez existir um final feliz?

«As personagens de Oyeyemi quase dançam nas páginas dos seus livros. Este é o seu melhor romance até à data.» [Independent on Sunday]

«Não é apenas um romance profundamente imaginativo. Está repleto de inteligência e sabedoria. O seu melhor livro até hoje.» [Metro]

«Cómico, profundo, chocante, complexo e emotivo.» [Guardian]


Mr Fox (trad. de Ana Falcão Bastos) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/mr-fox/

Sobre Uma Boa Morte, de Hans Küng




Durante séculos, foi imposta aos crentes cristãos a proibição de terminar com a vida.
No entanto, Hans Küng defende que uma boa morte se fundamenta no respeito profundo pela vida de qualquer pessoa e nada tem que ver com o infeliz suicídio arbitrário.
Se temos responsabilidade sobre a nossa vida, porque haveria essa responsabilidade de terminar na sua última fase? É precisamente como cristão que Hans Küng apela ao direito de cada qual decidir responsavelmente sobre o momento e a forma da sua morte.
Neste breve ensaio, que procura contribuir para a mudança de atitude da Igreja, Hans Küng mantém a coerência e a autenticidade que revelou no seu conflito com a hierarquia católica romana. A sua defesa da eutanásia (cujo significado etimológico é “boa morte”) insere-se assim nas suas preocupações antropológicas e religiosas.
“Gostaria de morrer consciente e de me despedir digna e humanamente dos seres que me são queridos”, escreve Hans Küng.


Uma Boa Morte está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/uma-boa-morte/

Sobre Gonçalo M. Tavares




O número 203 de Janeiro de 2020 da Colóquio/Letras tem um dossiê dedicado a Gonçalo M. Tavares. Entre os artigos contam-se «Para ler o século de Gonçalo M. Tavares», de Lilian Jacoto; «O Sr. Eliot e as conferências: heterotopia e profanação», de Madalena Vaz Pinto; «Made in America: Gonçalo M. Tavares e a imagem», de Pedro Eiras; «O que está fora do traço é abismo e queda», de Maria da Conceição Caleiro; «(Re)pensar o humano na era da técnica», de Pedro Corga; «Se me esquecer de ti, Bloom, que seque a minha mão direita», de Pedro Meneses; «Gonçalo M. Tavares e José Saramago: duas viagens com ironia», de Evelyn Blaut Fernandes.
As ilustrações são de Eduardo Batarda.

22.1.20

Sobre Pensamentos, de Blaise Pascal




«Pascal oferece muito sobre que o mundo moderno faria bem em pensar. E de facto, por causa da sua combinação e equilíbrio únicos de qualidades, não sei de nenhum escritor religioso mais pertinente para o nosso tempo. Os grandes místicos, como São João da Cruz, são em primeiro lugar para leitores com um objectivo especialmente determinado; os escritores devotos, como São Francisco de Sales, são em primeiro lugar para aqueles que já se sentem conscientemente desejosos do amor de Deus; os grandes teólogos são para os interessados em teologia. Todavia, não consigo pensar em nenhum autor cristão, nem mesmo Newman, que mais do que Pascal devesse ser recomendado àqueles que duvidam, mas que têm a capacidade intelectual para conceber e a sensibilidade para sentir a desordem, a futilidade, a ausência de sentido, o mistério da vida e do sofrimento, e que apenas conseguem encontrar paz através da satisfação de todo o ser.» [Da Introdução de T. S. Eliot]

Pensamentos (trad. Miguel Serras Pereira) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/pensamentos-2/

Sobre Ética, de Baruch de Espinosa




Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Ética, de Baruch de Espinosa (tradução, introdução e notas de Diogo Pires Aurélio)

«São muitas as razões que fazem deste livro uma obra singular, a menor das quais não é, certamente, o seu título: “Ética Demonstrada segundo a Ordem Geométrica”. Porquê Ética, se as questões do bem e do mal só aparecem na Parte IV, depois de as três primeiras especularem sobre ontologia, epistemologia, física e psicologia, e se, além disso, desde ainda antes da sua publicação, o livro foi sempre visto como um libelo ateísta, inspirado em Lucrécio e na forma como este encara “a natureza das coisas”?» [Da Introdução]

«Penso que Espinosa tem de ser sentido como um santo. Penso que todos temos de lamentar o facto de não o termos conhecido pessoalmente, tal como deploramos não ter conhecido, pelo menos é o que me acontece a mim, Berkeley e Montaigne.» [J. L. Borges]

«Espinosa é profundamente relevante para a discussão sobre a emoção e os sentimentos humanos. (…) A alegria e a tristeza foram dois conceitos fundamentais na sua tentativa de compreender os seres humanos e sugerir maneiras de a vida ser mais bem vivida.» [António Damásio, Ao Encontro de Espinosa]

«Pode dizer-se que todo o filósofo tem duas filosofias, a sua e a de Espinosa.» [Henri Bergson]

Sobre Do Amor, de Stendhal




«Vemos que a matemática de Stendhal se torna imediatamente complicadíssima: a quantidade de felicidade é por um lado uma grandeza objectiva, proporcional à quantidade de beleza; por outro é uma grandeza subjectiva, na sua projecção à escala hipermétrica da paixão amorosa. Não é em vão que este capítulo XVII, um dos mais importantes do nosso tratado, se intitula “A beleza destronada pelo amor”. Mas então até na beauté passa a linha invisível que divide todos os sinais e podemos aí distinguir um aspecto objectivo — aliás difícil de definir — de quantidade de beleza absoluta, e o aspecto subjectivo do que é belo para nós, composto de “cada nova beleza que se descobre em quem se ama”. A primeira definição de beleza que o tratado dá, no capítulo XI, é “uma nova capacidade de dar prazer”. Segue-se uma página sobre a relatividade do que é beleza, exemplificada com duas personagens fictícias do livro: para Del Rosso o ideal de beleza é uma mulher que a todo o momento sugere o prazer físico, e para Lisio Visconti deve incitar ao amor-paixão.» [Italo Calvino sobre Do Amor, em Porquê Ler os Clássicos?]


Esta e outras obras de Stendhal estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/stendhal/


Adaptação televisiva de Pessoas Normais, de Sally Rooney




O livro Pessoas Normais, publicado em 2019 pela Relógio D’Água, foi adaptado para série de televisão e estreará este ano na Hulu e na BBC.
A autora do romance, Sally Rooney, co-escreveu alguns episódios, realizados por Lenny Abrahamson e Hettie Macdonald.
As personagens principais, Marianne e Connell, são representadas por Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal. Foi recentemente divulgado o trailer da série de 12 episódios. Mais informação aqui.

Connell e Marianne cresceram na mesma pequena cidade da Irlanda, mas as semelhanças acabam aqui. Na escola, Connell é popular e bem-visto por todos, enquanto Marianne é uma solitária que aprendeu com dolorosas experiências a manter-se à margem dos colegas. Quando têm uma animada conversa na cozinha de Marianne — difícil, mas eletrizante —, as suas vidas começam a mudar.

Pessoas Normais é uma história de fascínio, amizade e amor mútuos, que acompanha a vida de um casal que tenta separar-se mas que acaba por entender que não o consegue fazer. Mostra-nos como é complicado mudar o que somos. E, com uma sensibilidade espantosa, revela-nos o modo como aprendemos sobre sexo e poder, o desejo de magoar e ser magoado, de amar e ser amado.