16.12.19

Sobre Sensibilidade e Bom Senso, de Jane Austen




Sensibilidade e Bom Senso é o primeiro romance escrito por Jane Austen (se excluirmos o epistolar e juvenil Lady Susan).
Para a sensível Elinor Dashwood e a sua impetuosa e romântica irmã, Marianne, a perspectiva de casarem com os homens que amam parece remota. 
Num mundo organizado por interesses e pelo dinheiro, as irmãs Dashwoods parecem condenadas pela ausência de relações pessoais e de fortuna.
Marianne apaixona-se pelo encantador e inconstante Mr. Willoughby. Em contraste, Elinor enfrenta com estoicismo as notícias de que o seu amado Edward Ferrars está prometido a outra mulher. Através das suas diferentes experiências amorosas, as duas irmãs são levadas a concluir que a melhor solução está na conjunção entre razão e sentimento. 

«Jane Austen foi uma inovadora feroz, e as suas inovações estavam praticamente realizadas quando ela tinha vinte e quatro anos. Isto diz-nos algo sobre a combinação vaga de esforço e instinto presente na sua vida literária. (…)
As heroínas de Austen não mudam no sentido moderno do termo porque, na verdade, não descobrem coisas sobre si mesmas. Elas descobrem novidades cognitivas, procuram o que é correcto. À medida que o romance avança, levantam-se alguns véus e removem-se alguns obstáculos, para que a heroína possa ver o mundo mais nitidamente.»
[James Wood, A Herança Perdida]

Sensibilidade e Bom Senso (trad. Paulo Faria) e outras obras de Jane Austen estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/jane-austen/


Sobre O Nascimento da Tragédia e Acerca da Verdade e da Mentira, de Friedrich Nietzsche




«Uma das mais célebres antíteses da filosofia de Nietzsche é a do apolíneo versus dionisíaco. Ela funciona como uma das portas de entrada mais conhecidas na sua obra e é na verdade uma fórmula dominante na primeira fase desta, o período grosso modo correspondente aos anos de ensino na Universidade de Basileia e à pertença ao círculo de Wagner. Tanto um como outro representam, a seu ver, duas forças primordiais, particularmente actuantes na cultura grega clássica, no entanto, o seu significado não é apenas cultural, mas revela-se claramente metafísico.» [Da Introdução Geral de António Marques]


Esta e outras obras de Friedrich Nietzsche estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/friedrich-nietzsche/

Sobre Bucareste-Budapeste: Budapeste, Bucareste, de Gonçalo M. Tavares




«Situado algures “entre o Reino e o Bairro” (no grande esquema da obra de GMT), o “Projeto das Cidades” propõe-se captar “a tensão particular” que nasce dos “movimentos humanos”. Na história que dá título ao primeiro livro desta série, acompanhamos, em paralelo, dois percursos quase simétricos: de um lado, o rocambolesco roubo de uma estátua de Lenine, esquecida num armazém dos arredores de Bucareste, e seu difícil transporte para a Hungria, onde satisfará o capricho de um milionário; do outro, um violinista virtuoso que busca a mãe morta, trazendo-a depois de Budapeste até à capital da Roménia, no banco de trás do carro, para a enterrar perto do pai. A fronteira é o lugar onde a farsa e a tragédia quase se tocam, acentuando o peso irónico da História na vida das pessoas comuns.» [José Mário Silva, E, Expresso, 14/12/2019]

Esta e outras obras de Gonçalo M. Tavares estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/goncalo-m-tavares/

13.12.19

Sobre O Cometa na Terra dos Mumins, de Tove Jansson




Um pressentimento acerca de uma estrela com cauda leva o Mumintroll e o seu amigo Sniff a um observatório no cimo de uma montanha. Mas a verdadeira aventura começa quando descobrem que um cometa se encaminha em direção à Terra.

«Um tesouro perdido, agora redescoberto… Uma obra-prima.» [Neil Gaiman]

«Jansson era um génio de um modo subtil. Estas histórias simples estão repletas de emoções únicas profundas e complexas, como jamais se viram em literatura para crianças ou adultos.» [Philip Pullman]

«Tove Jansson é, sem dúvida, uma das maiores escritoras de livros para crianças.» [Sir Terry Pratchett]


Esta e outras obras de Tove Jansson estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/tove-jansson/

Sobre A Balada do Medo, de Norberto Morais




«Agarrada ao novo livro do Norberto Morais. A Balada do Medo, de novo perdida na temperatura do Caribe com as aventuras e desventuras do Cornélio Santos Dias de Pentecostes. Uma delícia. Aconselho.»  [Júlia Pinheiro, no site https://julia.pt/2019/08/01/embalada/ ]

De Norberto Morais, a Relógio D’Água editou também O Pecado de Porto Negro. Ambas as obras estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/norberto-morais/


12.12.19

Sobre Um Cântico de Natal, de Clarice Lispector




Um Cântico de Natal (1843) é talvez o mais dickensiano dos contos. 
É que só Charles Dickens poderia, a propósito do Natal, criar personagens como Scrooge, o pequeno Tim, e os três Espíritos Natalícios, Passado, Presente e Futuro, e acrescentar-lhes o Fantasma de Marley.
Este livro tem passado de geração em geração, acompanhado do desejo do autor de que «assombre as casas dos leitores de forma agradável, e que ninguém deseje apaziguá-lo».

Esta e outras obras de Charles Dickens estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/charles-dickens/

Sobre George Steiner




«George Steiner permanece como um dos mais conhecidos e conhecedores críticos literários do século XX e, também, do próprio século XXI. No entanto, o seu trabalho não se limita à crítica, mas também ao próprio estudo da sociedade e da literatura com as ferramentas que as suas leituras lhe proporcionaram. Conhecedor de vários idiomas, tornou-se responsável por popularizar diferentes autores em diferentes lugares, contribuindo para um conhecimento mais global, sustentado nas suas palestras e nos seus ensaios científicos.» [Lucas Brandão, Comunidade Cultura e Arte, 26/11/2019. Texto completo em https://www.comunidadeculturaearte.com/a-literatura-e-george-steiner/ ]

De George Steiner a Relógio D’Água tem editadas várias obras, disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/george-steiner/